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2015/01/23

Miguel Galvão Teles (1939-2015)



Grande advogado, grande sportinguista, grande homem. Da notícia do Expresso:


Os amigos recordam-no como um jurista brilhante e um homem generoso que tinha um talento especial para o futebol. No final da década de 1950, quando frequentavam a Faculdade de Direito de Lisboa, "até lhe dizíamos que era uma pena ser tão bom em Direito porque [caso contrário] poderia ir para a Académica", conta o ex-Presidente da República Jorge Sampaio, seu colega de curso.



Nascido na Foz do Douro a 4 de outubro de 1939, Miguel Galvão Teles (MGT) não chegava a ser um mês mais novo do que Jorge Sampaio. Os dois conheceram-se aos 10 anos nos bancos do liceu Pedro Nunes, de onde transitaram para o Passos Manuel e, em 1956, para a Faculdade de Direito de Lisboa que ainda funcionava nas instalações do Campo de Santana.



Foi aí que MGT voltou a ser colega de Jorge Santos [tio materno do secretário-geral do PS, António Costa], com quem frequentara o ensino primário na Escola Francesa no Pátio do Tijolo, em Lisboa."Na faculdade jogávamos futebol todos os domingos, no INEF, com o Jorge Sampaio, o Afonso Barros, o Zé Manel Galvão Teles que era primo direito do Miguel, o Vítor Wengorovius, o Vera Jardim" e outros, conta Jorge Santos que mais tarde trabalhou com MGT no mesmo escritório de advogados: "O escritório foi fundado por mim, pelo Vera Jardim e pelo Macedo Cunha; mais tarde, juntaram-se o Jorge Sampaio, Castro Caldas, e o Miguel que tinha uma cabeça privilegiada como jurista", acrescenta Jorge Santos.



O ex-ministro da Justiça, Vera Jardim, recorda que MGT saiu desse escritório "já depois do 25 de Abril de 1974 para ir ajudar o pai".



Da greve académica de 1962 à JUC



"O Miguel foi o melhor aluno do nosso curso, e acabou com média de 18" lembra Vera Jardim: "Chegou a começar o doutoramento, mas devia querer fazer uma tese tão boa", tão inovadora que acabou por ficar pelo caminho. "Cheguei a ir vê-lo ao hotel do Luso, onde esteve isolado vários meses a trabalhar no doutoramento. A mim aconteceu-me o mesmo, ainda comecei a trabalhar na tese em Direito Constitucional mas fiquei pelo caminho".



Na crise académica de 1962, MGT "acompanhou a greve" lembra o seu colega de curso Vera Jardim que com ele partilhou também a militância na JUC - Juventude Universitária Católica: "O Miguel fez parte do Conselho Fiscal da Associação Académica presidida por Jorge Sampaio e esteve comigo quando fui presidente da JUC".



Na altura, MGT cursava o 6º ano de Ciências Histórico-Jurídicas na FDL, e o seu pai,o célebre professor de Direito, Inocêncio Galvão Teles, era diretor da faculdade. No final da crise académica, o Governo de Salazar puniu disciplinarmente 21 estudantes que tinham feito greve de fome, com a expulsão, por 30 meses, de todas as escolas de Lisboa. Galvão Teles foi um dos co-autores da contestação jurídica aos processos disciplinares - o que constitui um dos seus primeiros trabalhos como jurista.



Disse a Marcello que era de esquerda quando este o convidou



"Conheci o Miguel quando éramos miúdos. Os nossos pais eram amigos e apesar de ele ter menos quatro anos do que eu, jogava à bola connosco porque era mesmo muto bom", contou ao Expresso Miguel Caetano, filho do professor de Direito e último chefe de Governo do Estado Novo Marcello Caetano.



"O meu pai achava-o brilhante e teve um verdadeiro desgosto por ele não ter feito o doutoramento. Quando o convidou para ser assistente dele na cadeira de Direito Constitucional, o Miguel respondeu-lhe que tinha ideias socialistas. O meu pai disse-lhe que isso não interessava para o caso e foi o MGT que fez a última revisão do 'Manual de Ciência Política e Constitucional', que foi publicado quando Marcello já era chefe do Governo", acrescenta Miguel Caetano.


