Primeiro foi Anthímio de Azevedo, agora Sousa Veloso. Em jeito de homenagem a este último, recordo mais um momento de génio do Herman.
2014/11/27
2014/11/08
Sobre o plano de proibir a venda de álcool para a rua após a 1 da manhã
Beber na rua é algo característico de Lisboa. É impensável ir ao Bairro Alto ou à Bica (zonas fechadas ao trânsito) numa noite de bom tempo e ficar a beber dentro de bares fechados. Se os bares estão abertos até às 3, é impensável que a partir da uma a malta tenha toda de entrar neles. Impensável e impraticável. Portanto esclareçam por favor o que entendem por "exterior do estabelecimento". Presumo que "à porta" já seja exterior. Mas na Bica é habitual vir-se beber (em copos do estabelecimento) na rua (pedonal), e depois vai-se devolver o copo lá dentro. Isto vai passar a ser proibido? Estão loucos.
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Lisboa
2014/10/26
Valeu a pena ter ido a Alvalade só para ver isto
Acho que nunca me esquecerei de ter presenciado este momento ao vivo. Os imbecis dos comentadores estão a perorar sobre o sururu de um jogo a norte e só deveriam repetir isto.
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Sporting
2014/10/08
O Prós e Contras - RTP sobre Braga
Posso estar enganado, mas em mais nenhuma cidade onde se realizasse um debate deste género e se convocassem as "forças vivas" dessa mesma cidade se incluiria o reitor da Universidade e o presidente da Associação Académica.
Em mais nenhuma cidade - exceção talvez a Coimbra, cuja realidade desconheço em pormenor - a Associação Académica tem tamanho peso na cidade. Isso poderia ser bom se se traduzisse num maior poder reivindicativo. Infelizmente, não se vê nada disso. Praticamente não se ouve a AAUM sobre a degradação de todo o sistema de ensino superior, ou mesmo sobre temas estritamente locais, que a si lhe dizem respeito, como a baixa (comparada com outras em Portugal que eu conheço) qualidade da cantina dos alunos. Em contrapartida querem praxar no campus com a mesma impunidade com que praxam no resto da cidade - é a única reivindicação que lhes conheço.
E que diz o senhor presidente da AAUM? "A Universidade do Minho distingue-se das universidades clássicas por ter sabido criar uma identidade muito própria, que assenta em tradições próprias e da cidade de Braga, como este traje... Um sentimento de pertença à academia que é muito próprio." Nem quero saber a relevância das "tradições académicas" de Braga, nem quais são as "tradições próprias" de uma universidade com 40 anos. Foco-me neste "sentimento de pertença" à academia, neste traje que "os estudantes usam". E quem não o usar não é estudante?
O traje académico e a praxe são o símbolo não de "pertença" ao meio académico, mas de alienação do mundo exterior a esse meio.
Em mais nenhuma cidade - exceção talvez a Coimbra, cuja realidade desconheço em pormenor - a Associação Académica tem tamanho peso na cidade. Isso poderia ser bom se se traduzisse num maior poder reivindicativo. Infelizmente, não se vê nada disso. Praticamente não se ouve a AAUM sobre a degradação de todo o sistema de ensino superior, ou mesmo sobre temas estritamente locais, que a si lhe dizem respeito, como a baixa (comparada com outras em Portugal que eu conheço) qualidade da cantina dos alunos. Em contrapartida querem praxar no campus com a mesma impunidade com que praxam no resto da cidade - é a única reivindicação que lhes conheço.
E que diz o senhor presidente da AAUM? "A Universidade do Minho distingue-se das universidades clássicas por ter sabido criar uma identidade muito própria, que assenta em tradições próprias e da cidade de Braga, como este traje... Um sentimento de pertença à academia que é muito próprio." Nem quero saber a relevância das "tradições académicas" de Braga, nem quais são as "tradições próprias" de uma universidade com 40 anos. Foco-me neste "sentimento de pertença" à academia, neste traje que "os estudantes usam". E quem não o usar não é estudante?
O traje académico e a praxe são o símbolo não de "pertença" ao meio académico, mas de alienação do mundo exterior a esse meio.
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Televisão,
Universidade
2014/10/05
Duas tristes mortes
Obviamente choca-me muito mais a morte súbita do ator Rodrigo Menezes, um rapaz da minha idade pai de uma criança de quatro anos. Mas, artisticamente, vou sentir muito mais falta deste ator brasileiro cujo currículo novelístico fala por si. Ainda mais do que o também desaparecido José Wilker, o nome de Hugo Carvana de Hollanda no elenco de uma telenovela era uma garantia de que valeria a pena ver. Na TV ou no cinema, era o bom malandro brasileiro.
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Televisão
2014/09/15
As previsões do IPMA
Caros senhores do IPMA: na vossa previsão hora a hora (aplicação android) oscilam entre "céu pouco nublado" e "aguaceiros fracos". Na vossa página, para a mesma localidade, a previsão genérica para o mesmo período (que é aquilo que toda a gente olha) é "trovoadas". Não podemos exigir-vos que acertem sempre, mas acho que podemos exigir que sejam consistentes, não?
