2007/04/17

Mais um massacre na terra das oportunidades

Que posso dizer sobre o massacre da Universidade da Virginia? Recomendar a todos (uma vez mais) que vejam o Bowling for Columbine e, de uma forma algo egoísta, agradecer aos alunos da State University of New York onde estudei serem gente tão tranquila e permitirem-me estar aqui a escrever-vos.
É nestas alturas que a omnipresença da polícia na sociedade americana (em particular, neste caso, nas universidades) parece justificada. É evidente que o policiamento é importante (em particular, deveria ser maior em Portugal em geral), mas - como mais este triste caso demonstra - não resolve tudo. O grande problema da sociedade americana, a causa da insegurança, está no livre porte de armas. A solução está no controle do porte de armas, que é preferível à manutenção do estado actual, que é uma sociedade policial e securitária. Se há quem veja nesse controle uma restrição das liberdades pessoais (e daí?), pergunto-me: e o que verão numa sociedade policial e armada até aos dentes?

2007/04/16

Euler na blogosfera

"Geralmente um grande cientista fica imortalizado por uma contribuição central na sua carreira: a Gravitação de Newton, a Lei de Gauss, a Hipótese de Riemann, a Relatividade de Einstein. Mas, se um matemático referir no abstracto o “Teorema de Euler”, ninguém poderá sequer saber de que ramo da Matemática está ele a falar, tal a abrangência do seu legado científico." (Jorge Buescu, De Rerum Natura.)

"Leonhard Euler: 300th anniversary
Written three centuries after the birth of a famous 18th century string theorist
(...)
As you can see, Euler was quite an impressive mathematically-inclined string theorist who was ahead of his time. He counts as the most prolific mathematician of all time and a guy who wasn't stopped by blindness. I wonder whether back in the 18th century, aggressive crackpots were attacking Euler for not being sufficiently scientific just like they do today."
(Lubos Motl, The Reference Frame.)

O Insurgente no buraco negro

Quando os soviéticos colocaram o primeiro satélite em órbita, o Sputnik, a reacção de um responsável do regime salazarista foi de incredulidade: tudo não passava de “propaganda comunista”. Colocar um satélite em órbita implicava vencer a gravidade (neste caso da Terra), e tal não era possível (pelo menos por parte dos soviéticos). O regime salazarista vivia assim num buraco negro (de cuja gravidade não se pode efectivamente escapar), sem nenhuma comunicação com o exterior, e queria puxar Portugal para lá. É natural que o mesmo se passe com o mais salazarista dos blogues, e com alguns dos seus elementos, salazaristas ou não. Refiro-me, é claro, ao Insurgente e a este texto de Bruno Alves onde, no meio de uma série de delírios, o autor garante que “a gravidade vence sempre", isto é, não se pode escapar à gravidade. A total falta de contacto com a realidade exterior que o texto evidencia só o confirma: o autor escreve, pelos vistos, do interior de um buraco negro.

2007/04/15

Leonhard Euler



A mais bela equação da Matemática, que relaciona os cinco principais números, deve-se a este matemático nascido há 300 anos em Basileia. De entre as suas inúmeras contribuições para a Matemática, destaco as mais simples (não requerem conhecimentos técnicos para serem entendidas) e, por isso mesmo, mais poderosas. Outro exemplo, que ninguém antes tinha provado: num poliedro, o número de faces mais o de vértices é igual ao de arestas mais dois (f+v=a+2). E muito mais. Euler é seguramente das pessoas a quem a Matemática mais deve. A imagem da mais bela equação acima é extraída do Público, que publica hoje uma excelente evocação do cientista, por Ana Gerschenfeld.

2007/04/14

Encontro Público com a Ciência

Em Lisboa, é no Pavilhão do Conhecimento. A entrada é gratuita. Passem por lá.

