O mês de Março não foi quase nada chuvoso (pelo menos de onde escrevo, em Lisboa), mas nem por isso deixa de se ouvir as Águas de Março, especialmente neste ano, em que se comemoram os 80 anos do seu genial criador, o maestro soberano António Carlos Jobim.
O clipe do YouTube que a seguir revelo tem outra particularidade, pois desvenda uma história bem conhecida pelos bons apreciadores da música brasileira: por que razão, na gravação mais conhecida da canção, no álbum Elis & Tom de 1974, a partir de uma dada altura Elis Regina se descontrola e desmancha-se a rir? A razão pode ser vista neste vídeo, gravado durante as gravações do álbum. Eu compreendo o ataque de riso da Elis (face à atitude inesperada e surpreendente do Tom); quando eu vi o vídeo pela primeira vez, tive exactamente a mesma reacção. Uma pequena pérola a encerrar o mês.
2007/03/31
2007/03/30
Lenine - o concerto
Vem muito bem descrito no Diário de Notícias.
Voltei a verificar algo que não via tão nitidamente desde Nova Iorque. Era o normal num concerto de música brasileira: nos lugares mais caros, americanos compenetrados tentam apreciar a música sem perceberem nada da letra. Nos lugares mais baratos, os brasileiros cantam e fazem a festa.
Na quarta feira, no Tivoli praticamente cheio, a plateia não dançou. Os mais animados eram os pernambucanos do segundo balcão.
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Música
2007/03/29
Um debate à portuguesa, com certeza
Tive o prazer de participar no debate da semana passada sobre os quatro anos da Guerra do Iraque, com a participação de dois membros residentes do Cinco Dias. No balanço, nota-se bem que aquele foi um debate “à portuguesa”, sem um grande confronto, onde todos procuravam estar de acordo. Numa coisa foi um debate diferente: foi permitida a participação da audiência, através de inscrições, algo muito pouco usual em Portugal.
Só que tal oportunidade foi utilizada, sobretudo, pelos suspeitos do costume, mais habituados e mais rápidos a pedirem a palavra. Foi assim que assistimos ainda a intervenções/comício de Vasco Lourenço, Garcia Pereira e Mário Tomé, entre outros. E foi assim que nos pudemos aperceber de que estes senhores não mudaram nada na forma de verem o mundo desde há trinta anos para cá.
Ainda consegui intervir, já perto do fim, para manifestar o meu pessimismo com a situação actual da União Europeia e o “erro colossal” que constituiu o chumbo da Constituição pela esquerda, na sequência da preocupação de Freitas do Amaral com a falta de espírito europeu dos países de leste, que estão mais interessados em se aliarem aos EUA e só contam com a Europa para receberem subsídios. Tivesse eu um pouco mais de tempo e talvez tivesse conseguido pôr os senhores da mesa todos uns contra os outros (ou pelo menos, por razões diferentes, todos contra mim). Ocasiões para isso não faltavam, desde o papel da Europa no mundo e a sua política de defesa à questão iraniana: até que ponto o Irão e o seu presidente constituem uma ameaça? Até onde eles poderão chegar? E até onde os poderemos deixar chegar? Estes temas mal foram abordados no debate, e por si só dariam um outro debate muito interessante e certamente sem consensos entre os membros da mesa.
Novidade (pelo menos para mim) foi ouvir alguém particularmente autorizado na matéria (Freitas do Amaral) denunciar a falta de espírito europeu e de cooperação por parte dos estados membros da Europa de Leste, nomeadamente a Polónia e a República Checa, que só parecem contar com a União Europeia para receber subsídios: em tudo o que tenha a ver com política externa, só contam com os Estados Unidos, e a estes nunca se oporão. É aqui que vale a pena parar para pensar e perguntar: não estaremos a andar depressa demais? Não teremos alargado a União de qualquer maneira, sem nos certificarmos de que os novos membros querem fazer parte de um projecto europeu?
Publicado também no Cinco Dias.
