Escreve-se "dióspiro", mas a maior parte das pessoas que eu conheço pronuncia "diospiro". Nesse aspeto o dióspiro é a fruta mais parecida com o clitóris.
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2013/12/14
2009/06/02
Crónica da Rússia (1)
Os russos são um povo mais ou menos simpático, mas com a mania das grandezas, indisciplinado e que gosta muito de beber. Exactamente a impressão que eu tinha.
A falta de conhecimentos de inglês dos russos é geral, mesmo em cidades maiores como Moscovo. No laboratório onde estive, frequentado por muitos cientistas de todo o mundo, os empregados não falam inglês. Perguntar a alguém o caminho, ou outra coisa qualquer, é um tormento. Como um bom povo imperialista, não só os russos não falam outra língua que não a sua, como ainda acham que toda a gente deve entendê-la. E assim se se perguntar o caminho para algum lugar, levamos logo uma explicação detalhada em russo. Uma explicação que é uma pura perda de tempo, e que me fazia desesperar, mais a minha impaciência nova-iorquina. Várias vezes tal me sucedeu; várias vezes estive para os interromper e dizer em inglês: “Poupa o teu fôlego. Eu só vou olhar para o que me indicares com as mãos!”
Nesse aspecto os franceses são melhores. Mais eficientes. Também julgam que toda a gente deve falar francês, mas não perdemn muito tempo a explicar. Quem não perceber, pelo menos não perde tanto tempo a ouvi-los. Os franceses são antipáticos, e por isso são-me muito simpáticos. Os russos deveriam aprender com eles.
A falta de conhecimentos de inglês dos russos é geral, mesmo em cidades maiores como Moscovo. No laboratório onde estive, frequentado por muitos cientistas de todo o mundo, os empregados não falam inglês. Perguntar a alguém o caminho, ou outra coisa qualquer, é um tormento. Como um bom povo imperialista, não só os russos não falam outra língua que não a sua, como ainda acham que toda a gente deve entendê-la. E assim se se perguntar o caminho para algum lugar, levamos logo uma explicação detalhada em russo. Uma explicação que é uma pura perda de tempo, e que me fazia desesperar, mais a minha impaciência nova-iorquina. Várias vezes tal me sucedeu; várias vezes estive para os interromper e dizer em inglês: “Poupa o teu fôlego. Eu só vou olhar para o que me indicares com as mãos!”
Nesse aspecto os franceses são melhores. Mais eficientes. Também julgam que toda a gente deve falar francês, mas não perdemn muito tempo a explicar. Quem não perceber, pelo menos não perde tanto tempo a ouvi-los. Os franceses são antipáticos, e por isso são-me muito simpáticos. Os russos deveriam aprender com eles.
2009/05/28
Primeiras impressoes da Russia
O Lenine converteu este pais ao calendario ocidental. Foi pena nao ter feito o mesmo com o alfabeto.
2009/05/18
Nos 50 anos do Cristo Rei

Já aqui tinha deixado claro que não aprecio particularmente estátuas gigantescas de Jesus Cristo. De qualquer maneira gosto do Cristo Rei e acho que faz falta uma vista como aquela sobre Lisboa (que tinha que ser construída, ao contrário de no Rio, onde já havia Corcovado antes do Redentor). É sobretudo para isso que o Cristo Rei serve: para uma bela vista panorâmica sobre Lisboa. Apesar de tudo, o Cristo Redentor do Rio de Janeiro tem uma vantagem em relação à sua imitação lisboeta: está de costas voltadas para a Mata da Tijuca, onde não mora ninguém. A estátua do Cristo Rei volta ostensivamente as costas à população de Almada (e da Margem Sul em geral). Se alguém se interrogou sobre a força do PCP nesta região, talvez esta explicação ajude.
2008/10/15
Das filhas da puta
Tal como à Fernanda Câncio, também a mim sempre me fez confusão insultar a mãe de alguém e não a pessoa em questão. No México, por exemplo, insultar a mãe é considerado um insulto pior do que insultar a pessoa. Deve ser característico das sociedades tradicionais com famílias mais matriarcais.
Outro aspecto que me faz muita confusão é, em inglês, não poder aplicar tal insulto a uma mulher. Se eu quiser dizer de uma americana ou inglesa que é uma “filha da puta” em inglês, não posso. Não se aplica. “Son of a bitch” é tão institucionalizado que até as suas iniciais SOB são usadas neste contexto (embora possam em Nova Iorque ter outro significado, por mim frequentado às vezes). “Daughter of a bitch” é coisa que ninguém diz. Será por cavalheirismo? Mas não será esta uma discriminação inaceitável de género? E será por isso que a Fernanda gosta tanto da língua inglesa?
2008/08/19
Os fatos dos nadadores
Acerca da proeza de Michael Phelps, tem havido muita discussãoa cerca dos fatos dos nadadores e da influência que estes têm no seu desempenho, sendo por isso mais fácil atingir melhores marcas hoje em dia, com os fatos modernos, do que era, por exemplo, no tempo de Mark Spitz.
Para resolver esta polémica, proponho que todas as provas de natação passem a ser disputadas... em pelo. Nadadores e nadadoras como vieram ao mundo.
