2007/04/12

A notícia do "Público" não é verdadeira

Refiro-me a este caso, sobre o qual tanta asneira se tem escrito na última semana. Imaginem se fosse com o Benfica...

"Yours": deve fazer parte da cadeira de inglês técnico

«O primeiro-ministro salientou que fazia parte de uma turma "especial", criada por alunos oriundos de outras instituições, para explicar a razão pela qual o seu professor de Inglês Técnico, o reitor Luís Arouca, não terá sido o regente dessa cadeira do curso de Engenharia Civil. (...) E, sobre o facto de ter usado como forma de se despedir, numa carta ao reitor Luís Arouca, antes de ter aulas na Independente, a expressão "do seu José Sócrates" garantiu que "costuma sempre terminar as cartas desta forma".» (Do Público de hoje.)

2007/04/11

O engenheiro da discórdia

Nunca concluiu nenhuma licenciatura. Tem um bacharelato. É engenheiro técnico. Mas toda a gente o trata por "engenheiro". Todos lhe reconhecem uma honestidade e uma firmeza de carácter a toda a prova. Estará este homem a enganar toda a gente? Ou será Portugal simplesmente um país mais obcecado por títulos do que por competência?

2007/04/10

Sobre o novo aeroporto

A minha opinião não está ainda muito bem definida, mas creio que estou a ficar mais bem informado, devido à discussão (finalmente) séria que começou nos últimos dias.
Como é lógico, antes de se discutir a localização de um novo aeroporto, o(s) governo(s) deveria(m) convencer-nos de que este novo aeroporto era mesmo necessário, algo que ninguém fez convincentemente.
À partida inclinava-me para uma solução “Portela + 1”, como o Daniel Oliveira. Expandir-se-ia a Portela a Figo Maduro, e construia-se outro aeroporto para “low-costs”. Só que, ao contrário do que o Daniel Oliveira sugere como possibilidade, um segundo aeroporto pequeno não pode ser na Ota. Devido à natureza do terreno e às terraplanagens, um aeroporto na Ota só se torna viável se tiver as dimensões sugeridas pelo projecto do governo. Não pode ser mais pequeno (a construção não é economicamente viável). Não pode ser maior (o aeroporto da Ota não pode ser expandido, o que é um dos seus maiores handicaps). Não pode haver uma “Otinha”. Tem de ser daquele tamanho e só daquele tamanho. Isto é uma questão técnica e não política.
Dito isto, o comentário que mais me convenceu da necessidade de um novo (grande) aeroporto surge no mesmo texto do Daniel Oliveira, foi colocado às 0:38 de 28 de Março e é da autoria de uma leitora, identificada simplesmente como “nanda” mas que parece saber muito bem o que diz. Sugiro a todos que o leiam. Quem acha que não é preciso um novo grande aeroporto deve rebater aqueles argumentos.
A partir daqui, há que discutir finalmente a localização do novo aeroporto. Por motivos ecológicos e ambientais, Rio Frio deve ficar fora de questão. Mas ainda assim parece-me preferível uma localização a sul do Tejo. Porque existe uma fracção muito significativa da população portuguesa que vive na margem sul do Tejo, e para quem a localização do aeroporto na Ota não é muito conveniente. Um aeroporto a sul do Tejo estaria próximo de mais pessoas do que na Ota. Ao mesmo tempo, estaria mais próximo de uma ligação de TGV a Badajoz, e mais longe do Porto. De forma a não subalternizar o aeroporto do Porto e o norte do país, parece-me preferível que o novo aeroporto se situe fora do eixo Lisboa-Porto, que ao que parece já vai ser servido pelo TGV.
A isto há que acrescentar os inconvenientes da Ota que já referi: a necessidade das terraplanagens e a pouca ou nenhuma flexibilidade quanto à área.
Espero que, uma vez confirmada a sua indispensabilidade, o projecto do novo aeroporto vá para diante, mas antes espero que se leve a cabo uma discussão aprofundada. Aguardo por mais esclarecimentos.

Publicado também no Cinco Dias.

