35 anos se passam sobre uma data que marcou a modernização da economia portuguesa na década de 70. Com efeito, nessa época a regra nos países europeus era as grandes empresas, os principais meios de produção serem considerados estratégicos e estarem nas mãos do estado. A isto acrescentou regalias para os trabalhadores que há quem ainda hoje não aceite, como os subsídios de férias e Natal e o salário mínimo. O que o governo do “terrível revolucionário” Vasco Gonçalves se limitou a fazer foi o mesmo que se fazia na Europa.
35 anos se passaram, e discute-se o PEC. O PEC que tem medidas muito positivas e há muito reivindicadas, como a criação de um novo escalão de IRS para os rendimentos mais altos e a taxação das mais-valias. Também concordo com o fim dos benefícios fiscais anunciados, e não me faz confusão os não-aumentos na função pública e a suspensão de obras públicas como o TGV até melhor data (embora, como afirma o João Vasco, tal medida venha dar razão ao PSD e lance dúvidas sobre se o PS mudou de ideias ou se (e nos) enganou nas contas – qualquer uma delas é má). Mas tais medidas não são suficientes para compensarem tudo o que o governo se prepara para anunciar, nomeadamente um pacote de privatizações de empresas e serviços públicos de que o estado não pode abrir mão, a começar pelos Correios e pela Rede Energética Nacional. Concordo: um governo socialista não privatiza os correios (nem a REN). Os socialistas têm de levantar-se e dizer "BASTA!”
Mesmo nas restantes empresas, e independentemente do que se achar que o Estado deve deter (e eu acho que deve detê-las), como anuncia o Daniel Oliveira, tais privatizações fazem mal ao défice.
Não direi que para mim tal intenção constitui a “gota de água” porque infelizmente representa muito mais do que uma gota (se só quisessem privatizar uma gota, estaríamos nós bem). De qualquer maneira, e uma vez que escrevo sobre política sem nenhum interesse que não seja o de exprimir as minhas opiniões e partilhá-las com os leitores, da mesma forma que anunciei antes das eleições que iria votar no PS, anuncio agora que, a confirmar-se este programa, se houvesse neste momento eleições não votaria no PS. Se o governo levar as privatizações avante, deixa de contar com o meu apoio.
2010/03/11
2010/03/10
Os preços planificados do “Pingo Doce”
Continuemos a falar do comércio a retalho, só que desta vez de legumes frescos.
Costumo brincar com os meus amigos economistas, dizendo-lhes que enquanto a física consegue prever com todo o rigor certas grandezas a economia não é capaz de prever sequer o preço do quilo da alface. Bem: não no “Pingo Doce” onde, desde Outubro de 2009 (pelo menos), o kg da alface tem sido sempre a 1,49 €. O mesmo com o espinafre e o tomate: sempre ao mesmo previsível preço.
O rapaz da foto entra-nos todos os dias em casa (para quem vê televisão), a anunciar que, na cadeia de lojas que ele promove, basicamente os preços são fixos, à boa maneira socialista (dizem que Salazar fazia o mesmo, pelo menos com o preço do pão, nem que tivesse que lhe diminuir o tamanho…). Enquanto nas outras lojas os preços flutuam com o mercado, com a lei da oferta e da procura e com as condições climatéricas (algo que, especialmente com um inverno rigoroso como o que temos tido, naturalmente afeta e muito o preço dos legumes frescos), no “Pingo Doce” os preços não aumentam (mas também não diminuem – não variam).
É curioso que os economistas, mais liberais ou mesmo mais keynesianos, gastaram nas duas últimas décadas tanto latim a explicarem-nos os problemas de uma economia planificada, e agora ninguém reclama por o “Pingo Doce” estar a planificar a economia (fixar preços é típico de uma economia planificada, e não de uma economia livre).