Ao contrário do seu colega de curso Vera Jardim, MGT começou a trabalhar como assistente na FDL mal terminou o curso: "O Miguel ficou livre da tropa e eu não. A minha geração foi a última em que ainda houve muita gente a ficar livre da tropa, porque fomos 'às sortes' antes de a guerra colonial ter começado".

Desse curso de 1956/1961 fizeram ainda parte Sousa e Brito, José Augusto Seabra, Lebre de Freitas e Luiz Braz Teixeira. "O Lebre de Freitas foi o único a doutorar-se", diz Vera Jardim.


Miguel Caetano lembra ainda que MGT teve sempre uma relação "muito correta" com o velho mestre mesmo quando este já estava no exílio: "Sempre que foi ao Brasil informou-nos e fez questão de visitar o meu pai. Depois disso fui-o encontrando pela vida fora, até porque fizemos ambos parte do grupo que apoiou o general Ramalho Eanes".

Quando Marcello sucedeu a Salazar, MGT conseguiu obter junto deste um salvo-conduto para o seu amigo Eurico Figueiredo vir a Portugal. Dirigente estudantil durante a crise de 1962, Eurico exilara-se em Genebra, para não participar na guerra colonial.



De cigarro na boca a ditar o acordo de Cahora Bassa



Em 1975, Jorge Sampaio era secretário de Estado da Cooperação e fez-se acompanhar por Miguel GalvãoTeles quando participou nas negociaçoes do acordo da Hidroelétrica de Cahora Bassa no Songo. "O Miguel foi o jurista mais imaginativo de várias gerações e isso foi visível na redação do acordo de Cahora Bassa", diz Jorge Sampaio ao Expresso.



Nos bastidores de uma negociação em que para além da delegação portuguesa estavam presentes as delegações de Moçambique e África do Sul - e que tinha por objetivo defender os interesses de Portugal e de Moçambique - MGT ia fumando cigarros enquanto "ditava um acordo extraordinário a andar de um lado para o outro" conta Sampaio: "Eu limitava-me a escrever...", acrescenta.



MGT teve de regressar de urgência a Lisboa, uma vez que a futura mulher adoecera gravemente, chegando a entrar em coma.



A pedido do VI Governo Provisório, fez parte de um grupo 'ad-hoc' que elaborou o parecer sobre o reconhecimento, por Portugal, do Estado e governo de Angola. O mesmo grupo redigiu a proclamação de independência lida em Luanda, a 11 de Novembro de 1975, pelo último alto-comissário português, Leonel Cardoso.



Defensor da causa de Timor



Este enorme domínio do Direito Internacional Público foi importante "na causa de Timor de que foi um enorme defensor", lembra Jorge Sampaio, acrescentando que teve um papel importante no Tribunal de Justiça tal como o seu pai Inocêncio Galvão Teles intervira nos finais da década de 1950 numa acção judicial intentada por Portugal contra a Índia, no Tribunal Internacional de Justiça, para fazer valer o direito de passagem de Portugal através de território indiano, com vista à instauração da sua soberania sobre os enclaves de Dadrá e Nagar-Aveli [nessa altura o TIP deu razão a Portugal].



No caso de Timor, MGT foi co-autor do documento assumido pelo Estado português, não reconhecendo a independência unilateral de Timor-Leste declarada pela Fretilin em 1975. Durante anos seguiu atentamente o dossiê Timor, tendo participado nas negociações do chamado Timor Gap, sobre a delimitação das respectivas águas territoriais.



O advogado Ricardo Sá Fernandes recorda a brilhante peça de Direito que MGT apresentou numa arbitragem internacional sobre a questão dos direitos petrolíferos de Timor contra a Austrália no início deste século.



Entre o PS e o grupo de Eanes



Logo a seguir ao 25 de Abril, foi um dos co-autores da Lei Constitucional nº 3/74, que definiu a estrutura constitucional transitória, e que vigorou até à Constituição de 1976. Foi ainda um dos autores da legislação que proibiu a saída de capitais do país.



