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2009/08/04

Rue de la Tombe Issoire




Por razões pessoais, sentimentais, esta é a minha rua favorita de Paris. Nunca aqui morei (morava no Bd. Jourdan, como todos os residentes da Cité Universitaire), mas era a rua onde eu mais andava (e mais gostava de andar) de bicicleta (e as ruas que se lhe seguiam, quando se saía do 14ème: a do Fb. St. Jacques e de St. Jacques, todas elas parte do Caminho de Santiago de Compostela). Seguia nela sempre que me dirigia ao centro ou regressava a casa. Nomeadamente, para os seminários no Instituto Poincaré.
Gostava tanto desta rua, o símbolo da "minha" Paris, que pensei mesmo em criar um blogue com o seu nome. Não podia deixar de lá passar, neste meu regresso à cidade-luz. E encontro uma surpresa - uma escultura de um gigante, pendurada na escola primária. Associada a essa escultura, a explicação da mesma - e do nome da rua, algo que sempre me intrigara. E que muito me surpreendeu. Então não é que "Issoire" era um português (na altura em que Portugal estava sob domínio mouro), de Coimbra? Diz a lenda que este português tinha "a altura de três homens" e se dedicava a atacar (e matar) peregrinos do Caminho de Santiago, na cidade de Orleães. A certa altura, Issoire dirigia-se a Paris, com o objectivo de a conquistar. Morreu decapitado num combate com Guilherme d'Orange. Como Issoire era demasiado grande e pesado para que pudesse ser transportado, a população decidiu enterrá-lo no local onde ele morreu. Este local é, hoje, a Rue de la Tombe Issoire!
Nunca esperei que esta rua estivesse associada ao túmulo de um português!
Para mais informações vejam aqui, aqui, aqui e aqui, de onde vêm as fotos.

2009/08/03

Restaurante "franco-italiano"


Na verdade é bem português, como a bandeira indica. Mas em Paris (e em grande parte do resto do mundo) ser "português" continua a não "vender". É uma pena.

2009/07/28

Paris evolui (I)




Em 2005 não havia nada a ligar o Quai de Bercy à Biblioteca François Mitterrand. Desde 2006 há a Ponte Simone de Beauvoir.

2009/07/22

No Quai Henri IV

Ali perto da Bastilha. Um rapaz diferencia-se, entre a multidão parisiense, por escarrar para o meio do chão com toda a gente a ver. Adivinham o que ele tinha estampado na camiseta? Certo (palavra de honra): “graças a Deus que sou português”!

2009/07/19

Em Paris, em cada esquina um amigo

Paris continua a ser para mim uma cidade onde fiz (e continuo a fazer) muitos amigos. É um "ponto de acumulação" por onde toda a gente passa, onde se fazem amigos novos e onde se encontra aquele amigo que fizemos há uns anos na Cité Universitaire, que agora até está em Lisboa, onde nunca nos encontramos. Mas encontramo-nos por acaso em Paris. Ambas as coisas sucederam-me ontem.
Vou agora até Nantes. Mais tarde oontinuo com as crónicas parisienses.

2009/07/15

O sítio do costume...

...continua a servir boas refeições a um preço módico, embora agora esteja fechado ao fim de semana. Ainda é o meu local de almoço quotidiano em Paris. Anteontem foi um rôti de dinde avec du riz sauvage perfumé.

Paris a arder

O fogo de artifício foi lindo.

2009/07/14

120 anos da Torre Eiffel


...e 220 da tomada da Bastilha. Viva a Liberdade! E viva a Igualdade!

2009/07/13

À Paris

...desta vez para os Encontros Marcel Grossmann, onde vou dar dois seminários cuja preparação me retirou muitas horas de sono na semana passada. É sempre um enorme prazer regressar a casa.

2009/03/20

Ganhou Paris

Não sabia por quem haveria de torcer no confronto entre o Sp. Braga e o Paris St. Germain - afinal, nenhum dos dois clubes é o meu; são apenas os clubes de duas cidades que são (uma é-o agora e a outra sê-lo-á sempre) minhas. A minha preferência pelo Sp. Braga para este encontro tinha mais a ver com ser bom para o futebol português. Ganhou o Paris St. Germain e aqui em Braga ficaram todos cabisbaixos. O que aborrece é que em Paris ninguém ficou alegre: ficou tudo indiferente.

