2006/05/30

Como se dividem as pessoas

Embora haja quem venha sempre com a lengalenga de que não se deve catalogar as pessoas e coisa e tal, a verdade é que a construção de modelos e a identificação de padrões fazem parte do meu trabalho de cientista. Por isso não resisto a este tipo de classificações. Só aqui têm três. Enquanto eu acabo de sacar todas as fotografias da Alemanha para pôr algumas aqui (devidamente comentadas), sugiro-vos qu epensem nalgumas divisões. A mais óbvia, a primeira que aprendemos, é entre a esquerda e a direita. Depois aparecem os chatos dos centristas... Há também os benfiquistas e os sportinguistas. Mas depois aparecem os chatos dos portistas... Eu proponho as pessoas que sabem a diferença entre porque e por que e as que não sabem (para estas é sempre "porque"). Pensem em mais divisões.

12 comentários:

Fiambrelete disse...

Pois eu trabalho mesmo em reconhecimento de padrões em imagens (no sentido informático da coisa) e digo-te que os padrões não existem são apenas maneiras de simplificar o que não conseguimos compreender na totalidade. E tentar padronizar pessoas é para mim muito mau pois somos todos muitas coisas ao mesmo tempo. Mas eu sou dos que usam o cabelo grande comá porra e não o querem cortar...

Nelson disse...

Eu acho que há 3 tipos de pessoas: as que sabem contar e as que não sabem.

Aliás, esta é a minha descrição no "profile" do blogger.

Os informáticos também costumam dividir as pessoas em 10 tipos: as que sabem binário e as que não sabem.

Nuno disse...

Já sabes que eu não gosto nem concordo com esse tipo de divisões. E, talvez por isso, seja um chato, na tua óptica.

Filipe Moura disse...

Nuno, não é caso para levares isto a sério, muito menos como um caso pessoal!
Dizes tu, Fiambrelete, que "os padrões não existem são apenas maneiras de simplificar o que não conseguimos compreender na totalidade." Então e os fractais? E os expoentes críticos? A universalidade?
Acho que pôr rótulos pode revelar um preconceito tão grande como recusá-los à partida. (Daí o nome do blogue.) De resto a única coisa que eu afirmei foi que há dois tipos de pessoas: as que sabem distinguir "por que" de "porque" e as que não sabem. Provem lá que eu estou errado!
Nelson, essa última piada é minha, ainda do Blogue de Esquerda...
Abraços a todos. Vou cortar o cabelo a um argelino da Av. General Leclerc.

Fiambrelete disse...
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Fiambrelete disse...

A teoria do caos é um bom exemplo de algo que é importante para descrever o mundo e que ao mesmo tempo revela que não compreendemos a natureza. Ao desenhar o atractor de Lorenz estamos a caracterizar um sistema mas estamos também a dizer que não podemos prever o seu comportamento a longo prazo, ou seja, dá-se uma no cravo e outra na ferradura.
E "por que" razão insistes nestes dois tipos de pessoas? Será "porque" não queres pensar em outros tipos de divisões?

Filipe Moura disse...

É claro que há muitos outros tipos de divisões e categorias! Uma categoria não caracteriza completamente uma pessoa - longe de mim afirmar tal coisa. É só válida num dado contexto. Agora se nos recusamos sistematicamente a aplicar um modelo só porque não o percebemos bem receio que não avancemos muito. A mecânica quântica é um bom exemplo.

Filipe Moura disse...

É que isto nem parece mesmo o Fiambrelete engenheiro dos tempos do nosso curso! Que dizia que o importante era que uma coisa "funcionasse"!
Corta o cabelo, pá! Eu vou fazer o mesmo no fim da semana.

Nelson disse...

A piada dos três tipos de pessoas é tão velha quanto a do quarto nº 314, ou a do Heisenber mandado parar pela Brigada de Trânsito. Deve ter uns 50 anos pelo menos. Duvido que sejas tão velho :P

Filipe Moura disse...

Não é essa, é a dos 10 tipos de pessoas... Enfim, eu sou tão novinho (ou tão velho, não sei) que agora de repente não me lembro de nenhuma das piadas que referes. Quando puderes conta-mas, nem que seja em Lisboa.

Nuno disse...

Descansa Filipe, não levei a sério. O meu último comentário era a brincar mas esqueci-me de por o smiley. :) E foi bom relembrar conversas que já tivemos sobre categorização de pessoas.

Filipe Moura disse...

Esta bem, Nuno, mas olha que arriscas-te a ter ganho outra alcunha! :)