2011/09/09

Luke e os deolindos

Conheci o Luke no hostel onde fiquei em Praga. O Luke era mais um australiano que dedicava uns meses da sua vida a conhecer outros países, tal como tantos outros australianos que se podem encontrar em tantas pousadas no mundo. Talvez por viverem longe de quase todos os outros países, não existe povo mais obcecado em viajar e conhecer o mundo que o australiano. Também se encontram Europa fora grupos de portugueses e outros europeus, em inter-rails ou graças às companhias aéreas de baixo custo, mas sempre em grupos: nenhum como estes australianos, que viajam sozinhos durante meses, como era o caso do Luke. Uma diferença importante entre os portugueses e os australianos é que estes, tipicamente, trabalham para poderem pagar o seu período de viagem, enquanto os jovens portugueses geralmente esperam que sejam os pais a financiarem. É uma crítica, provavelmente justa, que se faz à “geração 12 de Março”, os “deolindos”: estão habituados a receber tudo de mão beijada, não sabendo dar o devido valor às coisas. Não lhes passaria pelas cabeças trabalhar para pagar as férias. Enquanto eu me entretinha nestas divagações, o Luke lá se entretinha ao longo dos dias a cozinhar esparguete e fazer cocktails. Eu estava a participar num congresso; à noite via-o sempre na sala comum, e comecei a ficar curioso sobre que vida era a dele. Um dia ele ofereceu-me uma mistura de rum com fanta, e foi nessa altura que lhe perguntei quanto tempo mais ia ficar em Praga. Ele disse que já tinha visto o que mais lhe interessava ver na Europa, e então tinha decidido ficar em Praga até à data do seu regresso, daí a duas semanas, pois lá tudo era mais barato incluindo a cerveja. Perguntei-lhe se não seria melhor alterar a data do bilhete de avião e antecipar o regresso. Ele respondeu-me que ainda tinha que ir a Valência, pois fazia questão de participar naquela coisa chamada “tomatina”. Em Portugal, organizam-se manifestações (em que eu participei) contra a precariedade e mesmo a dificuldade em obter um emprego. A maioria dos participantes nessas manifestações não queria mais do que o acesso a um emprego digno, que lhes dê estabilidade, permita construir família e mais tarde ter uma reforma – é esse o seu objetivo. O objetivo dos jovens australianos, a avaliar pelo Luke, não passa por estabilidade nem por reforma – é viajar e participar na mais estúpida de todas as festas (tão estúpida que até já existe uma versão bracarense). Acho que prefiro os nossos deolindos.

2011/09/08

Mais impressões da República Checa baseadas numa visita ao Museu do Comunismo

A rejeição de toda e qualquer ideia socialista de que falei é patente no Museu do Comunismo de Praga. Já visitei museus semelhantes em Berlim e Moscovo, e não saí de nenhum com a sensação de que saí do de Praga: de ter visitado um museu de pura propaganda. Em Berlim é relatada a história do muro: a divisão de uma cidade, a separação das famílias, os checkpoints, os guardas, os esquemas para fugir, os mortos. Em Moscovo é-nos apresentada uma história da revolução soviética. O golpe de Lenine é-nos mostrado em pormenor nos seus diferentes aspetos, não deixando de se evidenciar o seu caráter antidemocrático. Em ambos os casos são apresentados factos, cabendo ao visitante fazer o seu julgamento da História. No Museu do Comunismo de Praga tudo é bem diferente. Logo os cartazes de propaganda, em guias turísticos, não enganam na forma como apresentam o local (e que bem corresponde à realidade): situado ao lado de um casino e por cima de um McDonald’s. No museu fazem gala deste facto. Agradou-me ver certas descrições do quotidiano na Checoslováquia comunista e compreendo que os comunistas sejam “maus da fita”. Já compreendo menos que sejam os únicos maus da fita: não o foram, nem sequer na Checoslováquia. Mas naquele museu o comunismo é o mal absoluto, e toda e qualquer ideia com ele vagamente relacionada, como o socialismo, a social democracia e a esquerda em geral é automaticamente rotulada como “absurda”. Nem que para isso se tenha de distorcer um pouco a realidade, com legendas diferentes em línguas diferentes. Nem que se tenha de apresentar os crimes ecológicos cometidos pelos comunistas, esquecendo que tais crimes ecológicos não eram assim vistos nesse tempo, e que também eram cometidos pelos principais países industrializados e não somente pelos comunistas. A visão da História deste museu é parcialíssima e subjetiva, mas receio que seja mesmo a do povo checo. Vim mais tarde a saber que os donos deste museu são americanos. Poderiam tê-lo instalado em Berlim ou Moscovo. Escolheram Praga porque provavelmente não havia no mundo outra cidade onde este museu tivesse a mesma recetividade.

