2011/03/28

A última bettencorada

As eleições de sábado passado não acrescentaram nada de positivo ao Sporting. Se o clube já estava em crise, agora, mais dividido que nunca, melhor é que não ficou. Um presidente enfraquecido, de legitimidade questionada, era o que o Sporting menos precisava agora. Mas foi o que as urnas ditaram, e era um resultado previsível pelas sondagens. A trapalhada que constituiu a contagem de votos é que não era previsível. Um presidente de mesa da AG que teve o seu grande momento de glória com todas as televisões a transmitirem-no em direto, e que não nos deixou sem nos comunicar “que grande honra era para ele estar ali”. Estava mais preocupado consigo mesmo do que em fazer um bom trabalho: já nem falo dos resultados que foram “soprados” para a comunicação social antes da contagem ser encerrada (disso se calhar nem tem culpa, e as pessoas é que não deveriam levar a sério informação não oficial). Falo do inexplicável conceito de “afinar a contagem”, mas que afinal não era uma recontagem. Bem, a tal contagem afinada continua sem esclarecer, afinal, quantos sócios votaram, e por que há um número total diferente de sócios a votarem para os diferentes órgãos sociais. Conforme o órgão social à escolha, tanto podem ter votado 14619 sócios como 14535, 14588 ou 14589 – é só consultar esta página e fazer as contas. Esta é a “contagem afinada” do senhor presidente da AG. Este é mais um exemplo da competência das pessoas a quem o Sporting tem estado entregue. Pessoas escolhidas por José Eduardo Bettencourt, com certeza. Foi este tipo de pessoas que estiveram à frente do Sporting nos últimos dois anos. Esperemos que esta tenha sido a última “bettencorada” no clube. Mas receio bem que não.
A discrepância destes números, se não for esclarecida, parece-me uma boa base para se impugnarem as eleições, mas não parece dizer muito ao candidato oficialmente derrotado, Bruno de Carvalho. Em entrevista à SIC e ao jornal I, Bruno parece estar sobretudo interessado numa segunda volta com Godinho Lopes. Algo que até faria sentido e que os estatutos até deveriam prever quando o vencedor tivesse menos de 50% dos votos, uma situação até agora inédita. Mas… não prevêem. Assim não vai longe. Carvalho também se revela preocupado com a “tal” vantagem de 600 votos, que nunca foi anunciada oficialmente e sumiu, e acha “muito misterioso” a sua lista ter ganho a Assembleia Geral e perdido os outros órgãos sociais. Como se as eleições não fossem independentes e Eduardo Barroso um sportinguista conhecido e popular. Bruno de Carvalho mostra que não só não percebe nada do que se passou como ainda continua a falar e a proceder como um membro do "Directivo XXI". Confirmei-o mais uma vez: respeitá-la-ei se um dia se confirmar, mas não é esta a mudança que eu quero para o meu clube. Mas também não me agrada um presidente que parece uma múmia paralítica e, dadas as circunstâncias, cuja capacidade de mobilização dos sócios é nula. O futuro do Sporting não me parece nada risonho.

2011/03/26

Os "cinco violinos" das eleições no Sporting

Bruno de Carvalho poderá perdê-las... por causa de Eduardo Barroso.
Godinho Lopes poderá perdê-las... por causa de Carlos Barbosa.
Dias Ferreira poderia perdê-las... por causa de Futre. Não por Futre não ser sportinguista (que é - não tenho dúvida: é simplesmente um palhaço que nem sabe falar português). Mas perde-as também (de certeza que vai perdê-las) por sua própria causa: mais do que qualquer outro, é a continuidade de Bettencourt no que isso é mais importante, como este vídeo demonstra. Acima de tudo, como escrevi aqui, os sportinguistas não querem mais presidentes que os envergonhem.
Não creio que Pedro Baltazar e Sérgio Abrantes Mendes verdadeiramente contem. E dos outros dois? Não gosto de nenhum.
Entre estar refém da banca e de russos que ninguém conhece (alguns com negócios duvidosos), venha o diabo e escolha. Mas a banca, ao menos, sabemos para que vem. Os russos parecem um "almoço grátis". E não há almoços grátis. Como Dias Ferreira afirmou e Bruno de Carvalho não desmentiu, só vêm para o Sporting, pelo tal fundo, os jogadores que os russos quiserem.
Entre Manuel Fernandes e Augusto Inácio, escolho Augusto Inácio. Por muito simbólico que o grande capitão seja, o clube deve muito mais a Inácio, como jogador e como treinador. Enquanto representou o FC Porto, enquanto era treinador do FC Porto, Inácio nunca deixou de ser sócio do Sporting (usava um isqueiro do Sporting). Pode pôr-se em causa a sua adequação para o lugar (na entrevista que eu li, Inácio falava... como treinador, da tática que queria que a equipa tivesse). Mas é imoral pôr-se em causa o seu sportinguismo. O grande problema do Sporting há muitos anos - João Moutinho é só a mais recente expressão - é por que é que o Sporting trata tão mal os seus símbolos ou, pelo menos, não é capaz de os manter.
A eleição não é para treinadores nem para jogadores, mas claramente não posso apoiar a escolha de Marco van Basten: na sua curta carreira de treinador (apesar de ter 46 anos) ocupou lugares de responsabilidade e falhou sempre.  Domingos Paciência parece-me uma boa opção.
Mas os grandes trunfos de Godinho Lopes são Luís Duque e Carlos Freitas, duas pessoas competentes. Luís Duque só esteve um ano no Sporting,... e fez as contratações essenciais para o título de 2000, com  Carlos Freitas. Carlos Freitas contratou muito, quase sempre barato e a maior parte das vezes bem: acertou muito mais do que errou - veja-se Liedson -, e onde quer que tenha estado teve sucesso. Godinho Lopes não me diz nada: a falar, é uma marioneta nas mãos de Cunha Vaz. (Já Bruno de Carvalho é um punk mal educado do "Directivo XXI".) O meu apoio, contrafeito, vai para Godinho Lopes.

2011/03/01

o Avesso do Avesso - cinco anos num computador perto de si

De acordo com o sitemeter, 180335 visitas, 226469 carregamentos de página.
De acordo com o motigo (não muito apreciado por alguns leitores...), 178786 visitas, 62% das quais de Portugal, 19,6% do Brasil, 3,3% de França, 3% do Reino Unido, 2,9% dos EUA, 1,9% da Suíça, 1,4% da Alemanha, 1,1% da Espanha, 0,7% da Holanda, 0,5% da Bélgica e 3,5% de outros países. 15,5% à segunda, 15,9% à terça, 16,0% à quarta, 15,7% à quinta, 14,5% à sexta, 10,9% ao sábado e 11,4% ao domingo.

Mesmo se as postagens são mais escassas, desde que escrevo no Esquerda Republicana, o Avesso do Avesso continua como o meu blogue pessoal. Muito obrigado a quem por aqui vai passando.