Em 1978 aderiu ao PS, juntamente com o grupo de Jorge Sampaio, com quem convivia deste os tempos do liceu e faculdade. Membro do Conselho de Estado entre 1982 e 1986, por nomeação do então Presidente Ramalho Eanes, participou na fundação do Partido Renovador Democrático. Manuela Eanes, que foi sua contemporânea na faculdade, diz que está chocada com a sua partida.



Eanes, profundamente sentido com o desaparecimento de um companheiro, disse ao Expresso: "Usufruí da sua colaboração, do seu apoio e da sua crítica, muitas vezes acerada. Primeiro, no Conselho da Revolução, sobretudo na elaboração e execução do Pacto MFA-Partidos; a seguir, na Presidência da República; depois, como conselheiro de Estado; depois, ainda, no PRD, no seu propósito utópico de devolver a democracia à cidadania, de sociabilizar a política e de politizar a sociedade".



Com Jorge Sampaio, foi, ainda que num plano informal, um dos seus principais conselheiros constitucionais. Condecorado por Eanes com a Ordem do Infante D. Henrique e por Sampaio com a Ordem Militar de Cristo.



Num treino do Sporting com Sampaio



O advogado que poderia ter sido um grande jogador de futebol, sentou-se um dia no banco para assistir a um treino do Sporting com o ex-Presidente Jorge Sampaio. "Não me lembro bem do ano" mas deve ter sido pela década de 1980, conta Sampaio. Vera Jardim também lembra a paixão que MGT tinha pelo Sporting, clube de foi Presidente da mesa da Assembleia Geral durante 11 anos.



O historiador José Hermano Saraiva, que foi seu professor de Organização Política e Administrativa da Nação no liceu Passos Manuel, recordava-o como um dos dois alunos "mais inteligentes que tive em toda a minha vida". Apesar disso, MGT viria a confessar que, enquanto jovem estudante, a sua "grande ambição era jogar à bola", desporto onde se iniciou com um grupo de amigos e uma bola de trapos nos becos do bairro de Campo de Ourique.



O legado



Alguns anos depois de ter deixado o escritório de advogados onde trabalhou com Jorge Santos, Vera Jardim e Jorge Sampaio, foi um dos sócios fundadores da sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados.



Deixa viúva e quatro filhos. Era irmão do realizador Luís Galvao Teles, e de José Carlos e de Margarida Galvão Teles.

2014/10/26

Valeu a pena ter ido a Alvalade só para ver isto

Acho que nunca me esquecerei de ter presenciado este momento ao vivo. Os imbecis dos comentadores estão a perorar sobre o sururu de um jogo a norte e só deveriam repetir isto.


2014/02/25

2012/06/27

"A place called Alcochete"...

In 2002, Bento was a holding midfielder in the Sporting team that won the double under Laszlo Boloni. It was also the year the club opened the Academia Sporting for developing young players. It is a state-of-the-art facility with seven pitches and an on-site hotel for the players.

Sporting try to get players young, whether from the slums of Lisbon or by casting their scouting net wide, as they did in finding Cristiano Ronaldo on Madeira and Simao Sabrosa in the north of the country.

When found early enough, players are able to adapt to Sporting’s extraordinarily high technical standards. Off the pitch a team of tutors and child psychologists work on their educational development. The attention to detail is incredible: Ronaldo’s bone density was measured to see how tall he would get, and his training schedule was adjusted so as not to put too much strain on him during growth spurts.

When Bento retired from playing in 2004, he took over the youth team. He had played alongside graduates like Ricardo Quaresma, Custodio, Beto, Hugo Viana and Ronaldo and imbibed the Sporting way. He selected all five of those former team-mates in his squad for this tournament.

It was working with the next generation that Bento made his name as a coach. He won the youth title in 2005 and was promoted to first-team duties the following season. It was thought to be a short-term appointment but so successful was he that by the time he resigned in 2009 he was the second-longest serving coach in the club’s history.