Dir-me-ão que o “Pingo Doce” é uma empresa privada, que pode vender os produtos aos preços que quiser numa economia livre, enquanto o estado fixar os preços é diferente. Mas será assim tão diferente? Terão os produtores liberdade de negociar livremente com o “Pingo Doce” o preço das suas colheitas? Não estou de modo nenhum a acusar o “Pingo Doce” de nada, mas sei que muitas vezes os grandes retalhistas exercem pressões enormes sobre os produtores, sendo que em muitas localidades detêm praticamente o monopólio. Os produtores têm que aceitar os preços que os grandes retalhistas oferecem; não têm escolha. Não sei se é esta a situação do “Pingo Doce” (repito – não estou a acusar ninguém), e pode ocorrer com outros retalhistas, hipermercados ou não. Sei é que esta situação hipotética não é a de uma economia livre.
Mas admitamos que nada disto se passa: o “Pingo Doce” é uma marca séria, e decidiu manter um compromisso com os clientes. Mesmo que a intenção do “Pingo Doce” não seja essa, a verdade é que todos aqueles anúncios são uma exaltação das virtudes da economia planificada como há muito não se via (e espanta-me, falo a sério, que nenhum economista comente este assunto). Ao ver aquele rapaz rechonchudo a repetir que “só o “Pingo Doce” respeita o seu dinheiro” por não variar os preços, questionamo-nos se não seria melhor que fosse assim com tudo. As lojas todas, todo o comércio. Não só o “Pingo Doce”. Desde que não houvesse esmagamento dos produtores. Se há pressões sobre os produtores, é intolerável; se não há, afinal a economia planificada funciona! Não é assim? Não consta que o “Pingo Doce” dê prejuízo!
Sim, e o rapaz é rechonchudo. Só num anúncio, o “Pingo Doce” reabilita a planificação da economia e os gordos para a publicidade. Quer-me parecer que o “Pingo Doce” está a tentar atrair clientes de esquerda.
Também publicado no Esquerda Republicana
Costumo brincar com os meus amigos economistas, dizendo-lhes que enquanto a física consegue prever com todo o rigor certas grandezas a economia não é capaz de prever sequer o preço do quilo da alface. Bem: não no “Pingo Doce” onde, desde Outubro de 2009 (pelo menos), o kg da alface tem sido sempre a 1,49 €. O mesmo com o espinafre e o tomate: sempre ao mesmo previsível preço.
O rapaz da foto entra-nos todos os dias em casa (para quem vê televisão), a anunciar que, na cadeia de lojas que ele promove, basicamente os preços são fixos, à boa maneira socialista (dizem que Salazar fazia o mesmo, pelo menos com o preço do pão, nem que tivesse que lhe diminuir o tamanho…). Enquanto nas outras lojas os preços flutuam com o mercado, com a lei da oferta e da procura e com as condições climatéricas (algo que, especialmente com um inverno rigoroso como o que temos tido, naturalmente afeta e muito o preço dos legumes frescos), no “Pingo Doce” os preços não aumentam (mas também não diminuem – não variam).
É curioso que os economistas, mais liberais ou mesmo mais keynesianos, gastaram nas duas últimas décadas tanto latim a explicarem-nos os problemas de uma economia planificada, e agora ninguém reclama por o “Pingo Doce” estar a planificar a economia (fixar preços é típico de uma economia planificada, e não de uma economia livre).
Dir-me-ão que o “Pingo Doce” é uma empresa privada, que pode vender os produtos aos preços que quiser numa economia livre, enquanto o estado fixar os preços é diferente. Mas será assim tão diferente? Terão os produtores liberdade de negociar livremente com o “Pingo Doce” o preço das suas colheitas? Não estou de modo nenhum a acusar o “Pingo Doce” de nada, mas sei que muitas vezes os grandes retalhistas exercem pressões enormes sobre os produtores, sendo que em muitas localidades detêm praticamente o monopólio. Os produtores têm que aceitar os preços que os grandes retalhistas oferecem; não têm escolha. Não sei se é esta a situação do “Pingo Doce” (repito – não estou a acusar ninguém), e pode ocorrer com outros retalhistas, hipermercados ou não. Sei é que esta situação hipotética não é a de uma economia livre.