Para resolver esta polémica, proponho que todas as provas de natação passem a ser disputadas... em pelo. Nadadores e nadadoras como vieram ao mundo.
2008/06/16
Quod erat demonstrandum
"O latinzinho é a basezinha", repetia o abade em Santa Olávia enquanto se servia dos melhores pedaços de frango sobre o fricassé. Pode ser a "basezinha", mas ninguém pensa em aprender latim hoje em dia se não for linguista ou estudante de letras (isto é, se o seu objectivo for só falar uma língua nova). Ninguém precisa de aprender latim se o seu objectivo for comunicar em francês, espanhol ou italiano. Ou português. A estrutura destas línguas tem origem no latim, mas aprende-se aprendendo muito bem uma. Para a maior parte das pessoas, o latinzinho é uma perdazinha de tempo. Julgo que isto é evidente para a maior parte das pessoas, exceptuando os casos perdidos de reaccionarismo atávico. Por isso costumo dizer, em mais uma das minhas generalizações, que "o latim é uma língua de fachos e padrecos". Sabia que já tinha escrito esta expressão nalgum sítio (que, repito, costumo dizer oralmente): só a encontrei aqui, no comentário da 1:10 de 4 de Maio de 2006. Vale a pena repeti-lo, dedicado aos senhores jornalistas que tanto falavam no "momentum", por exemplo, de Barack Obama (sem fazerem ideia do que é o tal "momentum"):
Mas voltando ao latim: eu nem levava excessivamente a sério aquela minha generalização, assim como não levo as minhas generalizações em geral. Mas que fazer depois de ler este texto? Bem me queria parecer. Não se deve levar as generalizações à letra (que é como quem diz: não estou a chamar "facho" nem "padreco" ao André Azevedo Alves). Mas que as generalizações têm sempre algo de verdade, lá isso têm.
Se houver algum linguista que me saiba explicar o “momento”, agradeço.
Notem que em inglês há o “moment” e o “momentum”! “Moment” é p.e. o momento de uma força; “momentum” é o momento linear (que na excelente edição em português do Brasil da saudosa MIR da Mecânica do Landau e Lifshitz é o “impulso”). Em inglês um sinónimo de “momento angular” é “moment of momentum” (no Landau e Lifshitz, “momento do impulso”!).
Fernando, explica aí à malta o “moment” e o “momentum”, se puderes. Deve vir do latim, mas eu sempre achei que o latim era uma língua de fachos e padrecos.
Mas voltando ao latim: eu nem levava excessivamente a sério aquela minha generalização, assim como não levo as minhas generalizações em geral. Mas que fazer depois de ler este texto? Bem me queria parecer. Não se deve levar as generalizações à letra (que é como quem diz: não estou a chamar "facho" nem "padreco" ao André Azevedo Alves). Mas que as generalizações têm sempre algo de verdade, lá isso têm.
2007/07/09
Cristo maravilhoso?
2007/06/07
2007/04/02
Novos blogues
O do camarada Francisco Frazão, Fábrica Sombria. A pouco e pouco o velho Blogue de Esquerda está todo de volta.
O Sobre a Natureza das Coisas, já bastante conhecido e com uma constelação de autores, dos quais desejo destacar (a título pessoal) os bem conhecidos Carlos Fiolhais e Jorge Buescu (da divulgação científica) e Palmira Silva (da blogosfera).
Este blogue tem um título qualquer em latim, mas designo-o neste texto pelo seu título em português pois, para mim, o latim é uma língua de fachos e padres.
A ambos os blogues quero endereçar os meus mais calorosos cumprimentos (apesar de atrasados) e votos de boas vindas.
O Sobre a Natureza das Coisas, já bastante conhecido e com uma constelação de autores, dos quais desejo destacar (a título pessoal) os bem conhecidos Carlos Fiolhais e Jorge Buescu (da divulgação científica) e Palmira Silva (da blogosfera).
Este blogue tem um título qualquer em latim, mas designo-o neste texto pelo seu título em português pois, para mim, o latim é uma língua de fachos e padres.
A ambos os blogues quero endereçar os meus mais calorosos cumprimentos (apesar de atrasados) e votos de boas vindas.
2006/10/03
Águas de Outubro fechando o verão
Trombas de água como a de ontem à noite em Lisboa são importantes para nos convencermos de que chegámos ao outono.
2006/05/30
Como se dividem as pessoas
Embora haja quem venha sempre com a lengalenga de que não se deve catalogar as pessoas e coisa e tal, a verdade é que a construção de modelos e a identificação de padrões fazem parte do meu trabalho de cientista. Por isso não resisto a este tipo de classificações. Só aqui têm três. Enquanto eu acabo de sacar todas as fotografias da Alemanha para pôr algumas aqui (devidamente comentadas), sugiro-vos qu epensem nalgumas divisões. A mais óbvia, a primeira que aprendemos, é entre a esquerda e a direita. Depois aparecem os chatos dos centristas... Há também os benfiquistas e os sportinguistas. Mas depois aparecem os chatos dos portistas... Eu proponho as pessoas que sabem a diferença entre porque e por que e as que não sabem (para estas é sempre "porque"). Pensem em mais divisões.
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