The team was built around the players he had nurtured in the youth team. Rui Patricio was promoted as goalkeeper, Joao Moutinho came in as playmaker, Miguel Veloso as holding midfielder, and Nani was brought through to replace Ronaldo on the wing. With this group Bento oversaw four consecutive second-place finishes, two Portuguese Cup victories and Sporting’s first progress beyond the group stages of the Champions League.

Those Sporting players make up the core of the Portugal squad.

2012/03/25

Ai que saudades, ai ai...

Treinador adjunto: Pedro Gomes. Treinador principal: John Toshack. Guarda redes (e homenageado): Vítor Damas.

2012/03/17

Para recordar uma eliminatória notável

Os textos estão no A Nossa fé.

2012/01/18

Quando a claque tem mais tino que a direção

Estive no Sporting-Porto no outro sábado, a maior enchente da história do estádio Alvalade XXI, e onde foi realizada a maior coreografia alguma vez feita num estádio português. Foi possível com certeza gravar imagens muito melhores de adeptos do Sporting que as que o Público mostrou no corredor de acesso ao balneário da equipa visitante. A intenção intimidatória, ao escolher tais imagens, foi evidente. Mas também é evidente, no mínimo, o péssimo gosto de tais imagens, e a péssima imagem que dão do clube. Tal como bem afirma Rui Calafate, teria sido possível escolher muito melhores imagens ao livro da Juve Leo. As imagens divulgadas pelo Público (não quer dizer que sejam todas as imagens do tal corredor) foram escolhidas ou pelo menos autorizadas pela direção do Sporting. Sabemos que tais imagens correspondem, infelizmente, à realidade de muitas claques de muitos clubes. Mas não deveriam ser sancionadas, e muito menos apoiadas, oficialmente. A direção da Juve Leo sabe disso. Infelizmente, a do Sporting parece que não. Esclareço que apoiei a atual direção e creio que no geral tem sido feito um bom trabalho - ninguém duvida que o clube está melhor hoje que há um ano atrás.

2012/01/02

O meu balanço pessoal do ano de 2011

O Sporting tem destas coisas, que também revelam a sua grandeza e diversidade. Não é um clube do povo, mas só no Sporting é que se encontram tipos como Sousa Cintra ou Paulo Futre. Comparem o que se falava de Paulo Futre há um ano atrás e (graças às eleições do Sporting) o que se passou a falar. Ele é biografia, ele é participações em novelas, ele é t-shirts, ele é anúncios... Não tenho a menor dúvida em eleger o Paulo Futre como figura do ano de 2011. Quanto ao blogue do ano, para mim uma revelação (apesar de já existir há alum tempo), O Cacifo do Paulinho. Tornou-se leitura diária.

2011/12/06

Finalmente o levezinho é campeão

Ele bem merece. Infelizmente, não foi com a camisola do Sporting (clube que não se esqueceu de lhe dar os parabéns, e que ele também não esquece). Até ao fim da carreira do Liedson será impossível pedir que ele regresse para ser campeão em Alvalade? Deixem-me sonhar.

2011/09/05

Adeus, ó chocolatinho!

Independentemente dos (muito questionáveis) méritos futebolísticos do Yannick Djaló, é com indisfarçável alívio que o vejo sair do Sporting. A partir de agora, durante as transmissões televisivas dos jogos, vão deixar de focar uma criatura que, a primeira vez que a vi, julguei que fosse o José Castelo Branco. Parece que essa rapariga é atriz, casada com Djaló e num reality-show qualquer referia-se a ele como “o seu chocolatinho”, e se não sabia dele às escuras pedia-lhe para abrir a boca. E parece que para os realizadores televisivos ela é mais importante que um clube centenário, considerando as vezes que era focada. Adeus, Yannick; vai lá para o Nice e leva contigo a Floribela e a Lyonce Victória (é assim que se escreve?).