Mas admitamos que nada disto se passa: o “Pingo Doce” é uma marca séria, e decidiu manter um compromisso com os clientes. Mesmo que a intenção do “Pingo Doce” não seja essa, a verdade é que todos aqueles anúncios são uma exaltação das virtudes da economia planificada como há muito não se via (e espanta-me, falo a sério, que nenhum economista comente este assunto). Ao ver aquele rapaz rechonchudo a repetir que “só o “Pingo Doce” respeita o seu dinheiro” por não variar os preços, questionamo-nos se não seria melhor que fosse assim com tudo. As lojas todas, todo o comércio. Não só o “Pingo Doce”. Desde que não houvesse esmagamento dos produtores. Se há pressões sobre os produtores, é intolerável; se não há, afinal a economia planificada funciona! Não é assim? Não consta que o “Pingo Doce” dê prejuízo!
Sim, e o rapaz é rechonchudo. Só num anúncio, o “Pingo Doce” reabilita a planificação da economia e os gordos para a publicidade. Quer-me parecer que o “Pingo Doce” está a tentar atrair clientes de esquerda.
Também publicado no Esquerda Republicana
2010/03/09
O exemplo do guarda-lamas
O guarda-lamas de bicicleta cuja embalagem vêem na figura foi comprado por mim no passado mês de Julho em Paris, numa loja de uma cadeia de hipermercados que há dois anos saiu de Portugal. Procurei e nunca encontrei um artigo semelhante em hipermercados portugueses. Disseram-me, mais tarde, que o poderia encontrar, em Portugal, numa conhecida loja de desporto francesa. Possivelmente fabricado em Portugal, como o artigo que eu comprei (cliquem na imagem e confirmem), da marca de uma cadeia que há dois anos saiu do país. Nas lojas portuguesas, nada semelhante.
Passa-se o mesmo, sem surpresa, com as bicicletas propriamente ditas. Conforme se pode ler aqui, a mesma grande empresa francesa vende bicicletas portuguesas. A sua principal concorrente (e líder do mercado) em Portugal, uma empresa portuguesa, vende (informei-me) bicicletas fabricadas na Tailândia. É esta a visão dos grandes retalhistas portugueses. Entretanto, apesar de o setor estar em crise, Portugal ainda vai sendo o maior produtor europeu de bicicletas. Graças à França, e enquanto a Europa (neste caso, a França) quiser. Portugal nunca pode contar com os portugueses.Também publicado no Esquerda Republicana
2010/03/05
Os argumentos da CIP para a liberalização do despedimento
No Prós e Contras desta semana (podem ver aqui o vídeo – por volta do minuto 15 da primeira parte) lá apareceu um senhor vice presidente da CIP, Armindo Monteiro de seu nome, a falar mais uma vez, numa conhecida retórica muito neoliberal, da situação de “desigualdade” que constitui um trabalhador poder despedir-se de um emprego a qualquer altura, mas um patrão não poder despedir livremente esse mesmo trabalhador.
Ao mesmo tempo, o senhor era, como é costume, socialmente conservador: queixava-se de que havia a ideia arreigada de que durante uma vida só se haveria de viver numa só cidade, ter uma só casa, um só emprego, um só casamento. E frisou: de tudo isto, a única instituição a preservar era a do casamento, que ele achava muito bem que fosse único e para a vida toda; deveríamos estar preparados para mudar tudo o resto. Ao menos o senhor não escondia nada ao que vinha. Só não passa por aquela cabeça que, com toda a precariedade que ele defende, é cada vez mais difícil as pessoas casarem e terem família. Se um trabalhador tem que estar sempre pronto para mudar de emprego, de casa e até de cidade, necessariamente a sua família terá que estar também. O que poderá ser impossível com filhos em idade escolar e com o cônjuge igualmente empregado. A menos que – deve ser isso que o sr. Monteiro preconiza – o homem “sustente a família” e a mulher foque em casa a tratar da mesma.