2007/04/09

Para quem quer ver a Fórmula 1

...e não tem SportTV ou outro canal de acesso pago: existe sempre o YouTube. Para um resumo, um link útil é Historias del motor.

2007/04/08

Carinhoso

Passaram a semana passada cem anos sobre o nascimento de Carlos Alberto Ferreira Braga, o Braguinha (também conhecido por João do Barro), exímio compositor de sambas falecido no final de 2006. Uma das suas obras mais conhecidas é a letra um choro composto por Pixinguinha, Carinhoso. Para evocar o seu centenário, fiquemos com Carinhoso, interpretada pelo genialmente desafinado João Gilberto. O que é que eu estou a dizer? O João nunca desafina; os instrumentos é que não o acompanham a cantar. Espero que apreciem. Ouvir o João Gilberto é para mim uma tarde bem passada.

2007/04/07

Ferrari

A histórica marca de Maranello completou 60 anos esta semana. Um dos meus poucos desvios burgueses que ue tenho que admitir é gostar da Ferrari. Mas para gostar de Fórmula 1 sendo de esquerda há a Ferrari que, afinal, é um símbolo de Modena (daí o escudo amarelo no símbolo) e da Emilia-Romagna, a região historicamente mais à esquerda da Itália. Talvez por isso os carros sejam sempre vermelhos. Na véspera de mais um grande prémio, forza Ferrari!

2007/04/05

“Those people can be so touchy!”


É claro que não se pode criticar a Bomba Inteligente sem aparecerem logo os fãs. E é mais claro ainda que não se pode associar a palavra “judeu” a um adjectivo depreciativo sem aparecerem logo acusações de “anti-semita”. Há três anos que ninguém me chamava “anti-semita”. Já tinha saudades. Devo este insulto, desta vez, ao leitor Júlio Silva Cunha, nos comentários, que aparentemente se incomodou por eu ter explicitado a religião de Sarah Silverman quando lhe chamei racista.
Há uns meses a actriz Daniela Ruah era a capa da revista Notícias Sábado. Daniela, para quem não a conhece, é protagonista de uma telenovela actualmente em exibição na TVI. O título de capa da revista era “a bela judia”. E, de facto, correspondia à verdade: Daniela é bela e consta que é judia. Mas também corresponderia totalmente à verdade um título como “a judia da voz esganiçada”. Eu que o diga, que todas as quintas feiras (como hoje) apanho uma bem sefardita dor de cabeça graças aos gritos daquela actriz na referida novela, que tenho que ver (e mais a ligação diária ao programa As Bombas e os Inteligentes. O que um tipo tem que aturar se quer ver do princípio o Dr. House!
Não vi Júlio Silva Cunha nem nenhum leitor da revista chamar “anti-semita” àquela capa, apesar de o “judia” ser bem explícito. Porquê? Porque vinha acompanhado de um elogio. Já um título como “a judia da voz esganiçada” seria rapidamente considerado ofensivo para toda a comunidade judaica. Indignações selectivas... que nem têm a ver com tratar-se de judeus. Se se substituísse “judia” por “negra”, ou “católica” ou “portuguesa” a indignação seria a mesma. E porquê? Porque a etnia (neste caso, “judia”) não tem nada a ver com a voz esganiçada. Mas também não tem nada a ver com a beleza...
No caso de Sarah Silverman incluí uma referência à sua etnia, associada ao seu racismo. Não porque, evidentemente, o racismo seja associável aos judeus. Bem pelo contrário: devido ao racismo de que sempre forma vítimas, parece-me ainda mais chocante encontrar um judeu (ou um negro) racista. Daí a minha referência.
Sarah Silverman é uma boa representante daquilo a que se chama uma “princesa judia”, um conceito bem definido nos EUA e com direito a entrada na wikipédia (será que Júlio Silva Cunha também vê anti-semitismo na wikipédia?). O melhor exemplo de uma “princesa judia” na blogosfera portuguesa é, justamente, a bomba inteligente Carla Quevedo (demonstra-o quotidianamente no seu blogue). Bem mais do que a saudosa Ana Albergaria, com quem eu tive algumas altercações (mas de quem tenho sinceras saudades). A Ana Albergaria manifestava alguma preocupação com o mundo que a rodeava (mesmo que eu nunca concordasse com ela), nunca escondia o que era e tinha um grande sentido de humor (até ensinava a malta a fazer croquetes!). A aburguesada blogosfera portuguesa (de esquerda e de direita) gosta muito da escrita da “princesa judia” portuguesa. Eu, que sou culturalmente proletário, não gosto de príncipes nem de princesas, judeus ou de qualquer outra etnia. Mas desejo a todos (de qualquer crença ou não-crença) uma Páscoa feliz e cheia de coisas boas.

