2007/01/16

Os dez maiores portugueses: a minha escolha pessoal

Faço primeiro uns esclarecimentos. Só incluí nesta lista cidadãos portugueses que se distinguiram pelo contributo que deram para o mundo. Quem eu aqui incluo, creio merecer ser conhecido por qualquer cidadão pela sua história pessoal, pela sua obra, pelo seu exemplo. Estou mais preocupado com esta visão mais universalista do que com escolher pessoas que influenciaram o Portugal que somos, mas só o nosso país. Isso explica a ausência desta lista de pessoas como D. Afonso Henriques, o Marquês de Pombal, Fontes Pereira de Melo e (sobretudo) Mário Soares, uma personalidade que, como é sabido, eu muito admiro.
A ordem por que os indico é cronológica. Mas, curiosamente, é mais ou menos a ordem de importância relativa que eu lhes atribuo. Uma ordenação por importância não seria muito diferente desta, exceptuando talvez pequenos ajustamentos, como uma "despromoção" do Eça. O que se conclui daqui? Que fomos muito mais relevantes no passado do que somos agora. Esperemos que esta tendência se inverta. Afinal, indico quatro portugueses do século XX e um do século XXI.
Não poderia deixar de incluir algo relacionado com o Brasil (a nossa maior realização). Não poderia ignorar o fado. Não poderia ignorar algumas (efémeras) glórias desportivas; neste campo escolhi quem eu acho mais exemplar, pois distinguiu-se à custa do seu trabalho e não, como muitos outros, à custa de um talento inato e muitas vezes desperdiçado.
Finalmente, muitas referências à literatura (onde creio sermos mesmo bons), nenhuma à ciência. Afinal, isto é suposto ser um retrato do país!
Aqui vai a minha lista:

  • Infante D. Henrique
  • Vasco da Gama
  • Pedro Álvares Cabral
  • Luís Vaz de Camões
  • Eça de Queirós
  • Fernando Pessoa
  • Amália Rodrigues
  • Álvaro Cunhal
  • José Saramago
  • José Mourinho

6 comentários:

Fiambrelete disse...

Eu votaria para "maiores" também os milhares de portugueses que permitiram com o seu trabalho que os teus eleitos se tornassem conhecidos mundialmente.
Para ilustrar, o Vasco da Gama teve quem o ajudasse a levar os barcos até à Índia.
Eu pessoalmente gosto mais de falar em grupos e em ambientes propícios ao desenvolvimento. Só tivémos um Nobel da Literatura pois temos centenas de bons escritores.

Filipe Moura disse...

Ó homem de esquerda, só dois exemplos:
- o Álvaro Cunhal, quando fez os seus desenhos, quando escreveu os seus livros, não teve a ajuda de ninguém. Pelo contrário: estava na prisão, em regime de isolamento;
- seguramente o Infante D. Henrique não teria feito nada sozinho. Mas teve o mérito de saber-se rodear das melhores pessoas, de pessoas competentes (e não dos seus amigos) e motivadas para um objectivo.

Pessoas assim são muito raras em Portugal.

Rui Curado Silva disse...

Concordo Filipe.
O Infante também seria o meu escolhido. É também o português mais citado quando se fala de história universal.

Tenho algumas reticências em relação aos personagens do sec. XX. O Cunhal não escolheria.

Considero a viagem do Bartolomeu Dias a mais importante de todas porque quebrou dois grandes tabus: um geográfico e um psicológico (supersticioso). Por isso em função da importância das viagens ordenaria do seguinte modo: Bartolomeu Dias, Fernão de Magalhães e Vasco da Gama.

PS- Os Insurgentes e o Mitos Climáticos continuam a insistir na teoria conspiração contra a comunidade cientificapor causa do aquecimento global, aquilo já mete dó. Agora é a NASA... enfim

Emiele disse...

Que interessante. Se calhar não tenho ido aos sítios certos, mas ainda não tinha encontrado um blogger que tivesse a coragem de fazer esta lista. Eu, confesso Filipe, não era capaz apesar de considerar que escolheria algumas das figuras que também escolheste. Claro que nas figuras históricas antigas, obviamente que o merito foi sobretudo saber escolher os seus conselheiros. Digo que não sou capaz por pensar que estou a comparar valores incomparáveis (como cientista imagina que quero dizer 'comparar peso com comprimento'). Penso que aqui há um jogo, quando se falao em «maiores» falamos em 'conhecidos no estrangeiro' por bons motivos.

Filipe Moura disse...

Rui, quanto mais fotos do Salazar eles puserem, melhor mostram o que são.
Emiéle: como eu digo no post de cima, é uma questão de critérios, que são pessoais. Eu expliquei os meus. Mas ainda hei-de voltar a este tema.

Carlos Jorge Mota disse...

Caros amigos
Por considerar este Programa muito interessante, gravei-os todos para fazer uma colectânea.
Aconteceu que, o último, de ontem, dia 26 (o referente a D. João II), por razões anómalas, a gravação não se processou.
Será que algum dos amigos aqui visitantes poderá facultar-me a gravação?
Grato pela vossa resposta.
Um abraço
Carlos Jorge Mota
carlosjorgemota@gmail.com