O argumento do sr. Armindo Monteiro sobre a “desigualdade” do despedimento não colhe. É evidente que a sua proposta não constitui uma situação de igualdade – um patrão também pode fechar uma empresa livremente, contra a vontade dos trabalhadores, bastando indemnizá-los. O que constituiria uma situação de igualdade verdadeira seria, a qualquer altura, o trabalhador poder despedir livremente o patrão. No dia em que um trabalhador puder pôr um patrão da empresa para fora, eu serei a favor da liberalização dos despedimentos.
Ao mesmo tempo, o senhor era, como é costume, socialmente conservador: queixava-se de que havia a ideia arreigada de que durante uma vida só se haveria de viver numa só cidade, ter uma só casa, um só emprego, um só casamento. E frisou: de tudo isto, a única instituição a preservar era a do casamento, que ele achava muito bem que fosse único e para a vida toda; deveríamos estar preparados para mudar tudo o resto. Ao menos o senhor não escondia nada ao que vinha. Só não passa por aquela cabeça que, com toda a precariedade que ele defende, é cada vez mais difícil as pessoas casarem e terem família. Se um trabalhador tem que estar sempre pronto para mudar de emprego, de casa e até de cidade, necessariamente a sua família terá que estar também. O que poderá ser impossível com filhos em idade escolar e com o cônjuge igualmente empregado. A menos que – deve ser isso que o sr. Monteiro preconiza – o homem “sustente a família” e a mulher foque em casa a tratar da mesma.
O argumento do sr. Armindo Monteiro sobre a “desigualdade” do despedimento não colhe. É evidente que a sua proposta não constitui uma situação de igualdade – um patrão também pode fechar uma empresa livremente, contra a vontade dos trabalhadores, bastando indemnizá-los. O que constituiria uma situação de igualdade verdadeira seria, a qualquer altura, o trabalhador poder despedir livremente o patrão. No dia em que um trabalhador puder pôr um patrão da empresa para fora, eu serei a favor da liberalização dos despedimentos.
2010/03/03
O ataque de Alvaiázere
Este fim de semana sucedeu-me algo surreal no email – fui vítima de dois ataques de spam, do Instituto Português de Fotografia e da Câmara Municipal de Alvaiázere. Não faço ideia de como o meu email foi parar a tais instituições. Tal como eu, muitos portugueses sofreram o mesmo ataque. Pude confirmar isto, infelizmente, pois foi muito maior a quantidade de emails que eu recebi de pessoas a protestarem por terem recebido os emails. Essas pessoas protestavam… respondendo ao email. A resposta dessas pessoas era reenviada a todos os outros recetores. E, apesar de receberem muito mais emails de protesto do que do endereço original propriamente dito (via-se porque o endereço de onde o email era enviado nunca era o mesmo – era o da pessoa que protestava), não discorriam que quem estava a ler aqueles emails eram somente os prejudicados. E quanto mais emails enviassem pior. E enviavam, enviavam, enviavam. Coisas admiradas, do tipo “Eu não sou de Alvaiázere, sou de Gaia!”. Coisas bem educadas, como “Por favor retirem-me da vossa lista de emails.” Coisas iradas: “Já disse que parem de me enviar emails!” Não sei quantos emails recebi e apaguei este fim de semana, mas devem ter sido centenas. Se alguém que recebe estes emails me estiver a ler, por favor pare de enviar protestos.
2010/03/02
Muitos tostões de Timor para a Madeira
A Madeira que, recorde-se, é a segunda região mais rica de Portugal. Mas que nem sequer dispunha de um radar decente. Teria o resto do país obrigação de a ajudar? É claro que sim, em nome da coesão nacional e por pura solidariedade. É claro que eu espero que as responsabilidades por tanta construção selvagem e em leito de cheia sejam apuradas - o tão propalado "desenvolvimento" da região assentava nestas obras, e como se vê subsistem desequilíbrios extremos.
Agora teria obrigação de ajudar quem, há dez anos atrás, na altura mais difícil, ouviu um "da Madeira nem um tostão"? É claro que não teria. É o que se chama "bofetada de luva branca".