Dito de outra forma: no IPMA as previsões para as capitais de distrito, até depois de amanhã, são feitas por homens (meteorologistas). Para os restantes concelhos, são feitas por máquinas (computadores, que também são feitos pelo homem, claro). Costumo valorizar mais o "feito pelo homem" do que o "feito pela máquina": neste caso encaro o "feito pelo homem" como uma versão melhorada do "feito pela máquina". Mas o que a experiência está a demonstrar é que no IPMA é bem mais credível a previsão "da máquina" que a "do homem". A previsão dos meteorologistas é alarmista e anuncia sempre um "worst case scenario" como o mais provável.
Dito de outra forma: no IPMA as previsões para as capitais de distrito, até depois de amanhã, são feitas por homens (meteorologistas). Para os restantes concelhos, são feitas por máquinas (computadores, que também são feitos pelo homem, claro). Costumo valorizar mais o "feito pelo homem" do que o "feito pela máquina": neste caso encaro o "feito pelo homem" como uma versão melhorada do "feito pela máquina". Mas o que a experiência está a demonstrar é que no IPMA é bem mais credível a previsão "da máquina" que a "do homem". A previsão dos meteorologistas é alarmista e anuncia sempre um "worst case scenario" como o mais provável.
2014/08/08
2014/08/07
2014/08/03
No aeroporto de Newark
Este aeroporto é o único da área de Nova Iorque (e dos poucos nos EUA) com vôos para Lisboa. O português (europeu) é das línguas mais faladas neste aeroporto e na área que o circunda, como se pode comprovar pelo nome da empresa de limpeza. Não sei exatamente com que impressão é que um turista prestes a embarcar para Lisboa ficará ao ver isto; espero que seja a de que Lisboa é uma cidade limpa!

Adenda: como não poderia deixar de ser, é uma companhia que paga mal!
Adenda: como não poderia deixar de ser, é uma companhia que paga mal!
2014/08/02
Nova Iorque (3)
Este engarrafamento em Times Square deve-se a obras mais à frente na Broadway, para ampliarem o espaço pedonal e ciclável (algo que seria impensável há dez anos atrás). De resto a imagem fala por si, e mostra como é Nova Iorque hoje. Gostaria de ver aqui o sr. Carlos Barbosa, o tal que diz que para a Avenida da Liberdade em Lisboa só se pode ir de carro.
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EUA,
Transportes
Nova Iorque (1)
Das coisas que sempre achei mais piada: as lojas que em Portugal são consideradas das mais sofisticadas, nos EUA comportam-se como hipermercados. Esta é um exemplo. Alguém conhece o tipo de clientes e empregados que tem em Portugal? Alguém imagina isto?

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EUA
2014/08/01
Retratos dos EUA
Não vou dizer que na Europa um smartphone é um objeto de luxo, mas ainda é um objeto que, para a maioria das pessoas, requer (pelo menos) alguma reflexão ao comprar. Não é o mesmo que comprar um par de meias. E, estou certo, ainda é um objeto inacessível para grande parte das bolsas portuguesas, nomeadamente das classes mais baixas.
Nos EUA não se vê ninguém que não tenha um smartphone. Vi no elevador um empregado de limpeza, hispânico, de volta do seu, todo contente, enquanto empurrava um carro de limpeza carregado de lixo, baldes, vassouras e detergentes. A expressão "só na América!" aplica-se a estas situações. Mas não nos deixemos iludir: a vida dele não deixa de ser uma miséria.
Nos EUA não se vê ninguém que não tenha um smartphone. Vi no elevador um empregado de limpeza, hispânico, de volta do seu, todo contente, enquanto empurrava um carro de limpeza carregado de lixo, baldes, vassouras e detergentes. A expressão "só na América!" aplica-se a estas situações. Mas não nos deixemos iludir: a vida dele não deixa de ser uma miséria.
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EUA
2014/07/31
A word about our sponsor
As someone who firmly believes that global economy is a zero-sum game, of course in general I do not like millionaires. Still, I wish portuguese millionaires were like Jim Simons, providing funds for real research.
2014/07/29
Seguros e bicicletas
Entendamo-nos: um seguro obrigatório para ciclistas, como quer o ACP, seria para além de desnecessário único no mundo. Mas isto não significa que os ciclistas sejam uns irresponsáveis e queiram ser inimputáveis. As declarações do Mário Alves são incendiárias e darão azo a uma desnecessária revolta contra os ciclistas. Serenidade precisa-se. Dito isto, é importante compreender-se que os ciclistas não têm que ter as mesmas obrigações que os automobilistas.
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Transportes
2014/07/28
Buffalo
A cultura norte americana em relação à comida e às refeições passa muito por aqui. 20 minutos e já vais com sorte. Este estabelecimento precisava de um cliente como o saudoso Noel Rosa: "Se você ficar limpando a mesa/ Não me levanto nem pago a despesa".
Niagara
Só vi as cataratas do Niagara do lado americano, mas percebo perfeitamente o que se vê do lado canadiano e, contrariamente ao que a maior parte das pessoas diz, acho o lado americano mais espetacular. Do lado canadiano talvez se tirem fotografias mais bonitinhas das quedas de alto a baixo (também se conseguem tirar nalgumas partes do americano), mas estar mesmo ao lado das cataratas, de um fluxo enorme de água cristalina a grande velocidade que poucos metros à frente desaparece no horizonte, ouvir o seu barulho, é fantástico. E mete respeito.
2014/07/20
2014/07/19
2014/07/06
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