2010/02/28

O treinador-tiuí

O Tiuí era aquele jogador que não se sabia muito bem como tinha ido parar ao Sporting. Ninguém dava nada por ele, até que resolveu uma final da Taça de Portugal contra o FC Porto. Como consequência ficou mais uma temporada, mesmo se continuava sem se saber como tinha ido lá parar.
Com Carvalhal, aparentemente, passa-se algo semelhante. Ainda não se sabe muito bem como foi parar ao comando técnico do Sporting. Mas, graças a uma (bela) vitória contra o FC Porto, arrisca-se a ficar mesmo assim mais uma época. Vamos ver como corre o final desta.

2010/02/26

Boas notícias assim não as tínhamos há muito


Começa por ser o "ministro" como líder do futebol. É uma incógnita, mas dá alguma esperança. Segue-se o resultado de ontem (normal contra equipas inlgesas que não os quatro "grandes"), e sobretudo a exibição - a melhor da época. Mas o melhor de tudo é a confirmação da permanência do melhor jogador do Sporting. Bem vindo, Izmailov!

2010/02/25

Um desastre anunciado há dois anos


É uma altura de dor (pois ninguém o nega) tristeza e luto nacional (ninguém o contesta), mas se se apontar o dedo aos responsáveis pelo caos urbanístico que ampliou as consequências desta tragédia (o principal é, sem dúvida, o governo regional) é-se acusado de "canalhice" e de "fazer política baixa". Francamente espanta-me como, com um ambiente destes (criado pela direita) há gente que ainda tem o topete de estar sempre a falar na "ditadura do politicamente correto". O que sucedeu na Madeira poderia suceder: já se sabia há anos, como demonstra este documentário que me foi indicado pelo Rui Curado Silva. Há dez anos caiu uma ponte em Entre-os-Rios e dezenas de pessoas morreram afogadas; o então ministro das obras públicas (um político por quem não tenho especial simpatia) disse que a culpa "não podia morrer solteira" e demitiu-se. (E não é claro que fosse ele o responsável pelo sucedido.) Na catástrofe da Madeira, onde, apesar da intempérie ser grande, a desgraça tem responsáveis muito mais claros, será que a culpa vai morrer solteira?

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2010/02/24

2010/02/23

Tristes tempos em que até Isaltino pode fazer figura de homem honrado

Isaltino Morais não prolonga contrato entre Tagus Park e Figo

Despropositada é a comparação "A Câmara de Oeiras vai fazer tudo para que não haja partidarização do Tagus Park. É mau se o pólo se transformar em mais uma empresa pública para acolher os boys daqui ou de além". Logo a Câmara de Oeiras, esse exemplo de seriedade.

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2010/02/19

E as fotocópias com saliva?

Nem é particularmente a "teatralidade" o que mais me incomoda no espetáculo que Mário Crespo deu esta semana na Comissão Parlamentar. O fulano tem o direito a ser um mau ator. O que me incomodou, e tratou-se de um péssimo exemplo, foi Crespo lamber os dedos antes de distribuir uma folha a cada deputado (com uma "crónica" ridícula que toda a gente já tinha lido). Além de mau cronista é  porco. Ninguém lhe disse isso?

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"Um objetivo claro"

Via o (bem) regressado Tiago Barbosa Ribeiro.


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2010/02/12

Leitura recomendada

O candidato peronista, por Ana Gomes.
E o “Sol” brilhará para todos nós, por Daniel Oliveira. Imperdível. Não resisto a transcrever aqui:

2010/02/10

Sobre violação de emails (de trabalho)

Vale a pena ler o editorial da Nature sobre o caso dos emails roubados aos investigadores de climatologia. Cheguei lá via Klepsýdra.
"Nothing in the e-mails undermines the scientific case that global warming is real — or that human activities are almost certainly the cause. That case is supported by multiple, robust lines of evidence, including several that are completely independent of the climate reconstructions debated in the e-mails."
Transcrevo mesmo as palavras do Rui Curado Silva:
Não vale a pena os niilistas do costume recorrerem à esquizofrenia conspirativa tentando descredibilizar a revista Nature. É a melhor revista científica, onde são publicados os melhores trabalhos científicos. É na Nature que se publica a ciência que dá prémios Nobel, é na Nature que se publica a ciência que nos permite ter uma vida extremamente confortável atrás de televisores, de volantes de automóveis, de écrans de computadores, que nos permite usar um GPS para nos orientarmos no deserto, enviar satélites de comunicações para o espaço e desfrutar da enciclopédia infinita que é a internet. É por ali que passa a verdadeira ciência. Qual é a ciência associada às parcas referências dos niilista do aquecimento global? Talvez a ciência da exploração de poços de petróleo...