Também publicado no Esquerda Republicana
Agora teria obrigação de ajudar quem, há dez anos atrás, na altura mais difícil, ouviu um "da Madeira nem um tostão"? É claro que não teria. É o que se chama "bofetada de luva branca".
Também publicado no Esquerda Republicana
2010/03/01
Estatísticas de quatro anos
De acordo com o sitemeter, 157638 visitas, 197346 carregamentos de página.
De acordo com o motigo (não muito apreciado por alguns leitores...), 159364 visitas, 63,2% das quais de Portugal, 18,1% do Brasil, 3,7% de França, 2,8% dos EUA, 2,7% do Reino Unido, 2,0% da Suíça, 1,5% da Alemanha, 1,2% da Espanha, 0,7% da Holanda, 0,5% da Bélgica e 3,5% de outros países. 15,5% à segunda, 16,0% à terça, 16,1% à quarta, 15,7% à quinta, 14,6% à sexta, 10,8% ao sábado e 11,3% ao domingo.
Muito obrigado a quem vai por aqui passando.
De acordo com o motigo (não muito apreciado por alguns leitores...), 159364 visitas, 63,2% das quais de Portugal, 18,1% do Brasil, 3,7% de França, 2,8% dos EUA, 2,7% do Reino Unido, 2,0% da Suíça, 1,5% da Alemanha, 1,2% da Espanha, 0,7% da Holanda, 0,5% da Bélgica e 3,5% de outros países. 15,5% à segunda, 16,0% à terça, 16,1% à quarta, 15,7% à quinta, 14,6% à sexta, 10,8% ao sábado e 11,3% ao domingo.
Muito obrigado a quem vai por aqui passando.
O Avesso do Avesso – quatro anos num computador perto de si
Mesmo se as postagens são mais escassas - a maioria repetidas do Esquerda Republicana, e as pessoais mais raras desde que tenho Facebook -, o Avesso do Avesso continua como o meu blogue pessoal. Muito obrigado a quem por aqui vai passando.
2010/02/28
O treinador-tiuí
O Tiuí era aquele jogador que não se sabia muito bem como tinha ido parar ao Sporting. Ninguém dava nada por ele, até que resolveu uma final da Taça de Portugal contra o FC Porto. Como consequência ficou mais uma temporada, mesmo se continuava sem se saber como tinha ido lá parar.
Com Carvalhal, aparentemente, passa-se algo semelhante. Ainda não se sabe muito bem como foi parar ao comando técnico do Sporting. Mas, graças a uma (bela) vitória contra o FC Porto, arrisca-se a ficar mesmo assim mais uma época. Vamos ver como corre o final desta.
Com Carvalhal, aparentemente, passa-se algo semelhante. Ainda não se sabe muito bem como foi parar ao comando técnico do Sporting. Mas, graças a uma (bela) vitória contra o FC Porto, arrisca-se a ficar mesmo assim mais uma época. Vamos ver como corre o final desta.
2010/02/26
Boas notícias assim não as tínhamos há muito
Começa por ser o "ministro" como líder do futebol. É uma incógnita, mas dá alguma esperança. Segue-se o resultado de ontem (normal contra equipas inlgesas que não os quatro "grandes"), e sobretudo a exibição - a melhor da época. Mas o melhor de tudo é a confirmação da permanência do melhor jogador do Sporting. Bem vindo, Izmailov!
2010/02/25
Um desastre anunciado há dois anos
É uma altura de dor (pois ninguém o nega) tristeza e luto nacional (ninguém o contesta), mas se se apontar o dedo aos responsáveis pelo caos urbanístico que ampliou as consequências desta tragédia (o principal é, sem dúvida, o governo regional) é-se acusado de "canalhice" e de "fazer política baixa". Francamente espanta-me como, com um ambiente destes (criado pela direita) há gente que ainda tem o topete de estar sempre a falar na "ditadura do politicamente correto". O que sucedeu na Madeira poderia suceder: já se sabia há anos, como demonstra este documentário que me foi indicado pelo Rui Curado Silva. Há dez anos caiu uma ponte em Entre-os-Rios e dezenas de pessoas morreram afogadas; o então ministro das obras públicas (um político por quem não tenho especial simpatia) disse que a culpa "não podia morrer solteira" e demitiu-se. (E não é claro que fosse ele o responsável pelo sucedido.) Na catástrofe da Madeira, onde, apesar da intempérie ser grande, a desgraça tem responsáveis muito mais claros, será que a culpa vai morrer solteira?