2007/04/13

Esta é a razão do meu desconsolo

Do Público de hoje. Da entrevista de José Sócrates:

O fax do "desconsolo"

"Foi mandado em Novembro de 1996. O professor Luís Arouca convidou-me para dar aulas na universidade, depois de eu me licenciar. E eu estava tentado a aceitar, achava até honroso o convite. Depois descobri que não podia dar aulas porque estava impedido por lei. E mandei as duas leis, fundamentalmente a de 95 como digo no fax, em que é referido a expressa incompatibilidade de funções entre membros do Governo e qualquer actividade regular de dar aulas. O desconsolo é por isso, é por não ter podido aceitar"
É assim que se contratam docentes do ensino superior em Portugal. Nas "universidades" privadas de vão de escada, tipo "Independente", é o pão-nosso de cada dia. Ele é Sócrates, ele é Marques Mendes, ele é Santana, ele é Alberto João... Tudo grandes académicos.
Sr. ministro do Ensino Superior, caro prof. Mariano Gago, e se pensasse nisto? Se se certificasse de que as universidades contratavam gente competente, já viu quantos mais bolseiros poderiam estar empregados? Ficava bem para as estatísticas de que o prof. tanto gosta...

A gente vê-se por aí, Odete

2007/04/12

A notícia do "Público" não é verdadeira

Refiro-me a este caso, sobre o qual tanta asneira se tem escrito na última semana. Imaginem se fosse com o Benfica...

"Yours": deve fazer parte da cadeira de inglês técnico

«O primeiro-ministro salientou que fazia parte de uma turma "especial", criada por alunos oriundos de outras instituições, para explicar a razão pela qual o seu professor de Inglês Técnico, o reitor Luís Arouca, não terá sido o regente dessa cadeira do curso de Engenharia Civil. (...) E, sobre o facto de ter usado como forma de se despedir, numa carta ao reitor Luís Arouca, antes de ter aulas na Independente, a expressão "do seu José Sócrates" garantiu que "costuma sempre terminar as cartas desta forma".» (Do Público de hoje.)

2007/04/11

O engenheiro da discórdia

Nunca concluiu nenhuma licenciatura. Tem um bacharelato. É engenheiro técnico. Mas toda a gente o trata por "engenheiro". Todos lhe reconhecem uma honestidade e uma firmeza de carácter a toda a prova. Estará este homem a enganar toda a gente? Ou será Portugal simplesmente um país mais obcecado por títulos do que por competência?

2007/04/10

Sobre o novo aeroporto

A minha opinião não está ainda muito bem definida, mas creio que estou a ficar mais bem informado, devido à discussão (finalmente) séria que começou nos últimos dias.
Como é lógico, antes de se discutir a localização de um novo aeroporto, o(s) governo(s) deveria(m) convencer-nos de que este novo aeroporto era mesmo necessário, algo que ninguém fez convincentemente.
À partida inclinava-me para uma solução “Portela + 1”, como o Daniel Oliveira. Expandir-se-ia a Portela a Figo Maduro, e construia-se outro aeroporto para “low-costs”. Só que, ao contrário do que o Daniel Oliveira sugere como possibilidade, um segundo aeroporto pequeno não pode ser na Ota. Devido à natureza do terreno e às terraplanagens, um aeroporto na Ota só se torna viável se tiver as dimensões sugeridas pelo projecto do governo. Não pode ser mais pequeno (a construção não é economicamente viável). Não pode ser maior (o aeroporto da Ota não pode ser expandido, o que é um dos seus maiores handicaps). Não pode haver uma “Otinha”. Tem de ser daquele tamanho e só daquele tamanho. Isto é uma questão técnica e não política.
Dito isto, o comentário que mais me convenceu da necessidade de um novo (grande) aeroporto surge no mesmo texto do Daniel Oliveira, foi colocado às 0:38 de 28 de Março e é da autoria de uma leitora, identificada simplesmente como “nanda” mas que parece saber muito bem o que diz. Sugiro a todos que o leiam. Quem acha que não é preciso um novo grande aeroporto deve rebater aqueles argumentos.
A partir daqui, há que discutir finalmente a localização do novo aeroporto. Por motivos ecológicos e ambientais, Rio Frio deve ficar fora de questão. Mas ainda assim parece-me preferível uma localização a sul do Tejo. Porque existe uma fracção muito significativa da população portuguesa que vive na margem sul do Tejo, e para quem a localização do aeroporto na Ota não é muito conveniente. Um aeroporto a sul do Tejo estaria próximo de mais pessoas do que na Ota. Ao mesmo tempo, estaria mais próximo de uma ligação de TGV a Badajoz, e mais longe do Porto. De forma a não subalternizar o aeroporto do Porto e o norte do país, parece-me preferível que o novo aeroporto se situe fora do eixo Lisboa-Porto, que ao que parece já vai ser servido pelo TGV.
A isto há que acrescentar os inconvenientes da Ota que já referi: a necessidade das terraplanagens e a pouca ou nenhuma flexibilidade quanto à área.
Espero que, uma vez confirmada a sua indispensabilidade, o projecto do novo aeroporto vá para diante, mas antes espero que se leve a cabo uma discussão aprofundada. Aguardo por mais esclarecimentos.

