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2008/08/22
Turismo científico
Vou ali a Veli Losinj. Na volta passo pela Itália. Volto em Setembro.
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2008/07/15
No rescaldo do Porto
O reaccionarismo latente que denunciei há quatro anos não só se mantém como está ainda mais requintado: se fizerem uma pesquisa de uma morada nos mapas do SAPO, verão que não obterão resposta nenhuma se não incluírem o "de" no nome da rua!
Mas não dêem demasiada importância a isto. Esta cidade é linda e é sempre um prazer cá voltar. Até à próxima!
Mas não dêem demasiada importância a isto. Esta cidade é linda e é sempre um prazer cá voltar. Até à próxima!
2008/03/12
Bilbau, cidade de arquitectura (conclusão)

Bilbau tem uma ponte pedonal que é uma miniatura da Gare do Oriente de Lisboa. Para reforçar a comparação que atrás fiz entre Bilbau e Nova Iorque falta um análogo da Ponte de Brooklyn. Esse análogo é esta ponte de Santiago Calatrava. Também o terminal do aeroporto é da autoria do arquitecto valenciano. Todo o trabalho de Calatrava é facilmente identificável e muito do meu agrado. Lisboa deveria orgulhar-se da Gare do Oriente, que é uma beleza. Talvez não seja muito prática para apanhar o comboio, mas para isso temos a velhinha Santa Apolónia, que agora até tem metro... A avaliar pelas amostras de Bilbau, gosto do Gehry mas prefiro o Calatrava.
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2008/02/28
Bilbau, cidade de arquitectura e artes

Mais de quatro anos depois, regressei a um museu Guggenheim. O Guggenheim de Bilbau não se compara com o original no acervo, e mesmo na arquitectura (considero o original um marco). Mas ainda assim é um conjunto que causa belos efeitos, bem integrado na ria que atravessa Bilbau.
O melhor museu de Bilbau é o das Belas Artes, diziam-me e diziam os guias que consultei. É provável que tal seja verdade. Só tendo tempo para visitar um museu, considerei seriamente escolhê-lo, mas acabei por não resistir ao apelo do Guggenheim. O apelo da “marca” que eu conhecia (e de que gostava) foi mais forte.
2008/02/20
Bilbau

Bilbau nalgumas coisas pareceu-se-me com Estrasburgo (os passeios à beira do rio estreito com as suas pontes, as bicicletas, os tróleis). Mas há algo de nova-iorquino nesta cidade que me agrada. E não são só os atentados terroristas (piada de mau gosto...) ou o Guggenheim. É a cidade a ser lavada com frequência. São as fachadas de alguns prédios. São as praças que são jardinzinhos e que aparecem no meio dos quarteirões e das ruas só com um sentido (só faltam os esquilos). E é sobretudo a combinação omnipresente do mais antigo com o mais moderno. De igrejas e arranha-céus. Do Casco Viejo e da melhor arquitectura contemporânea. Muito bonito.
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2008/02/19
Hábitos espanhóis
Para além dos estereótipos (almoço e jantar tarde, a sesta, etc) há outros hábitos espanhóis menos conhecidos, mas que não deixam de ser surpreendentes. Sabiam que se um comensal sozinho pedir vinho da casa à refeição servem-lhe uma garrafa inteira? Os espanhóis não conhecem as meias garrafas... Durante o dia não sei se é muito boa ideia...
O melhor que a Espanha tem é o El País e o Carrefour, que estão presentes em toda a parte. P ara além dos hipermercados, há a cadeia de supermercados “Carrefour Express”, dentro das cidades. Um país civilizado e que sabe apreciar o que é bom.
O melhor que a Espanha tem é o El País e o Carrefour, que estão presentes em toda a parte. P ara além dos hipermercados, há a cadeia de supermercados “Carrefour Express”, dentro das cidades. Um país civilizado e que sabe apreciar o que é bom.
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2008/02/13
Da Cantábria
O sítio é inesperadamente cheio de portugueses. Topa-se com eles em todo o lado. Falei com um grupo, dois casais e os seus filhos, que vieram do Porto à procura de emprego. Deve ser isto que justifica os vôos directos da TAP a partir de Lisboa.
Trabalham em Bilbau, mas preferem viver a 35 km, onde eu estou. Aparentemente essa é também a opçao de muita gente, talvez por ser um sítio mais seguro. Talvez isso justifique éste sítio ser tao caro. Isso e ser um local muito turístico. Quando estiver em Bilbau (no fim de semana) compararei os preços. Por agora é de longe o sítio mais caro onde estive em Espanha. Comparado com Madrid (que é feia, como aqui escrevi, mas nao é uma cidade cara), é uma surpresa. Mas é um sítio muito bonito.
Trabalham em Bilbau, mas preferem viver a 35 km, onde eu estou. Aparentemente essa é também a opçao de muita gente, talvez por ser um sítio mais seguro. Talvez isso justifique éste sítio ser tao caro. Isso e ser um local muito turístico. Quando estiver em Bilbau (no fim de semana) compararei os preços. Por agora é de longe o sítio mais caro onde estive em Espanha. Comparado com Madrid (que é feia, como aqui escrevi, mas nao é uma cidade cara), é uma surpresa. Mas é um sítio muito bonito.
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2008/02/12
De Bilbau - a viagem
Comprei o bilhete na TAP. Sabia que a rota Lisboa-Bilbau fora herdada da Portugáilia, e imaginei que o aviao também fosse. Seria uma maneira de voar com a Portugália, algo que nunca tinha feito - mesmo que oficialmente fosse TAP. Com o que nao contava era em voar nisto:

