2006/04/10

Instabilidade blogosférica

O Luís M. Jorge decidiu acabar com o Franco Atirador. O Luís dedicou-me o mais original texto de boas vindas a um blogue que eu alguma vez li. Não lhe cheguei a responder e tenho pena. Nos aspectos puramente políticos trata-se da impressão do Luís sobre mim; não creio que tal impressão esteja muito bem fundamentada, mas não passa disso. No aspecto puramente pessoal, porém, ter-me sido dedicado aquele texto é para mim uma honra. O Luís vai continuar, esperemos que com regularidade, no Regresso a Veneza.
O Acidental acabou em festa. O Barnabé tinha tanto de "blogue do Bloco" como o Acidental de "blogue do CDS, tendência Portas", muito por "culpa" das figuras de Daniel Oliveira e Paulo Pinto Mascarenhas, e por muito plurais, dentro da esquerda e da direita, que efectivamente fossem.
No Acidental escreviam entre outros a Ana Albergaria, com quem tive algumas divergências mas cuja frontalidade sempre apreciei; o Rodrigo Moita de Deus (um dos melhores talentos da blogosfera portuguesa, e é pena que à esquerda e sobretudo à direita haja quem não o reconheça só por cegueira ideológica); e um dos bloguistas de quem eu mais gosto, o Leonardo Ralha. O Leonardo não perdeu tempo e já abriu o Papagaio Morto. Aguarda-se pelo regresso dos outros.
Tanta instabilidade blogosférica tem atrasado uma lista de hiperligações a blogues no Avesso do Avesso, mas esta lista deve estar para breve.

2 comentários:

Ana Miranda disse...

"O Acidental" acabou? Sim, inclusivamente, ao que parece, com uma festa no Frágil. Confesso que sempre achei aquele espaço abominável, assim como a quase totalidade dos seus escribas (bem, também é verdade que nunca gostei do Independente, da revista K - que tinha um lindo grafismo -, do CDS, da extrema-direita, etc ). Esse Rodrigo Moita de Deus era dos poucos a que ainda conseguia achar alguma piada.

Na verdade, penso que se o autor daquilo não tivesse sido convidado para dirigir a revista "Atlântico" (outra abominação), o blogue ainda lá estaria, a mandar vir a torto e a direito contra "a esquerda bem-pensante", o "politicamente correcto", etc, etc. Tudo isto continuará na revistazeca, praticamente com os mesmos colaboradores. A diferença é que teremos que pagar para ler aquela porcaria (a revista "que a esquerda detesta", tal como este era o blogue, diziam os empinocados autores, todos orgulhosos, que a esquerda detestava). Não só a esquerda, mas também o Pacheco Pereira, que, segundo escrevia lá o PPM, estava mas é cheio de inveja de ver o seu pedestal ser disputado por esta costelação de novos talentos "à direita".

A blogosfera está a servir como óptimo trampolim para alguma desta gentinha que, ainda há dois, três anos, berrava aos ventos sobre o predomínio da esquerda nos media, na política, etc. Não tarda nada, a maltinha do Blasfémia junta-se ao Pacheco Pereira e criam aí uma revistazita de "ideias políticas" para disputar o lugar à "Atlântico"...

Filipe Moura disse...

Também desconfio que o fim do Acidental se deva à Atlântico e a algum outro projecto, mas não faço ideia.
Ao princípio, com o Vasco Rato, o Acidental era uma caixa de propaganda do governo do Durão e depois do Santana (sempre na perspectiva do CDS) e eu não gostava. Depois foi diversificando os seus colaboradores e eu passei a ler. Gostava muito do Rodrigo e do Leonardo.