Publicado também no Cinco Dias.

2007/04/09

Para quem quer ver a Fórmula 1

...e não tem SportTV ou outro canal de acesso pago: existe sempre o YouTube. Para um resumo, um link útil é Historias del motor.

2007/04/08

Carinhoso

Passaram a semana passada cem anos sobre o nascimento de Carlos Alberto Ferreira Braga, o Braguinha (também conhecido por João do Barro), exímio compositor de sambas falecido no final de 2006. Uma das suas obras mais conhecidas é a letra um choro composto por Pixinguinha, Carinhoso. Para evocar o seu centenário, fiquemos com Carinhoso, interpretada pelo genialmente desafinado João Gilberto. O que é que eu estou a dizer? O João nunca desafina; os instrumentos é que não o acompanham a cantar. Espero que apreciem. Ouvir o João Gilberto é para mim uma tarde bem passada.

2007/04/07

Ferrari

A histórica marca de Maranello completou 60 anos esta semana. Um dos meus poucos desvios burgueses que ue tenho que admitir é gostar da Ferrari. Mas para gostar de Fórmula 1 sendo de esquerda há a Ferrari que, afinal, é um símbolo de Modena (daí o escudo amarelo no símbolo) e da Emilia-Romagna, a região historicamente mais à esquerda da Itália. Talvez por isso os carros sejam sempre vermelhos. Na véspera de mais um grande prémio, forza Ferrari!

2007/04/05

“Those people can be so touchy!”