2011/08/24

Algumas impressões sobre a situação do Sporting

Nenhuma falha na arbitragem justifica a inépcia atacante da equipa. E aqui não se pode isentar de responsabilidades o treinador. Perante uma equipa, custa-me dizê-lo, fraquíssima (o Beira Mar não sabia o que fazer com a bola quando a tinha no meio campo do Sporting: nenhum ataque deles me assustou), por que razão o Sporting não foi capaz de fazer uma jogada de jeito na primeira parte? Se há necessidade de substituir dois jogadores de uma vez, por opção tática, passada pouco mais de meia hora, aqui também há erro do treinador, que não terá sabido avaliar corretamente o estado dos jogadores antes do início do jogo. Domingos: o Djaló não serve; o Postiga não pode ser primeira opção; se o Wolfswinkel ainda não se adaptou e o Jeffren e o Bojinov não podem jogar, tens o Carrillo e sobretudo o Rubio. O Boloni foi campeão tendo lançado, aos 18 anos, o Quaresma, o Hugo Viana e mais tarde o Cristiano Ronaldo. A direção do Sporting tem de se manter firme no conflito com os árbitros, nem que isso implique que o Sporting não tenha árbitros de “primeira categoria” portugueses a apitar os seus jogos nos próximos tempos. Não é aceitável a forma como a classe dos árbitros reage aos protestos do Sporting, protestos que, para além de legítimos, não são mais graves que os de outros clubes. Em 1999 a história repetiu-se: só boicotam os jogos do Sporting. Tal facto, repetido, revela que, doze anos depois, a cultura antisportinguista ainda reina na arbitragem e no “sistema” do futebol português. Reitero: o Sporting deve insistir no facto de não precisar dos árbitros portugueses. Se não quiserem arbitrar os jogos do Sporting, que venham árbitros estrangeiros.

2011/07/01

105 anos

A esperança é renovada e grande.

2011/03/28

A última bettencorada

As eleições de sábado passado não acrescentaram nada de positivo ao Sporting. Se o clube já estava em crise, agora, mais dividido que nunca, melhor é que não ficou. Um presidente enfraquecido, de legitimidade questionada, era o que o Sporting menos precisava agora. Mas foi o que as urnas ditaram, e era um resultado previsível pelas sondagens. A trapalhada que constituiu a contagem de votos é que não era previsível. Um presidente de mesa da AG que teve o seu grande momento de glória com todas as televisões a transmitirem-no em direto, e que não nos deixou sem nos comunicar “que grande honra era para ele estar ali”. Estava mais preocupado consigo mesmo do que em fazer um bom trabalho: já nem falo dos resultados que foram “soprados” para a comunicação social antes da contagem ser encerrada (disso se calhar nem tem culpa, e as pessoas é que não deveriam levar a sério informação não oficial). Falo do inexplicável conceito de “afinar a contagem”, mas que afinal não era uma recontagem. Bem, a tal contagem afinada continua sem esclarecer, afinal, quantos sócios votaram, e por que há um número total diferente de sócios a votarem para os diferentes órgãos sociais. Conforme o órgão social à escolha, tanto podem ter votado 14619 sócios como 14535, 14588 ou 14589 – é só consultar esta página e fazer as contas. Esta é a “contagem afinada” do senhor presidente da AG. Este é mais um exemplo da competência das pessoas a quem o Sporting tem estado entregue. Pessoas escolhidas por José Eduardo Bettencourt, com certeza. Foi este tipo de pessoas que estiveram à frente do Sporting nos últimos dois anos. Esperemos que esta tenha sido a última “bettencorada” no clube. Mas receio bem que não.
A discrepância destes números, se não for esclarecida, parece-me uma boa base para se impugnarem as eleições, mas não parece dizer muito ao candidato oficialmente derrotado, Bruno de Carvalho. Em entrevista à SIC e ao jornal I, Bruno parece estar sobretudo interessado numa segunda volta com Godinho Lopes. Algo que até faria sentido e que os estatutos até deveriam prever quando o vencedor tivesse menos de 50% dos votos, uma situação até agora inédita. Mas… não prevêem. Assim não vai longe. Carvalho também se revela preocupado com a “tal” vantagem de 600 votos, que nunca foi anunciada oficialmente e sumiu, e acha “muito misterioso” a sua lista ter ganho a Assembleia Geral e perdido os outros órgãos sociais. Como se as eleições não fossem independentes e Eduardo Barroso um sportinguista conhecido e popular. Bruno de Carvalho mostra que não só não percebe nada do que se passou como ainda continua a falar e a proceder como um membro do "Directivo XXI". Confirmei-o mais uma vez: respeitá-la-ei se um dia se confirmar, mas não é esta a mudança que eu quero para o meu clube. Mas também não me agrada um presidente que parece uma múmia paralítica e, dadas as circunstâncias, cuja capacidade de mobilização dos sócios é nula. O futuro do Sporting não me parece nada risonho.