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2010/02/09

Uma petição para assinar

Mais direitos para os trabalhadores precários: esta justíssima petição exige mais justiça nas contribuições para a Segurança Social, o fim dos falsos recibos verdes. São os últimos dias para assiná-la, antes que seja entregue na Assembleia da República. Eu já a assinei em papel; quem quiser assiná-la na rede pode fazê-lo aqui.

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2010/02/08

Censura? Eu chamaria antes PIDE...

Mário Crespo com Kaúlza de Arriaga - foto roubada ao Arrastão

Continua a falar-se em "censura" ao jornalista Mário Crespo (algo errado e que demonstra que não se sabe ao certo o que quer dizer censura nos dias de hoje), mas ninguém fala do caráter perfeitamente pidesco deste procedimento: ouve-se conversas privadas entre três cidadãos (o fato de serem três ministros não é agora relevante), e daí parte-se para a denúncia. Um cidadão não pode agora ter uma conversa privada, pois pode haver sempre um amigo do sr. Mário Crespo à escuta. Perante isto, o Cinco Dias elege mais um "mártir" (mas daqui já nada espanta), o Sindicato dos Jornalistas considera a conversa "profundamente condenável" (não o procedimento) e o Bloco de Esquerda quer um inquérito da ERC. Melhor do que tudo: o mesmo eurodeputado que convidou José Saramago a renunciar à nacionalidade portuguesa vem agora acusar o Jornal de Notícias de exercer censura. Isto é fantástico!

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2010/02/04

A censura nos dias de hoje

Nenhum jornal sério publicaria um artigo como o que Mário Crespo submeteu ao Jornal de Notícias, naquela forma. Além disso, a não-publicação de um artigo, mesmo quando existe um contrato de colaboração entre um articulista e um jornal, não tem necessariamente de constituir um ato de censura. Tem de existir uma justificação para tal procedimento, e foi isso que a direção do JN fez, com uma clareza cristalina:
Basicamente, no entender do director do JN o texto de Mário Crespo não era um simples texto de Opinião mas fazia referências a factos que suscitavam duas ordens de problemas: por um lado necessitavam de confirmação, de que fosse exercido o direito ao contraditório relativamente às pessoas ali citadas; por outro lado, a informação chegara a Mário Crespo por um processo que o JN habitualmente rejeita como prática noticiosa; isto é: o texto era construído a partir de informações que lhe tinham sido fornecidas por alguém que escutara uma conversa num restaurante.
Acresce que o diretor do jornal apenas "manifestou reservas" quanto ao artigo e não despediu Mário Crespo: foi este que, face a estas reservas, decidiu retirar o artigo e cessar a sua colaboração. Mais: ao não publicar o artigo (pelo qual poderia vir a ser responsabilizado - um jornal pode ser responsabilizado pelos seus artigos de opinião) o JN não estava a silenciar Mário Crespo, que dispõe de outros meios (de que todos hoje em dia dispomos), como blogues, outros jornais e, no caso de Mário Crespo, o think-tank do PSD. Que o publicou imediatamente. Crespo recebeu ainda a solidariedade pronta de Paulo Portas: amanhã, Crespo participa num almoço promovido pelo CDS. Também poderia apresentar o artigo lá...

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2010/02/03

Mário Crespo, Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz são, de fato, problemas

O problema que estes "jornalistas" constituem traduz-se nisto: alguém ouve partes de conversas privadas, sem delas tomar parte, e delas decide construir um caso político. Alguém acha que emails recebidos de alguém que "escutou" umas conversas num restaurante (sem nelas ter participado) servem para fundamentar uma notícia. Alguém que com base nestes "fatos" decide escrever um artigo num jornal. Como poderia fazer mais uma notícia espalhafatosa num qualquer "Jornal de Sexta": cada um usa os meios de que dispõe.
O problema é mesmo este: haver tantos "jornalistas" sérios e isentos como estes que referi em cargos de responsabilidade. Não se trata de exigir o seu afastamento ou querer interferir seja com que órgão de comunicação social for: trata-se somente de uma constatação.

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