2007/04/04

James Watson

Vale a pena ler a entrevista de Teresa Firmino ao descobridor da estrutura do ADN, director do laboratório de Cold Spring Harbor e Prémio Nobel da Medicina, no Público de sábado. O Tiago Barbosa Ribeiro reproduz algumas partes.















Falando de genética: estou de acordo com o biólogo quanto às suas opiniões sobre transgénicos. Estou de acordo com o lamentar o medo que a esquerda muitas vezes tem da ciência (em particular da genética). Estou de acordo em que esse medo não deve parar a investigação. Estou de acordo que, em questões científicas, a política não deve ser mais forte do que a ciência (será que o Tiago concorda com este ponto?).
Não posso estar de acordo com a redução do ambientalismo social a uma simples luta contra as grandes empresas. E fico aterrorizado com a ideia algo hitleriana de "pagar às pessoas com sucesso para terem filhos" (complementada com a sugestão de "pagar aos pobres para não terem filhos"!). Pode ser verdade que as pessoas com sucesso não estejam a ter filhos e que a taxa de natalidade dos países desenvolvidos esteja a cair. Pode ser verdade que a inteligência e a ambição (importantes para o sucesso) sejam genéticas. Mas podem ser estimuladas ao longo da vida. E enquanto a inteligência é absoluta, o sucesso é relativo.
Não me incomoda nada que se utilize a genética para produzir mais e melhores alimentos para toda a humanidade. Não recuso de todo a ideia de se utilizar a genética na cura de certas doenças. Mas recuso que a genética tenha o papel que só a evolução natural da espécie humana deve ter.

2007/04/03

As bombas e os inteligentes

Está a dar grande polémica o mais recente reality show da TVI, A Bela e o Mestre, por reforçar o estereótipo das mulheres belas e fúteis e dos homens feios e inteligentes. Fui obrigado a ir assistindo a algumas partes na semana passada, ao mesmo tempo que ia lendo qualquer coisa, no domingo (no intervalo do programa desportivo) e na segunda, enquanto aguardava por um filme que à última hora não deu. Estes directos não estavam programados nem anunciados e apanhavam de surpresa o telespectador incauto que esperava ver outro programa, mas são permitidos pela Lei de Televisão que (ainda) vamos tendo. Por pouco tempo, espero.
O Daniel Oliveira espanta-se por não perceber o que fazem no júri Rui Zink e Clara Pinto Correia. Eu vejo Carlos Quevedo e percebo tudo. Num instante tudo faz sentido. Se as participantes no referido programa querem causar boa impressão ao Carlos Quevedo, mostrem-lhe que são capazes do que ele aparentemente mais gosta. Digam-lhe que “hoje acordaram assim...” Não vale a pena (e nem convém) saberem quem é Fidel Castro ou Mikhail Gorbatchov; é preferível afirmarem publicamente que “não respeitam o Islão” ao som da racista judia Sarah Silverman. A mais completa tradução deste programa já existe, na blogosfera portuguesa, há uns bons anos. Admiro-me como as feministas portuguesas não percebem (ou fingem não perceber) isso.