Só que tal oportunidade foi utilizada, sobretudo, pelos suspeitos do costume, mais habituados e mais rápidos a pedirem a palavra. Foi assim que assistimos ainda a intervenções/comício de Vasco Lourenço, Garcia Pereira e Mário Tomé, entre outros. E foi assim que nos pudemos aperceber de que estes senhores não mudaram nada na forma de verem o mundo desde há trinta anos para cá.
Ainda consegui intervir, já perto do fim, para manifestar o meu pessimismo com a situação actual da União Europeia e o “erro colossal” que constituiu o chumbo da Constituição pela esquerda, na sequência da preocupação de Freitas do Amaral com a falta de espírito europeu dos países de leste, que estão mais interessados em se aliarem aos EUA e só contam com a Europa para receberem subsídios. Tivesse eu um pouco mais de tempo e talvez tivesse conseguido pôr os senhores da mesa todos uns contra os outros (ou pelo menos, por razões diferentes, todos contra mim). Ocasiões para isso não faltavam, desde o papel da Europa no mundo e a sua política de defesa à questão iraniana: até que ponto o Irão e o seu presidente constituem uma ameaça? Até onde eles poderão chegar? E até onde os poderemos deixar chegar? Estes temas mal foram abordados no debate, e por si só dariam um outro debate muito interessante e certamente sem consensos entre os membros da mesa.
Novidade (pelo menos para mim) foi ouvir alguém particularmente autorizado na matéria (Freitas do Amaral) denunciar a falta de espírito europeu e de cooperação por parte dos estados membros da Europa de Leste, nomeadamente a Polónia e a República Checa, que só parecem contar com a União Europeia para receber subsídios: em tudo o que tenha a ver com política externa, só contam com os Estados Unidos, e a estes nunca se oporão. É aqui que vale a pena parar para pensar e perguntar: não estaremos a andar depressa demais? Não teremos alargado a União de qualquer maneira, sem nos certificarmos de que os novos membros querem fazer parte de um projecto europeu?
Publicado também no Cinco Dias.
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Cinco Dias,
Europa
2007/03/28
O dia em que faremos contato
"É só no palco que a gente pode mensurar realmente o trabalho que a gente faz. Eu jamais estou dentro da casa de um ouvinte quando ele está ouvindo um disco meu. Mas no palco eu vejo a reacção de cada um."
"Existe um poeta que já faleceu, Paulo Leminski, que dizia uma coisa muito interessante acerca do poder. Ele dizia que o poder é o sexo dos velhos."
"A minha formação socialista não me permite esquecer que eu tenho na música uma ferramenta realmente de transformação. Eu acho que a música - e a arte de uma maneira geral - é uma ferramenta de transformação dos povos."
"Compor para a Bethânia é uma coisa, compor para a Maria Rita é outra, compor para a Fernanda Abreu é outra e compor para a Elba Ramalho é outra."
"Imitar é o início de tudo. Qualquer um dos grandes criadores pode se sentir fragilizado em dizer isso mas eu desacredito de qualquer intérprete ou músico ou compositor que tenha começado a sua carreira sem se espelhar em alguém. Você imita alguém até ao momento em que isso começa a te incomodar e você quer esconder isso e nesse processo descobre um caminho que é seu."
(Osvaldo Lenine Pimentel Macedo, entrevista a Carlos Vaz Marques, DNa, 9 de Dezembro de 2005)
Já tenho bilhetes para o concerto de logo à noite no Tivoli.
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Música
2007/03/27
Liberalismo e catolicismo
Do mais interessante que se pode ler na blogosfera presentemente são as reflexões de Pedro Arroja, com as quais concordo na maior parte. É claro que Pedro Arroja utiliza aquelas reflexões para defender o liberalismo, quando eu acho que só podem ser aplicadas justamente para mostrar os problemas do liberalismo. Daí a irritação que estas reflexões têm vindo a causar aos seus colegas de blogue. A não perder, aqui e aqui. Esta última, então, bem gostaria de a ter escrito, pois descreve uma experiência que me é bem familiar.
