2006/04/24

A volta do poeta

Manuel Alegre: "puxar as orelhas" aos deputados será "um péssimo começo" para Cavaco Silva

Manuel Alegre continua na mesma.

Lembrando que o Presidente da República e o Parlamento são dois órgãos de soberania distintos, Manuel Alegre afirmou que Cavaco Silva "não é o comandante supremo do regime". (...)
A recente polémica das faltas dos deputados, na semana passada, foi também abordada por Manuel Alegre, que garantiu que não irá justificar a sua ausência.
"Assumo a responsabilidade da minha ausência. Não vou justificar a falta e, pelo menos no meu caso, deve ser aplicado taxativamente o regulamento", afirmou, considerando, no entanto, que a decisão de antecipar o dia das votações de quinta para quarta-feira "é discutível".
- o moralismo de pau oco.

Apesar da polémica, Alegre rejeita a hipótese de se alterar o sistema eleitoral: "Não se deve ligar as faltas à alteração ao sistema eleitoral".
- pois não, concordo, mas os deputados deveriam dar o exemplo, não é? Mas como Manuel Alegre já nem se lembra de como votou há uns anos, é provável que se venha a esquecer que faltou.

"Se avançarem com o encerramento da maternidade de Elvas votarei contra", exemplificou, justificando que essa "é uma questão nacional", porque as pessoas têm o direito de nascer na sua terra.
- independentemente do que se pense sobre este assunto, Alegre revela a mesma tendência para as cedências aos interesses locais e particulares.

Para ler mais: O farol da ética, no Mau Tempo no Canil.

1 comentário:

Luis disse...

Esse gajo é um tòtó. Eu sou de esquerda, mas entre os dois dou graças a Deus pelo Cavaco ter ganho.