2008/12/05

A endrominação dos functores

O meu vizinho e amigo Gonçalo é um chavalo fixe, bué canocha e que anda sempre a endrominar, tás a ver a cena?
Uma vez que falas nisso, cada vez que falo com ele preciso de um dicionário...

Era assim que eu o descrevia há quatro anos e meio atrás. Nunca percebi a ponta de um corno do que este gajo fazia, mas sempre soube que ele, para além de ter sido um grande companheiro (e vizinho na Cité Universitaire) nos meus saudosos tempos de Paris, era muito bom. Como se já não houvesse confirmação suficiente, veio agora mais uma: foi um dos vencedores do Prémio Gulbenkian de Estímulo à Investigação 2008. Parabéns, Gonçalo! E já agora parabéns aos outros vencedores, nomeadamente a minha nova colega Ana Patrícia e o Eduardo.

2008/04/11

Paris respeita os direitos do homem em toda a parte



O Rui Pereira, autor do excelente (e infelizmente acabado) Stopping Light, indicou-me um álbum com fotos da passagem da tocha olímpica por Paris. Como a que eu mostro, de um cartaz afixado pela Câmara Municipal no respectivo edifício.

2008/04/10

O orgulho português em França


O primeiro português a transportar a tocha olímpica na história das Olimpíadas. Precisamente aquele que é o maior símbolo da comunidade portuguesa em França. Devemos agradecer ao Pauleta, mas também ao actual Presidente da Câmara de Paris: este reconhecimento deve-se também a ele. Parabéns, Pauleta.
A tocha olímpica desceu o Boulevard Jourdan, passou pela Cité Universitaire mesmo à porta da “minha” casa, até chegar ao Stade Charlety (mesmo ao lado da Casa de Portugal). Alguém tem fotos do evento?

2008/03/18

Mais Delanoe em Paris


Paris continua à gauche. E bem: embora eu só lá tenha vivido com Bertrand Delanoe como maire, pareceu-me uma cidade muito bem administrada. Delanoe é um exemplo para outros presidentes de câmara da Europa. Se se confirmarem os prognósticos, tem condições de ser o futuro líder do PS francês.
Destaque ainda para a eleição do português Hermano Ruivo, fundador da Cap Magellan, nas listas do PS, no "meu" XIVème arrondissement.

2007/12/31

Adieu Carrefour

Nem sequer são as histórias de Paris. As dorades que eu comprava para grelhar (tinha que as preparar na cozinha colectiva), e que me permitiam travar conecimento com meninas portuguesas. Vinham ter comigo a perguntar-me, timidamente e em francês, onde é que eu tinha comprado aquele peixe, de que gostavam muito e que comiam com frequência no país delas. Eram portuguesas, claro.
Nem a vélo com que me passeei e transportei em Paris. São mesmo coisas do quotidiano. De Portugal.
Mantendo-me no ciclismo: desaparece em Portugal a marca Topbike. Este fim de semana veio um selim para a minha bicicleta, antes que desaparecesse. Sete euros. Agora, só em Espanha se arranjam. Em Portugal, ou são caros (e vendidos por comerciantes que não querem abrir ao domingo), ou são maus.
A galette des rois. Onde se arranja uma galette por quatro euros em Lisboa? E toda a pastelaria francesa e portuguesa.
O queijo. Eu costumava rir ao ver os folhetos de propaganda do Continente a anunciarem queijo Brie a 9,90€ o quilo como uma “grande promoção”. Chegava ao Carrefour (como cheguei a semana passada) e encontrava o mesmíssimo queijo, de leite pasteurizado mas artesanal, a 4,90€ o quilo. “Refeição económica”. Costumava rir, dizia. Agora, vou chorar.
Os “produtos 1”, “os mais baratos da região”, e os produtos Carrefour em geral. Os patés a um euro e pouco. E como era desolador ver as prateleiras vazias, sabendo que não seriam mais reabastecidas.
Os legumes e frutas. Fica aqui o desafio: onde se encontra, em Lisboa, batata a 0,39€ o quilo (no máximo; ainda há pouco estava a 0,25€) todo o ano?
Última refeição de 2007: as últimas douradas compradas no Carrefour. Até sempre. Foi um prazer ser vosso cliente.

2007/12/11

A plus tard, peut-être, Carrefour!