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Religião
Diálogo à hora do almoço
O diálogo é entre mim e a empregada da cantina.
- Ó faxavor! O frango de caril é para si?
- O frango é para mim, sim, mas o Faxavor é ele. Eu sou o Avesso do Avesso - respondi, enquanto apontava para o meu colega.
Não creio que ela nos lesse.
- Ó faxavor! O frango de caril é para si?
- O frango é para mim, sim, mas o Faxavor é ele. Eu sou o Avesso do Avesso - respondi, enquanto apontava para o meu colega.
Não creio que ela nos lesse.
2007/03/26
O maior responsável pela entrada de Portugal na Europa
A Europa e o movimento europeu foram a grande utopia da segunda metade do século XX. Evidentemente que o socialismo é uma utopia e continuará a ser. Mas a utopia que mais foi concretizada durante estes anos foi a utopia europeia. Eu costumo dizer que não há ninguém de esquerda que não seja também europeu. Se a esquerda não é europeia não é nada. (...)
Quer se queira quer não, as coisas vão avançar. Há dois anos toda a gente pensava que não se ia ter Constituição nenhuma e agora está de novo em cima da mesa. (...)
Hoje estou a ler livros dos antigos presidentes do Banco Mundial, dos homens do FMI, dos conselheiros de Clinton e tantos outros, que eram o mais establishment possível, e que hoje estão a dizer: temos de olhar para as pessoas, temos de defender o sistema social, se não o capitalismo afunda-se, se continua nesta balbúrdia em que está, com a corrupção e os negócios escuros, sem valores nem princípios nem nada e só o dinheiro é que vale. (...)
A Inglaterra tem uma grande influência na Europa, não tenho dúvida. Mas é indispensável que se diga o seguinte: quem quer avança, quem não quer não avança. Como no euro e como em Schengen. Temos de construir uma Europa da defesa e uma Europa política, com uma política externa. A questão é: quem quer fazer parte? A Inglaterra não quer, mas não pode prejudicar os outros. Podemos fazer uma cooperação reforçada para avançar. (...) Já se sabe que eles (britânicos) têm a bomba atómica e os franceses também. O que era interessante é que, se houver uma proliferação nuclear perigosa como se está a ver, será necessário europeizar as bombas deles. Sempre pensei assim.
(Mário Soares, entrevista ao Público, 25-03-07)
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Europa
2007/03/25
Europa: valores comuns
Por pressão dos suspeitos do costume (Reino Unido, Polónia, República Checa...), e por não os querer contrariar, a União Europeia aprovou uma declaração tímida e sem grande conteúdo.
Um grupo de cidadãos propõe a Declaração de Bruxelas, que qualquer cidadão pode ler e assinar na rede, e que eu quero aqui divulgar. Não deixem de passar por lá.
Quanto à União Europeia, que faz 50 anos, precisa de querer deixar de agradar a todos os seus membros, ou não irá a lado nenhum. Quem está, está; quem não está, fica para trás, e mais tarde de certeza que vai querer estar outra vez. Uma Constituição precisa-se, urgentemente.
Apesar de tudo isto, creio que a Europa está de parabéns.
Um grupo de cidadãos propõe a Declaração de Bruxelas, que qualquer cidadão pode ler e assinar na rede, e que eu quero aqui divulgar. Não deixem de passar por lá.
Quanto à União Europeia, que faz 50 anos, precisa de querer deixar de agradar a todos os seus membros, ou não irá a lado nenhum. Quem está, está; quem não está, fica para trás, e mais tarde de certeza que vai querer estar outra vez. Uma Constituição precisa-se, urgentemente.
Apesar de tudo isto, creio que a Europa está de parabéns.
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Europa
2007/03/24
Antes da Ota, há que falar na Portela
Tem toda a razão nesse aspecto o João Miranda. Hei-de voltar a este assunto.