2011/03/26

Os "cinco violinos" das eleições no Sporting

Bruno de Carvalho poderá perdê-las... por causa de Eduardo Barroso.
Godinho Lopes poderá perdê-las... por causa de Carlos Barbosa.
Dias Ferreira poderia perdê-las... por causa de Futre. Não por Futre não ser sportinguista (que é - não tenho dúvida: é simplesmente um palhaço que nem sabe falar português). Mas perde-as também (de certeza que vai perdê-las) por sua própria causa: mais do que qualquer outro, é a continuidade de Bettencourt no que isso é mais importante, como este vídeo demonstra. Acima de tudo, como escrevi aqui, os sportinguistas não querem mais presidentes que os envergonhem.
Não creio que Pedro Baltazar e Sérgio Abrantes Mendes verdadeiramente contem. E dos outros dois? Não gosto de nenhum.
Entre estar refém da banca e de russos que ninguém conhece (alguns com negócios duvidosos), venha o diabo e escolha. Mas a banca, ao menos, sabemos para que vem. Os russos parecem um "almoço grátis". E não há almoços grátis. Como Dias Ferreira afirmou e Bruno de Carvalho não desmentiu, só vêm para o Sporting, pelo tal fundo, os jogadores que os russos quiserem.
Entre Manuel Fernandes e Augusto Inácio, escolho Augusto Inácio. Por muito simbólico que o grande capitão seja, o clube deve muito mais a Inácio, como jogador e como treinador. Enquanto representou o FC Porto, enquanto era treinador do FC Porto, Inácio nunca deixou de ser sócio do Sporting (usava um isqueiro do Sporting). Pode pôr-se em causa a sua adequação para o lugar (na entrevista que eu li, Inácio falava... como treinador, da tática que queria que a equipa tivesse). Mas é imoral pôr-se em causa o seu sportinguismo. O grande problema do Sporting há muitos anos - João Moutinho é só a mais recente expressão - é por que é que o Sporting trata tão mal os seus símbolos ou, pelo menos, não é capaz de os manter.
A eleição não é para treinadores nem para jogadores, mas claramente não posso apoiar a escolha de Marco van Basten: na sua curta carreira de treinador (apesar de ter 46 anos) ocupou lugares de responsabilidade e falhou sempre.  Domingos Paciência parece-me uma boa opção.
Mas os grandes trunfos de Godinho Lopes são Luís Duque e Carlos Freitas, duas pessoas competentes. Luís Duque só esteve um ano no Sporting,... e fez as contratações essenciais para o título de 2000, com  Carlos Freitas. Carlos Freitas contratou muito, quase sempre barato e a maior parte das vezes bem: acertou muito mais do que errou - veja-se Liedson -, e onde quer que tenha estado teve sucesso. Godinho Lopes não me diz nada: a falar, é uma marioneta nas mãos de Cunha Vaz. (Já Bruno de Carvalho é um punk mal educado do "Directivo XXI".) O meu apoio, contrafeito, vai para Godinho Lopes.

2011/03/24

Mas agora que o país todo estava (bem) ocupado com a crise no Sporting...

...tinha que vir este fait-divers da crise política?

2011/02/28

Alguns comentários sobre o Sporting

A grande tragédia do clube consiste em o Paulo Sérgio estar perfeitamente à altura dos jogadores que dirigia. Entretanto receio que esta equipa não volte a ganhar nenhum jogo até ao fim da época.