2007/12/07

O cavalheiro

Houve quem acusasse o Tiago Mendes de “falta de educação” por este seu texto. Onde alguém viu “má educação” (não sei onde), eu vi frontalidade e coragem ao traçar uma linha que se impunha, ao romper com uma condescendência perante o fanatismo, ao afrontar um colega de blogue que, conforme já se desconfiava e veio posteriormente a confirmar, é muito mais poderoso que ele. O André Azevedo Alves fica no blogue e no conselho editorial da revista; o Tiago Mendes sai.
Onde outros vêem má educação no Tiago, eu vejo frontalidade e cavalheirismo. Há muito aliás que identifico nele um fair play que, quando genuíno, corresponde ao melhor que a cultura britânica tem. Querem um exemplo de cavalheirismo? Vejam todo o último texto dele na Atlântico. Em particular esta passagem:
Primeiro, sublinhando que existe muita gente à direita (que eu conheço alguma, acreditem que sim) que suporta as ideias do André Azevedo Alves tanto ou menos do que eu, só que não o diz. (Se eu revelasse alguns nomes publicamente, acreditem que a blogosfera de direita nunca mais seria a mesma).
E o que eu e muito mais pessoas gostaríamos que o Tiago revelasse estes nomes! Não o faz porque é um cavalheiro. Tiago, não me queres vender um carro, pá?

3 comentários:

AA disse...

hihihi demolidor!...

aqui fica outra contribuição.

Gabriel disse...

hum, um «cavalheiro» não revela nomes mas também não faz insinuações.
E quando se vê obrigado a falar diz o que tem a dizer, com nomes, não fica pelas meias palavras à Octávio Machado:
- «vocês sabem do que eu estou a falar....»;

ou pior:
- «Agarrem-me senão eu conto tudo....»;
- «atenção, não me pisem que eu abro a boca»;

Filipe Moura disse...

Percebo o seu ponto de vista, Gabriel.