2013/03/27

A procura do vídeo


Acidentalmente esqueci-me de deixar o gravador de TDT programado, e eis que procuro o vídeo na página da SIC. Entro na página dos vídeos, que fica bloqueada enquanto passa uma publicidade a uma beberagem qualquer. Vejo que a página que diz “vídeos” está totalmente desatualizada, pelo que devo ir à que diz “programas”. Entro então na página dos programas, que fica bloqueada enquanto passa uma publicidade a uma beberagem qualquer. Tenho que escolher a página do programa que quero ver. Entro nessa página, que fica bloqueada enquanto passa uma publicidade a uma beberagem qualquer. Quando finalmente verifico os programas disponíveis em tal página, verifico que só estão até domingo, quando eu queria o de ontem, terça feira. (Se estivesse disponível, ou se eu visse o de domingo, a página voltaria a ficar bloqueada enquanto passaria uma publicidade a uma beberagem qualquer.)
Opto pela alternativa RTP. O vídeo do programa em questão, o Telejornal, já lá estava, no próprio dia. Diretamente, sem páginas bloqueadas nem publicidade.
A nossa RTP vale bem os impostos da burguesia.

2013/03/13

2013/03/06

Hugo Chavez (1954-2013)


Vale a pena recordar dados do Banco Mundial (no Ladrões de Bicicletas), e ler este artigo de Ignacio Ramonet e Jean-Luc Mélenchon (no esquerda.net), do qual transcrevo algumas passagens.

Um líder político deve ser valorizado por seus atos, não por rumores veiculados contra ele. Os candidatos fazem promessas para ser eleitos: poucos são aqueles que, uma vez no poder, cumprem tais promessas. Desde o início, a proposta eleitoral de Chávez foi muito clara: trabalhar em benefício dos pobres, ou seja – naquele momento – a maioria dos venezuelanos. E cumpriu sua palavra.

Por isso, este é o momento de recordar o que está verdadeiramente em jogo nesta eleição, agora que o povo venezuelano é convocado a votar. A Venezuela é um país muito rico, pelos fabulosos tesouros de seu subsolo, em particular o petróleo. Mas quase toda essa riqueza estava nas mãos da elite política e das empresas transnacionais. Até 1999, o povo só recebia migalhas. (...)

Na política externa, apostou na integração latino-americana e privilegiou os eixos sul-sul, ao mesmo tempo que impunha aos Estados Unidos uma relação baseada no respeito mútuo… (...)

Tal furacão de mudanças inverteu as estruturas tradicionais do poder e trouxe a refundação de uma sociedade que até então havia sido hierárquica, vertical e elitista. Isso só podia desencadear o ódio das classes dominantes, convencidas de serem donas legítimas do país. (...)

Alguém viu um “regime ditatorial” estender os limites da democracia em vez de restringi-los? E conceder o direito de voto a milhões de pessoas até então excluídas? (...) Chávez demonstrou que é possível construir o socialismo em liberdade e democracia. E ainda converte esse caráter democrático numa condição para o processo de transformação social. (...)

O mais escandaloso, na atual campanha difamatória, é a pretensão de que a liberdade de expressão esteja restrita na Venezuela. A verdade é que o setor privado, contrário a Chávez, controla amplamente os meios de comunicação. (...) De 111 canais de televisão, 61 são privados, 37 comunitários e 13 públicos. Com a particularidade de que a parte da audiência dos canais públicos não passa de 5,4%, enquanto a dos canais privados supera 61%… O mesmo cenário repete-se nos meios radiofónicos. E 80% da imprensa escrita está nas mãos da oposição, sendo que os jornais diários mais influentes – El Universal e El Nacional – são abertamente contrários ao governo.

Nada é perfeito, naturalmente, na Venezuela bolivariana – e onde existe um regime perfeito? Mas nada justifica essas campanhas de mentiras e ódio. A nova Venezuela é a ponta da lança da onda democrática que, na América Latina, varreu os regimes oligárquicos de nove países, logo depois da queda do Muro de Berlim, quando alguns previram o “fim da história” e o “choque de civilizações” como únicos horizontes para a humanidade.

2013/03/01

o Avesso do Avesso - sete anos num computador perto de si

De acordo com o sitemeter, 206163 visitas, 262199 carregamentos de página. De acordo com o motigo (não muito apreciado por alguns leitores...), 203028 visitas, 61% das quais de Portugal, 21% do Brasil, 3,1% dos EUA, 3,1% de França (diferença de seis visitas...), 2,9% do Reino Unido, 1,7% da Suíça, 1,3% da Alemanha, 1,1% da Espanha, 0,6% da Holanda, 0,5% da Bélgica e 3,5% de outros países. 15,5% à segunda, 15,9% à terça, 16,0% à quarta, 15,7% à quinta, 14,4% à sexta, 11% ao sábado e 11,5% ao domingo. As postagens têm sido bem mais escassas - também o têm sido no Esquerda Republicana e no A nossa fé. Afazeres profissionais e a concorrência do Facebook para os textos "pequenos" e pessoais justificam esta diminuição. Ainda assim, o Avesso do Avesso mantém-se como o meu blogue pessoal. Muito obrigado a quem por aqui vai passando.