2007/04/02

O primeiro de Abril do "Ciência Hoje"

O caso foi contado no De Rerum Natura (aqui vai em latim) e no Esquerda Republicana. Gostaria de saudar Jorge Buescu pela atitude que tomou e pelos princípios que defende para uma página como o Ciência Hoje. É que já não é a primeira vez que a pseudociência tem voz (infelizmente) naquela página (que, como refere o Ricardo Alves, é meritória e bem intencionada). Refiro-me concretamente a textos como este, cujo autor se apresenta como responsável por um blogue, sem mostrar nenhumas outras credenciais... que não podia. De facto o autor é engenheiro, o seu grau académico mais elevado é um mestrado (não sei por que universidade) e é professor numa universidade privada portuguesa (não sei em qual, nem de quê). Não sabemos que contribuições deu para a investigação neste assunto, que artigos publicou, em que revistas... Para enriquecer o currículo, poderia acrescentar ser referido frequentemente em tons elogiosos pelo insurgente André Azevedo Alves, que como se sabe é reconhecido pela sua isenção, independência e amor pela ciência... E é com estas credenciais que escreve no Ciência Hoje, onde põe em causa uma explicação de um facto aceite por 90% dos melhores especialistas mundiais. Felizmente o seu texto é bem refutado (logo) nos comentários, mas nem sempre se pode esperar que isso aconteça. Para o futuro, e para evitar mais casos como o que deu origem à saída de Jorge Buescu, sugiro assim ao Ciência Hoje mais cuidado com os textos de “opinião” que aceita, pois embora seja desejável e necessária a discussão em ciência, tal não se reduz à “opinião” e nem a torna democrática... Caso contrário, vemo-nos reduzidos às famosas teses de Boaventura de Sousa Santos.

Novos blogues

O do camarada Francisco Frazão, Fábrica Sombria. A pouco e pouco o velho Blogue de Esquerda está todo de volta.
O Sobre a Natureza das Coisas, já bastante conhecido e com uma constelação de autores, dos quais desejo destacar (a título pessoal) os bem conhecidos Carlos Fiolhais e Jorge Buescu (da divulgação científica) e Palmira Silva (da blogosfera).
Este blogue tem um título qualquer em latim, mas designo-o neste texto pelo seu título em português pois, para mim, o latim é uma língua de fachos e padres.
A ambos os blogues quero endereçar os meus mais calorosos cumprimentos (apesar de atrasados) e votos de boas vindas.

2007/04/01

Dia de Costanza

Era assim que, em homenagem ao maior de todos, o dia dos mentirosos deveria ser renomeado.

2007/03/31

Águas de Março fechando o inverno

O mês de Março não foi quase nada chuvoso (pelo menos de onde escrevo, em Lisboa), mas nem por isso deixa de se ouvir as Águas de Março, especialmente neste ano, em que se comemoram os 80 anos do seu genial criador, o maestro soberano António Carlos Jobim.
O clipe do YouTube que a seguir revelo tem outra particularidade, pois desvenda uma história bem conhecida pelos bons apreciadores da música brasileira: por que razão, na gravação mais conhecida da canção, no álbum Elis & Tom de 1974, a partir de uma dada altura Elis Regina se descontrola e desmancha-se a rir? A razão pode ser vista neste vídeo, gravado durante as gravações do álbum. Eu compreendo o ataque de riso da Elis (face à atitude inesperada e surpreendente do Tom); quando eu vi o vídeo pela primeira vez, tive exactamente a mesma reacção. Uma pequena pérola a encerrar o mês.

2007/03/30

Lenine - o concerto


Vem muito bem descrito no Diário de Notícias.
Voltei a verificar algo que não via tão nitidamente desde Nova Iorque. Era o normal num concerto de música brasileira: nos lugares mais caros, americanos compenetrados tentam apreciar a música sem perceberem nada da letra. Nos lugares mais baratos, os brasileiros cantam e fazem a festa.
Na quarta feira, no Tivoli praticamente cheio, a plateia não dançou. Os mais animados eram os pernambucanos do segundo balcão.

2007/03/29

Um debate à portuguesa, com certeza

Tive o prazer de participar no debate da semana passada sobre os quatro anos da Guerra do Iraque, com a participação de dois membros residentes do Cinco Dias. No balanço, nota-se bem que aquele foi um debate “à portuguesa”, sem um grande confronto, onde todos procuravam estar de acordo. Numa coisa foi um debate diferente: foi permitida a participação da audiência, através de inscrições, algo muito pouco usual em Portugal.