É claro que não se pode criticar a Bomba Inteligente sem aparecerem logo os fãs. E é mais claro ainda que não se pode associar a palavra “judeu” a um adjectivo depreciativo sem aparecerem logo acusações de “anti-semita”. Há três anos que ninguém me chamava “anti-semita”. Já tinha saudades. Devo este insulto, desta vez, ao leitor Júlio Silva Cunha, nos comentários, que aparentemente se incomodou por eu ter explicitado a religião de Sarah Silverman quando lhe chamei racista.
Há uns meses a actriz Daniela Ruah era a capa da revista Notícias Sábado. Daniela, para quem não a conhece, é protagonista de uma telenovela actualmente em exibição na TVI. O título de capa da revista era “a bela judia”. E, de facto, correspondia à verdade: Daniela é bela e consta que é judia. Mas também corresponderia totalmente à verdade um título como “a judia da voz esganiçada”. Eu que o diga, que todas as quintas feiras (como hoje) apanho uma bem sefardita dor de cabeça graças aos gritos daquela actriz na referida novela, que tenho que ver (e mais a ligação diária ao programa As Bombas e os Inteligentes. O que um tipo tem que aturar se quer ver do princípio o Dr. House!
Não vi Júlio Silva Cunha nem nenhum leitor da revista chamar “anti-semita” àquela capa, apesar de o “judia” ser bem explícito. Porquê? Porque vinha acompanhado de um elogio. Já um título como “a judia da voz esganiçada” seria rapidamente considerado ofensivo para toda a comunidade judaica. Indignações selectivas... que nem têm a ver com tratar-se de judeus. Se se substituísse “judia” por “negra”, ou “católica” ou “portuguesa” a indignação seria a mesma. E porquê? Porque a etnia (neste caso, “judia”) não tem nada a ver com a voz esganiçada. Mas também não tem nada a ver com a beleza...
No caso de Sarah Silverman incluí uma referência à sua etnia, associada ao seu racismo. Não porque, evidentemente, o racismo seja associável aos judeus. Bem pelo contrário: devido ao racismo de que sempre forma vítimas, parece-me ainda mais chocante encontrar um judeu (ou um negro) racista. Daí a minha referência.
Sarah Silverman é uma boa representante daquilo a que se chama uma “princesa judia”, um conceito bem definido nos EUA e com direito a entrada na wikipédia (será que Júlio Silva Cunha também vê anti-semitismo na wikipédia?). O melhor exemplo de uma “princesa judia” na blogosfera portuguesa é, justamente, a bomba inteligente Carla Quevedo (demonstra-o quotidianamente no seu blogue). Bem mais do que a saudosa Ana Albergaria, com quem eu tive algumas altercações (mas de quem tenho sinceras saudades). A Ana Albergaria manifestava alguma preocupação com o mundo que a rodeava (mesmo que eu nunca concordasse com ela), nunca escondia o que era e tinha um grande sentido de humor (até ensinava a malta a fazer croquetes!). A aburguesada blogosfera portuguesa (de esquerda e de direita) gosta muito da escrita da “princesa judia” portuguesa. Eu, que sou culturalmente proletário, não gosto de príncipes nem de princesas, judeus ou de qualquer outra etnia. Mas desejo a todos (de qualquer crença ou não-crença) uma Páscoa feliz e cheia de coisas boas.

2007/04/04

James Watson

Vale a pena ler a entrevista de Teresa Firmino ao descobridor da estrutura do ADN, director do laboratório de Cold Spring Harbor e Prémio Nobel da Medicina, no Público de sábado. O Tiago Barbosa Ribeiro reproduz algumas partes.















Falando de genética: estou de acordo com o biólogo quanto às suas opiniões sobre transgénicos. Estou de acordo com o lamentar o medo que a esquerda muitas vezes tem da ciência (em particular da genética). Estou de acordo em que esse medo não deve parar a investigação. Estou de acordo que, em questões científicas, a política não deve ser mais forte do que a ciência (será que o Tiago concorda com este ponto?).
Não posso estar de acordo com a redução do ambientalismo social a uma simples luta contra as grandes empresas. E fico aterrorizado com a ideia algo hitleriana de "pagar às pessoas com sucesso para terem filhos" (complementada com a sugestão de "pagar aos pobres para não terem filhos"!). Pode ser verdade que as pessoas com sucesso não estejam a ter filhos e que a taxa de natalidade dos países desenvolvidos esteja a cair. Pode ser verdade que a inteligência e a ambição (importantes para o sucesso) sejam genéticas. Mas podem ser estimuladas ao longo da vida. E enquanto a inteligência é absoluta, o sucesso é relativo.
Não me incomoda nada que se utilize a genética para produzir mais e melhores alimentos para toda a humanidade. Não recuso de todo a ideia de se utilizar a genética na cura de certas doenças. Mas recuso que a genética tenha o papel que só a evolução natural da espécie humana deve ter.