2011/09/06

Algumas impressões da República Checa

A República Checa é um país que lida muito mal com o seu passado recente. Não me pareceu que houvesse propriamente feridas abertas: não me parece um assunto polémico na sociedade. Há uma rejeição generalizada da ditadura comunista, como seria bom que houvesse, por exemplo, das ditaduras fascistas em Portugal ou Espanha; isso parece-me normal e positivo. O que não me parece normal (nem positivo) é a rejeição de toda e qualquer ideia socialista. Se se juntar a esta rejeição a desconfiança que os checos têm em relação aos estrangeiros (que se justifica por serem uma nação jovem que foi invadida e ocupada, primeiro por Hitler e depois pela URSS), torna-se dificilmente sustentável a sua presença em organizações internacionais baseadas na cooperação, como deveria ser a União Europeia. Mas a verdade é que são membros, após grande insistência da Alemanha. Não admira que os checos tenham o presidente que têm. A história recente da União Europeia é a história do triunfo de políticos como Vaclav Klaus. Recordam-se do que Klaus disse a Cavaco Silva, na sua visita à República Checa? Pois é.

2011/09/05

Adeus, ó chocolatinho!

Independentemente dos (muito questionáveis) méritos futebolísticos do Yannick Djaló, é com indisfarçável alívio que o vejo sair do Sporting. A partir de agora, durante as transmissões televisivas dos jogos, vão deixar de focar uma criatura que, a primeira vez que a vi, julguei que fosse o José Castelo Branco. Parece que essa rapariga é atriz, casada com Djaló e num reality-show qualquer referia-se a ele como “o seu chocolatinho”, e se não sabia dele às escuras pedia-lhe para abrir a boca. E parece que para os realizadores televisivos ela é mais importante que um clube centenário, considerando as vezes que era focada. Adeus, Yannick; vai lá para o Nice e leva contigo a Floribela e a Lyonce Victória (é assim que se escreve?).

2011/08/24

Algumas impressões sobre a situação do Sporting

Nenhuma falha na arbitragem justifica a inépcia atacante da equipa. E aqui não se pode isentar de responsabilidades o treinador. Perante uma equipa, custa-me dizê-lo, fraquíssima (o Beira Mar não sabia o que fazer com a bola quando a tinha no meio campo do Sporting: nenhum ataque deles me assustou), por que razão o Sporting não foi capaz de fazer uma jogada de jeito na primeira parte? Se há necessidade de substituir dois jogadores de uma vez, por opção tática, passada pouco mais de meia hora, aqui também há erro do treinador, que não terá sabido avaliar corretamente o estado dos jogadores antes do início do jogo. Domingos: o Djaló não serve; o Postiga não pode ser primeira opção; se o Wolfswinkel ainda não se adaptou e o Jeffren e o Bojinov não podem jogar, tens o Carrillo e sobretudo o Rubio. O Boloni foi campeão tendo lançado, aos 18 anos, o Quaresma, o Hugo Viana e mais tarde o Cristiano Ronaldo. A direção do Sporting tem de se manter firme no conflito com os árbitros, nem que isso implique que o Sporting não tenha árbitros de “primeira categoria” portugueses a apitar os seus jogos nos próximos tempos. Não é aceitável a forma como a classe dos árbitros reage aos protestos do Sporting, protestos que, para além de legítimos, não são mais graves que os de outros clubes. Em 1999 a história repetiu-se: só boicotam os jogos do Sporting. Tal facto, repetido, revela que, doze anos depois, a cultura antisportinguista ainda reina na arbitragem e no “sistema” do futebol português. Reitero: o Sporting deve insistir no facto de não precisar dos árbitros portugueses. Se não quiserem arbitrar os jogos do Sporting, que venham árbitros estrangeiros.