Confirmou-se a má notícia, a pior que eu tive este ano a seguir a o Desportivo das Aves não ter pontuado no Dragão na última jornada do campeonato: o Carrefour vai mesmo sair de Portugal. A decisão estava há muito tomada e não era a Autoridade para a Concorrência que a ia impedir. Quanto muito, poderia levar a uma renegociação, mas a saída do Carrefour é voluntária e nem sequer é por não dar lucro! No entanto parece que só hoje é que eu acredito. E ainda não quero acreditar. Não há mesmo nada que se possa fazer. A não ser lamentar.
O Carrefour era a minha grande superfície de eleição, em Portugal e em França. Em Paris eu pedalava um arrondissement inteiro (o 13º), pelos Boulevards des Maréchaux, para ir da Cité Universitaire a Bercy abastecer-me de carne e peixe variadas e aos melhores preços. O mesmo em Lisboa e em Aveiro. E não só comestíveis. Ainda a semana passada veio de lá um belíssimo roupão. Pude experimentá-los à vontade e sem ninguém a chatear-me se o levava ou não. Não havia o meu número da cor do meu agrado exposto. Pedi-o a uma empregada, que solicitamente interrompeu o que fazia para mo ir buscar ao armazém.
O Carrefour representou uma melhoria a olhos vistos no comércio a retalho em Portugal. Basta olhar para a fotografia – quem introduziu em Portugal o sistema da moeda nos carrinhos? Antes do Carrefour os parques de estacionamento dos supermercados eram um caos de carrinhos desarrumados. É um espaço organizado, com qualidade e variedade.
Digam-me agora onde vou arranjar marca “branca” (para pilhas recarregáveis ou para queijos franceses) tão credível? Onde compro queijo coulommiers fabriqué en France a 1.50€? Onde vou arranjar melhor relação qualidade/preço em tudo? Não arranjo. Não há.
Eu não sei viver sem o Carrefour. Vou ter que aprender. Ou então voltar a emigrar. Ou talvez fique em Portugal, mas ao pé de Espanha, e vá lá abastecer-me. Em Espanha há Carrefour em todo o lado - vejam lá se eles querem saber do Corte Inglês para alguma coisa!
O Carrefour é talvez o único hipermercado cantado pelo Chico Buarque e pelo Gilberto Gil– no Baticum (ouvir aqui). Só pode ser muito bom.

2007/11/15

L'Europe de la Connaissance et la Stratégie de Lisbonne

Ocorre aqui, na minha segunda casinha, onde nunca vivi. O programa é interessante e os convidados também.

2007/10/21

Como estará Paris?



Faz hoje um ano que apanhei o avião no aeroporto Charles de Gaulle e, desde então, não mais lá regressei. As obras do trólei do Boulevard Jourdan, que a fotografia documenta e que me acompanharam por toda a minha estadia e mais algum tempo, já acabaram com certeza. Esta é a última foto por mim conhecida, com a minha antiga casa à direita. Como estará tudo agora? A Casa de Portugal da Cité Universitaire já reabriu, só uns meses depois do previsto. Foi inaugurado o museu da imigração. O Sarkozy é presidente.
Ninguém deveria passar mais do que um ano sem ir a Paris. Ai que saudades!

2007/08/07

Madrid só tem mesmo Starbucks

Não sei se repararam no comentário do Rui Pereira à minha mensagem “Starbucks Everywhere” (e não sei se alguma vez repararam no fotoblogue do Rui, Stopping Light – merece bem a pena). Chamou-me o Rui a atenção para o facto de existirem 22 Starbucks em Paris. Palavra que eu nunca tinha reparado em mais do que três (e se há cidade que eu conheço bem, é Paris): um no Odeon, outro na Ópera e aquele que fotografei, numa área comercial e de serviços perto de onde vivia. E isto porquê? Porque os Starbucks nem se notam em Paris. Paris tem muito mais para oferecer que os Starbucks, que passam despercebidos. Em Nova Iorque eles estão em todo o lado, tal como as Barnes and Nobles, mas há muito mais que ver. Já em Madrid, pelo contrário, não conseguem passar despercebidos, pois a capital espanhola não tem muito mais para oferecer do que os Starbucks.

2007/08/02

Starbucks everywhere

Paris, XIV arrondissement

Serve como ilustração ao texto anterior. Apesar de eu ter passado aqui inúmeras vezes, a caminho das compras no Ed, nunca lá entrei, nem em nenhum outro dos (poucos) Starbucks em Paris. Que saudades de Paris!