2007/04/03

As bombas e os inteligentes

Está a dar grande polémica o mais recente reality show da TVI, A Bela e o Mestre, por reforçar o estereótipo das mulheres belas e fúteis e dos homens feios e inteligentes. Fui obrigado a ir assistindo a algumas partes na semana passada, ao mesmo tempo que ia lendo qualquer coisa, no domingo (no intervalo do programa desportivo) e na segunda, enquanto aguardava por um filme que à última hora não deu. Estes directos não estavam programados nem anunciados e apanhavam de surpresa o telespectador incauto que esperava ver outro programa, mas são permitidos pela Lei de Televisão que (ainda) vamos tendo. Por pouco tempo, espero.
O Daniel Oliveira espanta-se por não perceber o que fazem no júri Rui Zink e Clara Pinto Correia. Eu vejo Carlos Quevedo e percebo tudo. Num instante tudo faz sentido. Se as participantes no referido programa querem causar boa impressão ao Carlos Quevedo, mostrem-lhe que são capazes do que ele aparentemente mais gosta. Digam-lhe que “hoje acordaram assim...” Não vale a pena (e nem convém) saberem quem é Fidel Castro ou Mikhail Gorbatchov; é preferível afirmarem publicamente que “não respeitam o Islão” ao som da racista judia Sarah Silverman. A mais completa tradução deste programa já existe, na blogosfera portuguesa, há uns bons anos. Admiro-me como as feministas portuguesas não percebem (ou fingem não perceber) isso.

2007/04/02

O primeiro de Abril do "Ciência Hoje"

O caso foi contado no De Rerum Natura (aqui vai em latim) e no Esquerda Republicana. Gostaria de saudar Jorge Buescu pela atitude que tomou e pelos princípios que defende para uma página como o Ciência Hoje. É que já não é a primeira vez que a pseudociência tem voz (infelizmente) naquela página (que, como refere o Ricardo Alves, é meritória e bem intencionada). Refiro-me concretamente a textos como este, cujo autor se apresenta como responsável por um blogue, sem mostrar nenhumas outras credenciais... que não podia. De facto o autor é engenheiro, o seu grau académico mais elevado é um mestrado (não sei por que universidade) e é professor numa universidade privada portuguesa (não sei em qual, nem de quê). Não sabemos que contribuições deu para a investigação neste assunto, que artigos publicou, em que revistas... Para enriquecer o currículo, poderia acrescentar ser referido frequentemente em tons elogiosos pelo insurgente André Azevedo Alves, que como se sabe é reconhecido pela sua isenção, independência e amor pela ciência... E é com estas credenciais que escreve no Ciência Hoje, onde põe em causa uma explicação de um facto aceite por 90% dos melhores especialistas mundiais. Felizmente o seu texto é bem refutado (logo) nos comentários, mas nem sempre se pode esperar que isso aconteça. Para o futuro, e para evitar mais casos como o que deu origem à saída de Jorge Buescu, sugiro assim ao Ciência Hoje mais cuidado com os textos de “opinião” que aceita, pois embora seja desejável e necessária a discussão em ciência, tal não se reduz à “opinião” e nem a torna democrática... Caso contrário, vemo-nos reduzidos às famosas teses de Boaventura de Sousa Santos.

Novos blogues

O do camarada Francisco Frazão, Fábrica Sombria. A pouco e pouco o velho Blogue de Esquerda está todo de volta.
O Sobre a Natureza das Coisas, já bastante conhecido e com uma constelação de autores, dos quais desejo destacar (a título pessoal) os bem conhecidos Carlos Fiolhais e Jorge Buescu (da divulgação científica) e Palmira Silva (da blogosfera).
Este blogue tem um título qualquer em latim, mas designo-o neste texto pelo seu título em português pois, para mim, o latim é uma língua de fachos e padres.
A ambos os blogues quero endereçar os meus mais calorosos cumprimentos (apesar de atrasados) e votos de boas vindas.

2007/04/01

Dia de Costanza

Era assim que, em homenagem ao maior de todos, o dia dos mentirosos deveria ser renomeado.