2011/08/13

Terezin

Encontro-me na República Checa, fui hoje visitar este antigo campo de concentração nazi e ainda não tenho palavras

2011/07/14

Nenhum engenheiro físico é engenheiro físico se não tiver aprendido a abrir garrafas de cerveja com o JDD

Parabéns e obrigado, JDD!
Conferência The Multidisciplinary Universe hoje e amanhã no IST; aula de jubilação amanhã. Programa aqui.

2011/07/01

105 anos

A esperança é renovada e grande.

2011/06/18

Um ano depois

O primeiro texto que eu li de José Saramago:
Carta para Josefa, minha avó

Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo – e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira – sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz. Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste a lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja. (Contaste-me tu, ou terei sonhado que o contavas?) Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém. Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrijada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos – e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia o como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas inumeráveis palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti – e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava. Não teremos realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas – e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, porque te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: “O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!”. É isto que eu não entendo – mas a culpa não é tua.

José Saramago, in “Deste Mundo e do Outro"

2011/06/10

Dia de Portugal, de Camões, das comunidades e de João Gilberto

Ele pode viver completamente isolado num quarto de hotel onde ninguém está autorizado a entrar, e o camareiro deixa-lhe sandes â porta, sem a abrir nem tocar. Ele pode telefonar de madrugada aos amigos porque "precisa falar" (história que me foi confirmada por um). Ele pode ensaiar acordes de guitarra tantas vezes, de uma forma tão obsessiva, que o gato se suicida, atirando-se da janela, para não mais ouvir o mesmo acorde. Ele pode ser meio louco, mas aqulea forma de cantar como se nos estivesse a segredar ao ouvido é única. É um génio. E faz hoje 80 anos.

2011/06/07

Parabéns ao novo físico na política

Permitam-me endereçar os parabéns ao novo deputado Paulo Sá, eleito pela CDU no círculo de Faro. Se o Mariano Gago era um professor, o Paulo é quase um colega de curso: doutorou-se no mesmo departamento da mesma faculdade onde me licenciei. Se o Zé Mariano é um experimentalista, o Paulo é um teórico de altas energias. Entre outros temas a que certamente se irá dedicar, esperemos que seja uma voz da ciência no parlamento, ciência que, tradicionalmente, com a direita no poder, é muito mal tratada. Aproveito para recordar que, ao contrário do que foi diversas vezes repetido por diferentes comentadores na noite eleitoral, a CDU não beneficiou do alargamento do número de deputados do círculo de Faro para eleger o Paulo Sá, que nesta eleição seria eleito com o número de deputados antigo.

2011/06/06

Não compreendo

O texto que se segue reflete com certeza alguns preconceitos ideológicos. Posso ser parcial, mas não quero deixar de exprimir o meu ponto de vista.

Do que eu me posso recordar, o primeiro governo de maioria absoluta de Cavaco Silva empreendeu uma revisão constitucional que, entre outras coisas, permitiu abrir a economia portuguesa à iniciativa privada. A partir daí creio que se foi muito mais longe do que se deveria, tendo-se privatizado setores estratégicos de que o estado nunca deveria ter aberto mão. Mas reconheço que, provavelmente, naquela altura haveria um excesso de presença do mesmo Estado na economia. Embora lamente que se tenha ido tão longe, admito que alguma coisa teria que ser feita. Em particular na comunicação social: embora ache indispensável uma RTP pública, foi muito positivo aparecerem canais privados de televisão. No governo de Cavaco Silva também se construíram infraestruturas. O tão maldito Centro Cultural de Belém faz hoje parte do património de Lisboa, mas falemos de vias de comunicação. Uma vez mais foi-se muito mais longe do que se deveria, e hoje somos (relativamente) o país com mais autoestradas da Europa, muitas delas desertas a maior parte do tempo, cuja manutenção custa um dinheirão e que, provavelmente, nunca deveriam ter sido construídas. Mas até 1991 as duas principais cidades do país não estavam ligadas por autoestrada. Era evidente uma necessidade de melhoria de infraestruturas, e o primeiro governo de maioria de Cavaco Silva teve esse mérito. Finalmente, não sei precisar mas tenho ideia de que muitos idosos sem nenhum apoio ganharam uma pensão com este governo de Cavaco (ou viram-nas substancialmente aumentadas). Perdoem-me mas desconheço os pormenores. Mas tenho ideia de que há aqui mérito do governo.