2007/03/23
E8 e o marxista heterótico
Cientificamente uma das grandes novidades da semana foi o anúncio da descoberta da estrutura completa do E8, o maior dos grupos excepcionais. Este grupo descreve uma simetria global da mais complicada teoria de supergravidade em quatro dimensões e, sobretudo, surge como o grupo de gauge de uma das cinco teorias de supercordas existentes (e mais promissora fenomenologicamente), a corda heterótica. Mais precisamente, tal grupo de gauge é E8xE8. É daqui que eventualmente se partirá para a construção do modelo padrão das interacções.
O físico e blóguer Lubos Motl pouco diz sobre o assunto, remetendo para outras páginas. Mas em contrapartida não é todos os dias que ele fala de um professor do Técnico.
O físico e blóguer Lubos Motl pouco diz sobre o assunto, remetendo para outras páginas. Mas em contrapartida não é todos os dias que ele fala de um professor do Técnico.
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Física
2007/03/22
O debate de anteontem
Algumas impressões soltas sobre o debate de anteontem. Mais se seguirá.
Mário Soares trata (a brincar) Joana Amaral Dias por "dra. Joana". Trata (a sério) Freitas do Amaral por "sr. Professor", e dá-lhe passagem para se sentarem à mesa do debate.
Garcia Pereira é um portento a falar às massas. Nota-se bem a escola do MRPP. É impossível não lhe prestar atenção quando fala. Nem Mário Soares consegue dormir.
Falando-se de Garcia Pereira: fala-se muito de Joana Amaral Dias, mas alguém já reparou na loura por quem ele se faz acompanhar? Só ela era capaz de disputar a nossa atenção enquanto o companheiro discursava.
Venho do debate completamente "freitista". Freitas do Amaral foi quem eu mais gostei de ouvir.
Vasco Lourenço e Mário Tomé é que continuam exactamente na mesma como há mais de 30 anos atrás.
Um resumo televisivo pode ser visto no Telejornal de ontem (primeira parte), aos 15 min. Voz amiga identificou-me na televisão, no meio da assistência, e avisou-me. Lá se vê a minha cabeça e a minha camisola verde. Sou fácil de identificar: na frente da assistência, sou o único que ainda não tem cabelos brancos.
Mário Soares trata (a brincar) Joana Amaral Dias por "dra. Joana". Trata (a sério) Freitas do Amaral por "sr. Professor", e dá-lhe passagem para se sentarem à mesa do debate.
Garcia Pereira é um portento a falar às massas. Nota-se bem a escola do MRPP. É impossível não lhe prestar atenção quando fala. Nem Mário Soares consegue dormir.
Falando-se de Garcia Pereira: fala-se muito de Joana Amaral Dias, mas alguém já reparou na loura por quem ele se faz acompanhar? Só ela era capaz de disputar a nossa atenção enquanto o companheiro discursava.
Venho do debate completamente "freitista". Freitas do Amaral foi quem eu mais gostei de ouvir.
Vasco Lourenço e Mário Tomé é que continuam exactamente na mesma como há mais de 30 anos atrás.
Um resumo televisivo pode ser visto no Telejornal de ontem (primeira parte), aos 15 min. Voz amiga identificou-me na televisão, no meio da assistência, e avisou-me. Lá se vê a minha cabeça e a minha camisola verde. Sou fácil de identificar: na frente da assistência, sou o único que ainda não tem cabelos brancos.
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Política
2007/03/21
Desde o tempo dos dinossauros que os carros andam a gasolina
Eu nunca fui particularmente entusiasta dos "Dias de...", artificialmente inventados e dedicados a causas com que nos deveríamos preocupar o ano inteiro. Mas um dos "dias" de que eu me lembro, quando era miúdo, era o Dia Mundial da Árvore, que na escola era sempre dedicado a questões ecológicas. O Dia da Árvore é hoje. (Também parece que é "Dia da Poesia". Mas não havia outro dia para ser "Dia da Poesia"?)
Faz hoje vinte anos que eu plantei uma árvore, um cedro, na Escola Delfim Santos, em Lisboa. Ainda hoje está de pé. Olho sempre para ele quando por acaso lá passo. Há vinte anos, as únicas árvores que aquela escola tinha eram duas oliveiras.