Um aparelho - um Beech 1900D, usado para vôos regionais - tem capacidade para 18 passageiros, mais o piloto e uma assistente. É movido a hélices! Todos os lugares sao simultaneamente à janela e no corredor. À entrada vemos a bagagem a entrar - ao menos sabemos logo que nao a perderam. O compartimento de bagagens é na parte traseira, como a bagageira de uma carrinha. Todo o aviao, aliás, parece uma carrinha que voa. Ainda há espaço para uma casa de banho a separar a bagageira da cabine. Espaço para guardar a bagagem de mao é que nem pensar: tem de ir aos nossos pés, ou ao lado. Vê-se o compartimento do piloto da cabine a maior parte do tempo. Parece que seguimos todos num táxi aéreo...
Foi uma forma inesperada e engraçada de começar a viagem, Veremos como será o regresso.

Um aparelho - um Beech 1900D, usado para vôos regionais - tem capacidade para 18 passageiros, mais o piloto e uma assistente. É movido a hélices! Todos os lugares sao simultaneamente à janela e no corredor. À entrada vemos a bagagem a entrar - ao menos sabemos logo que nao a perderam. O compartimento de bagagens é na parte traseira, como a bagageira de uma carrinha. Todo o aviao, aliás, parece uma carrinha que voa. Ainda há espaço para uma casa de banho a separar a bagageira da cabine. Espaço para guardar a bagagem de mao é que nem pensar: tem de ir aos nossos pés, ou ao lado. Vê-se o compartimento do piloto da cabine a maior parte do tempo. Parece que seguimos todos num táxi aéreo...
Foi uma forma inesperada e engraçada de começar a viagem, Veremos como será o regresso.
2007/08/10
Comidas, La Casera e vinho
Entretanto uma das vantagens de Madrid é que se come muito bem, e por preços realmente acessíveis. As minhas melhores recordações de Madrid são de um magnífico rodovalho comido na Chueca. Também recordo com prazer umas iscas de fígado comidas no Madrid castizo, a tal minha zona preferida da cidade, entre a câmara municipal e a Praça Maior. Em qualquer dos casos incluía primeiro e segundo prato, pão, sobremesa (postre) e bebida. Tudo isto por oito euros. No Porto, talvez, mas em Lisboa já não se come assim. Em Madrid não se come assim em qualquer lugar: é preciso uma certa persistência e não se entrar no primeiro sítio que aparece (principalmente na Chueca). Mas acaba-se sempre por encontrar sítios como estes, onde se pode comer boa comida tradicional espanhola, excepto talvez nas imediações do palácio real. Com um pouco de paciência conseguem-se refeições notáveis.
Nestes sítios a comida é boa e caseira, só que é claro que o vinho não é de primeira. Mas bebe-se. Por defeito (sem que a peçamos) é-nos servido com uma garrafa de gasosa fresca, para quem a quiser misturar no vinho. Uma preciosidade espanhola chamada La Casera, que é pena que não seja mais divulgada em Portugal.
Nestes sítios a comida é boa e caseira, só que é claro que o vinho não é de primeira. Mas bebe-se. Por defeito (sem que a peçamos) é-nos servido com uma garrafa de gasosa fresca, para quem a quiser misturar no vinho. Uma preciosidade espanhola chamada La Casera, que é pena que não seja mais divulgada em Portugal.
2007/08/07
Madrid só tem mesmo Starbucks
Não sei se repararam no comentário do Rui Pereira à minha mensagem “Starbucks Everywhere” (e não sei se alguma vez repararam no fotoblogue do Rui, Stopping Light – merece bem a pena). Chamou-me o Rui a atenção para o facto de existirem 22 Starbucks em Paris. Palavra que eu nunca tinha reparado em mais do que três (e se há cidade que eu conheço bem, é Paris): um no Odeon, outro na Ópera e aquele que fotografei, numa área comercial e de serviços perto de onde vivia. E isto porquê? Porque os Starbucks nem se notam em Paris. Paris tem muito mais para oferecer que os Starbucks, que passam despercebidos. Em Nova Iorque eles estão em todo o lado, tal como as Barnes and Nobles, mas há muito mais que ver. Já em Madrid, pelo contrário, não conseguem passar despercebidos, pois a capital espanhola não tem muito mais para oferecer do que os Starbucks.
2007/08/06
¡Madrid me mata… de aburrimiento!
