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2013/12/20

E lá tive de estar a explicar aos convidados estrangeiros do VI Black Holes Workshop o que eram e o que faziam estudantes a gritarem em grupos na universidade e um pouco por toda a cidade de Braga, mesmo em pleno centro, com a complacência de toda a gente. Nunca tinham visto tal coisa, mesmo os galegos (aqui ao lado). Algo semelhante poderia durar uma semana no máximo: nunca todo o ano letivo. A minha amiga Inês Barbosa tentou ser eleita com o slogan "O melhor de Braga é a sua juventude." Discordo: o pior de Braga é a sua juventude.

2009/10/27

A praxe é, sobretudo, um negócio

Notícia do DN:
Os caloiros do ensino superior, em Viseu, estão a ser "usados para aumentar o negócio de alguns bares". As denúncias são dos próprios alunos que acusam os elementos do Conselho de Viriato, o órgão académico que deve zelar pelo cumprimento das regras da praxe, de organizarem festas com os caloiros "pelas quais recebem percentagens do consumo feito nos bares".
Alguns alunos, que também já denunciaram a situação junto da presidência do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), acusam Ana Pinto, presidente do conselho, de "organizar iniciativas da praxe em bares, para onde são levados os caloiros, recebendo depois percentagem pela despesa feita", contaram ao DN vários destes elementos, que temendo represálias, preferem ficar no anonimato.
A presidente do Conselho de Viriato, que para além de ser estudante no IPV, trabalha num bar de diversão nocturna na zona de Jugueiros, ao lado do instituto e onde funcionam mais de uma dúzia de bares, desvaloriza as acusações. "Os alunos praxados têm um percurso, vão aos bares, onde ouvem pessoas a falar sobre diversos temas. Se tiverem dúvidas são retiradas e depois seguem para outro bar", revela a estudante.
A presidente do Conselho de Viriato refere que as denúncias surgem de "guerras entre as casas de diversão nocturna que lutam ferozmente pela presença dos estudantes do ensino superior. E viram-se para mim porque eu oriento mais de 700 alunos e sou um alvo mais fácil", adianta. Embora considere as denúncias "difamatórias" Ana Pinto, que é estudante no Politécnico de Viseu há dez anos, garante que o Conselho de Viriato "vai tomar mais cuidado com as iniciativas que envolvem os caloiros".

2008/10/17

Ah se tivesse sido eu a escrever isto!

Pensará o Pedro Morgado: «Os outros não podem chamar "provinciana" a determinada atitude ou episódio. Só nós é que podemos. Faz lembrar aquela história: só os judeus é que podem contar anedotas sobre judeus (e rir-se delas). Caso contrário é-se anti-semita. Por isso é que nós até temos direito a destaque do CAA. Com referências ao "país do socratismo", como se a culpa fosse de Sócrates.»

2008/06/13

Aviso à tripeiragem ressabiada

Fora de Lisboa, saudoso, longe de Alfama, das festas de Santo António. Ainda por cima nem à minha novela tenho direito: a SIC ocupa toda a sua programação com as tais "Marchas de Santo António", uma "competição" entre "bairros" que há quem queira transformar numa versão alfacinha do Carnaval do Rio. E é este aviso que eu quero deixar à tripeiragem que, como eu, também gostaria de ver a novela (ou, pelo menos, não acha que tais "marchas" justifiquem uma transmissão em directo em horário nobre): não julguem que os lisboetas médios estão mais interessados neste evento que vocês (refiro-me às marchas e não aos Santos Populares). Confundir quem está interessado e aparece nesse evento (artistas de teatro de revista e colunáveis novos ricos) com "Lisboa" ou os "lisboetas" é um erro grave que vocês, tripeiros ressabiados, cometem frequentemente. Não sei se por ignorância se por má fé.

2008/05/10

O provincianismo da praxe

Em tempos de semanas académicas, "Queima das Fitas" (ou é bênção? Nunca percebi), vale a pena ler o texto "E eles, pimba!" de Carlos Fiolhais e os respectivos comentários (incluindo o do João André), que têm a ver com os assuntos destes meus dois textos, a propósito deste outro.

2008/01/16

É o que dá ver Braga por um canudo

Era de esperar – e é compreensível, ainda mais tratando-se de futebol – um certo sentimento de desforra por parte dos adeptos do Gil Vicente, tendo em conta a forma como a equipa de Barcelos desceu de divisão em 2006, depois de no campeonato tertido mais pontos que o Belenenses. Também não surpreende que a principal aglutinação de minhotos em toda a blogosfera tome posição contra o Belenenses neste caso. O autor, Pedro Morgado, só vê o Minho à frente, e fará tudo o que puder pelo Minho e só pelo Minho. O que eu não esperava – e sinceramente me surpreende pela negativa – é que o autor desse largas ao seu populismo e transformasse este caso em mais uma (suposta, na cabeça dele) guerra da “província” contra “Lisboa”, que como sempre tem as costas muito largas. A agressão demonstra o suposto “provincianismo” dos adeptos do Belenenses (vejam bem o que ele vai buscar!).
Demos de barato que Belém é quase um “enclave” do concelho de Lisboa em Oeiras; de certas zonas da cidade é mais rápido e fácil chegar a Sintra que a Belém, e os moradores de Belém, quando vêm ao centro da cidade, dizem que vão a “Lisboa”. Mas é claro que Belém é Lisboa, e a questão não é essa.
A ver se a gente se entende: há uns meses atrás eu afirmei que quem pratica a praxe académica é provinciano, e que todas as pessoas que eu conhecia e que praticavam a praxe eram de fora de Lisboa (por muito que isso custe ao Pedro). Nada do que eu escrevi permite concluir que todas as pessoas de fora de Lisboa apoiam a praxe, e muito menos que são provincianas! Não é isso que eu penso e tal seria um grande disparate. Mas pelos vistos, para o Pedro, o comportamento vândalo de alguns adeptos do Belenenses demonstra o “provincianismo (!)” de Lisboa! Como se o guarda Abel fosse representativo de todos os adeptos do FC Porto... A questão é que o populismo regionalista do Pedro Morgado fá-lo tomar sempre a parte (pequena) pelo todo. Já tínhamos percebido. O que era escusado era mais esta demonstração cabal de rancor antilisboeta.