Para observar a data, escolhi uma canção adequada, mais ou menos da mesma idade: Nothing But Flowers dos Talking Heads. Aqueles que só a conhecem de uma versão ensossa do Caetano Veloso (num álbum já de si desnecessário), vejam o excelente clipe de vídeo original. Não se limitem a escutar a letra irónica: leiam bem todos os factos que lá aparecem escritos. Muitos deles não perderam actualidade. Years ago, I was an angry young man...
Faz hoje vinte anos que eu plantei uma árvore, um cedro, na Escola Delfim Santos, em Lisboa. Ainda hoje está de pé. Olho sempre para ele quando por acaso lá passo. Há vinte anos, as únicas árvores que aquela escola tinha eram duas oliveiras.
Para observar a data, escolhi uma canção adequada, mais ou menos da mesma idade: Nothing But Flowers dos Talking Heads. Aqueles que só a conhecem de uma versão ensossa do Caetano Veloso (num álbum já de si desnecessário), vejam o excelente clipe de vídeo original. Não se limitem a escutar a letra irónica: leiam bem todos os factos que lá aparecem escritos. Muitos deles não perderam actualidade. Years ago, I was an angry young man...
A direita trauliteira
Não tenho de todo grande paciência para questões politiqueiras, muito menos quando não dizem respeito à minha área política. Como devem calcular, a situação do CDS/PP não me tira o sono. O que não invalida que eu aprecie uma boa análise do momento deste partido (e do comportamento do causador da crise), por alguém daquela área política, no Blasfémias.
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Política
2007/03/20
Esquerdistas e activistas
Cesare Battisti foi incriminado com base em provas muito duvidosas, nunca tendo sido provado definitivamente que era o autor dos assassínios que lhe eram imputados nem que fosse um terrorista. Eu não sei nada sobre o senhor, até ontem nunca tinha ouvido falar dele e nem quero estar aqui a defendê-lo. Mas políticos franceses pedem que o seu julgamento seja repetido, e não estou a falar só de comunistas ou trotsquistas ou José Bové: falo também de ecologistas, da socialista Ségolène Royal e até do centrista (e a meu ver futuro Presidente de França) François Bayrou. Quem o noticiava ontem era o Diário de Notícias (na sua edição de papel), que agora até é dirigido pelo João Marcelino. E o capitalista e insuspeito Yahoo! Mas o que sabe toda esta gente comparada com Helena Matos?
2007/03/19
Convenceu-me (2)

Do pouco que eu vi da corrida, intuo que não deve ter havido nenhum "grande momento de condução", pois o ice-man Kimi ganhou a prova nas calmas. Mas foi o primeiro piloto da história da Ferrari a conseguir pole-position, melhor volta e vitória da corrida no Grande Prémio de estreia na equipa. Nada mau. O lugar é dele.
Destaque ainda para Lewis Hamilton, o primeiro negro da Fórmula 1, que chegou ao pódio na sua estreia na modalidade. Globalmente, este foi ainda o pódio mais jovem de sempre de toda a Fórmula 1. Uma corrida histórica, portanto.
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Fórmula 1
2007/03/17
Inconvenientes da vitória
Devo começar por dizer que a vitória não me surpreende (sem falsa modéstia e sem querer desrespeitar o Porto). Tal como não me surpreendeu a eliminação da taça UEFA contra os russos. Isto para quem acompanhe o Sporting.
Os inconvenientes desta saborosa vitória são dois e são óbvios: fica mais provável a renovação do Tello (é capaz de nem ser assim tão mau) e fica mais próximo do primeiro lugar o Benfica. Não consigo estar completamente contente.
Os inconvenientes desta saborosa vitória são dois e são óbvios: fica mais provável a renovação do Tello (é capaz de nem ser assim tão mau) e fica mais próximo do primeiro lugar o Benfica. Não consigo estar completamente contente.
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