Passámos de seguida para o último governo de Cavaco Silva. Não me recordo de nenhuma medida positiva deste governo que mereça entrar na história.

A título pessoal, e muito insatifeito com o resultado global

Votei bem – o meu voto elegeu um deputado -, e fiquei aliviado com isso.

2011/06/03

O meu voto

Não dou, de forma nenhuma, importância a Miguel Serras Pereira ou João Tunes para, afinal, não votar no Bloco de Esquerda só por causa deles. Também não dou essa importância ao meu amigo Ricardo Santos pois, apesar de lhe ter dito o contrário (e na altura em que lho disse não estava a fazer bluff), e apesar do seu (se calhar incorrigível) sectarismo (e de muitos outros militantes do PCP), vou votar na CDU nestas eleições. Tal justifica-se por votar em Braga, e as sondagens porem em risco a eleição de um deputado com valor, Agostinho Lopes, que, sendo muito próximo de Carlos Carvalhas, representa um setor não tão ortodoxo do PCP. Se votasse, por exemplo, em Coimbra, o sentido do meu voto seria de certeza outro (no Bloco de Esquerda). Se votasse em Lisboa, Porto ou Setúbal, talvez – friso o talvez – fosse outro. Em Braga achei esta solução de compromisso. Não espero muito deste meu voto. Espero que o PCP seja igual ao que sempre foi, e face ao governo que se adivinha eu quero oposição total (e nisso o PCP é bom). Por não esperar nada do PCP, não me apetece castigá-los tanto. Apetece-me castigar todos os partidos de esquerda: o PCP, pois claro, mas mais o Bloco. Pela sua indefinição ideológica, por num dia apoiar um candidato presidencial para no dia seguinte apresentar uma moção de censura: apetece-me castigar quem procede desta forma. Também me apetece castigar o PS, em quem votei nas últimas eleições, por me ter defraudado. E é isto. Muito negros tempos se adivinham; espero que, ao menos, nas próximas eleições legislativas, consiga votar com mais convicção.

2011/05/23

IST 100

Parabéns ao Instituto Superior Técnico. Da minha parte, obrigado por tudo o que lá vivi e aprendi.

2011/05/10

Preço campeão

O bom e velho Intermarché vende o muito agradável Conventual tinto ao belíssimo preço de 1,98€, com oferta do preço de uma garrafa (em cartão) a quem comprar duas. Fica a 0,99€ a garrafa (ver aqui - acaba hoje). O inimitável Continente, num folheto cheio de parangonas, vende o mesmo vinho como uma "promoção" a 2,98€ a garrafa.

2011/04/29

No dia do "casamento real"

...as saudades que eu já tinha do Jerry.

2011/04/25

Otelo e Abril

Dada a sua qualidade de responsável operacional pelo Movimento dos Capitães (mesmo se foi Salgueiro Maia a arriscar muito mais a sua própria vida) e, necessariamente, um dos grandes responsáveis pela queda do fascismo, é natural que a figura de Otelo Saraiva de Carvalho nunca tenha sido querida pela extrema direita e por todos aqueles que, de alguma forma, gostavam do anterior regime. Posteriormente, já em democracia, Otelo tornou-se um dos responsáveis pelas "Forças Populares 25 de Abril", responsável por diversos atentados terroristas. A partir daí, Otelo tornou-se uma figura antipática ao centro e à direita democrática. Mesmo se não simpatizasse com a sua irresponsabilidade e inconsequência, apesar de tudo havia à esquerda, pelo menos, uma certa condescendência perante a figura do "capitão de Abril", quanto mais não fosse... por ter feito o 25 de Abril. Mas dadas as suas recentes declarações sobre a Revolução dos Cravos, que hoje mais uma vez se comemora, Otelo parece apostado em ficar na história como uma unanimidade nacional.

2011/04/12

"A Terra é azul", disse ele

Há 50 anos, a humanidade transcendia-se.

2011/04/11

Perigo para Portugal

Com Queirós como selecionador do Irão, a curto prazo corremos o risco de o Ahmadinejad nos querer retirar do mapa.