Só que tal oportunidade foi utilizada, sobretudo, pelos suspeitos do costume, mais habituados e mais rápidos a pedirem a palavra. Foi assim que assistimos ainda a intervenções/comício de Vasco Lourenço, Garcia Pereira e Mário Tomé, entre outros. E foi assim que nos pudemos aperceber de que estes senhores não mudaram nada na forma de verem o mundo desde há trinta anos para cá.

Ainda consegui intervir, já perto do fim, para manifestar o meu pessimismo com a situação actual da União Europeia e o “erro colossal” que constituiu o chumbo da Constituição pela esquerda, na sequência da preocupação de Freitas do Amaral com a falta de espírito europeu dos países de leste, que estão mais interessados em se aliarem aos EUA e só contam com a Europa para receberem subsídios. Tivesse eu um pouco mais de tempo e talvez tivesse conseguido pôr os senhores da mesa todos uns contra os outros (ou pelo menos, por razões diferentes, todos contra mim). Ocasiões para isso não faltavam, desde o papel da Europa no mundo e a sua política de defesa à questão iraniana: até que ponto o Irão e o seu presidente constituem uma ameaça? Até onde eles poderão chegar? E até onde os poderemos deixar chegar? Estes temas mal foram abordados no debate, e por si só dariam um outro debate muito interessante e certamente sem consensos entre os membros da mesa.

Novidade (pelo menos para mim) foi ouvir alguém particularmente autorizado na matéria (Freitas do Amaral) denunciar a falta de espírito europeu e de cooperação por parte dos estados membros da Europa de Leste, nomeadamente a Polónia e a República Checa, que só parecem contar com a União Europeia para receber subsídios: em tudo o que tenha a ver com política externa, só contam com os Estados Unidos, e a estes nunca se oporão. É aqui que vale a pena parar para pensar e perguntar: não estaremos a andar depressa demais? Não teremos alargado a União de qualquer maneira, sem nos certificarmos de que os novos membros querem fazer parte de um projecto europeu?

Publicado também no Cinco Dias.

2007/03/28

O dia em que faremos contato


"É só no palco que a gente pode mensurar realmente o trabalho que a gente faz. Eu jamais estou dentro da casa de um ouvinte quando ele está ouvindo um disco meu. Mas no palco eu vejo a reacção de cada um."
"Existe um poeta que já faleceu, Paulo Leminski, que dizia uma coisa muito interessante acerca do poder. Ele dizia que o poder é o sexo dos velhos."
"A minha formação socialista não me permite esquecer que eu tenho na música uma ferramenta realmente de transformação. Eu acho que a música - e a arte de uma maneira geral - é uma ferramenta de transformação dos povos."
"Compor para a Bethânia é uma coisa, compor para a Maria Rita é outra, compor para a Fernanda Abreu é outra e compor para a Elba Ramalho é outra."
"Imitar é o início de tudo. Qualquer um dos grandes criadores pode se sentir fragilizado em dizer isso mas eu desacredito de qualquer intérprete ou músico ou compositor que tenha começado a sua carreira sem se espelhar em alguém. Você imita alguém até ao momento em que isso começa a te incomodar e você quer esconder isso e nesse processo descobre um caminho que é seu."

(Osvaldo Lenine Pimentel Macedo, entrevista a Carlos Vaz Marques, DNa, 9 de Dezembro de 2005)

Já tenho bilhetes para o concerto de logo à noite no Tivoli.

2007/03/27

Os escolhidos pelos portugueses



(Via Esquerda Republicana, via Avenida Central.)

Liberalismo e catolicismo

Do mais interessante que se pode ler na blogosfera presentemente são as reflexões de Pedro Arroja, com as quais concordo na maior parte. É claro que Pedro Arroja utiliza aquelas reflexões para defender o liberalismo, quando eu acho que só podem ser aplicadas justamente para mostrar os problemas do liberalismo. Daí a irritação que estas reflexões têm vindo a causar aos seus colegas de blogue. A não perder, aqui e aqui. Esta última, então, bem gostaria de a ter escrito, pois descreve uma experiência que me é bem familiar.