Também publicado no Esquerda Republicana
2010/02/24
2010/02/23
Tristes tempos em que até Isaltino pode fazer figura de homem honrado
Isaltino Morais não prolonga contrato entre Tagus Park e Figo
Despropositada é a comparação "A Câmara de Oeiras vai fazer tudo para que não haja partidarização do Tagus Park. É mau se o pólo se transformar em mais uma empresa pública para acolher os boys daqui ou de além". Logo a Câmara de Oeiras, esse exemplo de seriedade.
Também publicado no Esquerda Republicana
Despropositada é a comparação "A Câmara de Oeiras vai fazer tudo para que não haja partidarização do Tagus Park. É mau se o pólo se transformar em mais uma empresa pública para acolher os boys daqui ou de além". Logo a Câmara de Oeiras, esse exemplo de seriedade.
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2010/02/19
E as fotocópias com saliva?
Nem é particularmente a "teatralidade" o que mais me incomoda no espetáculo que Mário Crespo deu esta semana na Comissão Parlamentar. O fulano tem o direito a ser um mau ator. O que me incomodou, e tratou-se de um péssimo exemplo, foi Crespo lamber os dedos antes de distribuir uma folha a cada deputado (com uma "crónica" ridícula que toda a gente já tinha lido). Além de mau cronista é porco. Ninguém lhe disse isso?
Também publicado no Esquerda Republicana
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2010/02/17
2010/02/12
Leitura recomendada
O candidato peronista, por Ana Gomes.
E o “Sol” brilhará para todos nós, por Daniel Oliveira. Imperdível. Não resisto a transcrever aqui:
E o “Sol” brilhará para todos nós, por Daniel Oliveira. Imperdível. Não resisto a transcrever aqui:
2010/02/10
Sobre violação de emails (de trabalho)
Vale a pena ler o editorial da Nature sobre o caso dos emails roubados aos investigadores de climatologia. Cheguei lá via Klepsýdra.
Também publicado no Esquerda Republicana
"Nothing in the e-mails undermines the scientific case that global warming is real — or that human activities are almost certainly the cause. That case is supported by multiple, robust lines of evidence, including several that are completely independent of the climate reconstructions debated in the e-mails."Transcrevo mesmo as palavras do Rui Curado Silva:
Não vale a pena os niilistas do costume recorrerem à esquizofrenia conspirativa tentando descredibilizar a revista Nature. É a melhor revista científica, onde são publicados os melhores trabalhos científicos. É na Nature que se publica a ciência que dá prémios Nobel, é na Nature que se publica a ciência que nos permite ter uma vida extremamente confortável atrás de televisores, de volantes de automóveis, de écrans de computadores, que nos permite usar um GPS para nos orientarmos no deserto, enviar satélites de comunicações para o espaço e desfrutar da enciclopédia infinita que é a internet. É por ali que passa a verdadeira ciência. Qual é a ciência associada às parcas referências dos niilista do aquecimento global? Talvez a ciência da exploração de poços de petróleo...
Também publicado no Esquerda Republicana
2010/02/09
Uma petição para assinar
Mais direitos para os trabalhadores precários: esta justíssima petição exige mais justiça nas contribuições para a Segurança Social, o fim dos falsos recibos verdes. São os últimos dias para assiná-la, antes que seja entregue na Assembleia da República. Eu já a assinei em papel; quem quiser assiná-la na rede pode fazê-lo aqui.
Também publicado no Esquerda Republicana
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2010/02/08
Censura? Eu chamaria antes PIDE...
Mário Crespo com Kaúlza de Arriaga - foto roubada ao Arrastão
Também publicado no Esquerda Republicana
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