O que é Madrid, afinal? Não sei ou, pelo menos, não descobri, nos três dias que lá passei. Visitei dois museus de qualidade (o Reina Sofia e o Prado). De resto, um rio lastimável (o Manzanares), um palácio real e uma ópera vulgares, um jardim (o Retiro) igual a tantos outros, um estádio (Santiago Bernabéu) que é um monte de betão, uma praça (Cibelles) engraçadita mas nada de extraordinário, uma Gran Via igual a tantas avenidas em todo o mundo (e sem nada que a destaque)…
Tudo o resto é uma cidade vulgaríssima, com casas, algum comércio de bairro, uns restaurantes e cafés… Mais nada. Nada de nada.
Quer-se escolher um postal de Madrid e o que há para enviar? O que distingue Madrid de outras cidades, de forma a permitir identificar a capital espanhola num postal? Só a Praça Maior. Essa, sim, é uma praça bonita e única. Distinta. As ruas à volta (a zona até à câmara municipal) são engraçadas. Só esta pequena zona à volta da Praça Maior permite a um visitante sentir que está em Madrid e não noutra cidade vulgar qualquer. Tirando isso, só mesmo Moncloa e a sua arquitectura franquista (é triste mas é verdade) permitem a alguém que tenha sido transportado para lá sem saber abrir os olhos e reconhecer que está em Madrid. Muito, muito pouco para uma capital europeia. Principalmente com as pretensões de Madrid.
Gosto de tudo o (pouco) que visitei em Espanha até hoje menos Madrid. De Oviedo, Gijon, Vigo, Corunha, Santiago de Compostela (ah… Santiago de Compostela!). Achei todas estas cidades mais interessantes do que Madrid. Mesmo El Escorial, nos arredores da capital. Acho que nunca tinha apanhado uma decepção tão grande com uma cidade.
Valham os espanhóis. Dos espanhóis, pelo contrário, guardo as melhores recordações (sobretudo de madrilenos mas não só). São o povo mais simpático que eu conheci.
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2007/08/02
Ponte sobre o Mississipi
Foto The New York TimesFinal de Maio de 2002 (à volta do feriado do Memorial Day). De Nova Iorque até Chicago, pelo Midwest, e depois passando pelo Wisconsin até chegar ao Minnesota. Em autocarros Greyhound e, como referi, tomando o pequeno almoço em cafés Starbucks. O meu objectivo final era as cidades gémeas, Minneapolis e Saint Paul. Separadas pelo Mississipi. E ligadas por pontes como a que caiu ontem.
2007/08/01
Em Madrid, desde que o café é café
Encontrava-me acabado de chegar à capital espanhola. Por razões que não vêm ao caso, tinha acabado de comer ameixas, sentado num banco público, em plena Gran Via. Tinha as mãos sujas e não dispunha de um guardanapo. Tinha acabado de almoçar e precisava de um café.
Mesmo em frente a mim encontrava-se uma “chocolateria”, fundada em 1935. E que parecia na mesma como em 1935, ou pelo menos como no franquismo. As mesas, as ementas, os talheres, a louça fina. A esplanada no passeio, separada por canteiros. Os aquecimentos para quem se quiser sentar ao ar livre no Inverno, uma ideia provavelmente importada de Paris. Os empregados de gravata.
A alternativa residia um quarteirão acima. Um Starbucks, algo que, como viria a descobrir depois, é bastante frequente na cidade. Hesitei; não mais entrara na cadeia de cafés norte-americana desde que saí dos EUA, há quase quatro anos. Mas a alternativa era mesmo a chocolateria, o café em Espanha às vezes é mau, e no Starbucks pode ser sempre a mesma coisa mas ao menos é seguro. Entrei.
Foi bom beber o mesmo café que bebia há quatro anos, nas minhas deambulações pela América profunda, quando queria um espresso minimamente de confiança. Foi bom reencontrar o mesmo leite à disposição do cliente, que foi parte de vários pequenos-almoços meus. Foi bom poder servir-me da casa de banho à vontade. Não li o The New York Times, mas li o El Pais e a Marca à minha vontade enquanto tomava o meu café e na sala tocava o Rufus Wainwright. Sobretudo, foi bom reencontrar-me com o mesmo tipo de pessoas de antes. Empregados simpáticos e eficientes. Clientes de proveniências diversas, jovens na sua maioria, sozinhos ou em grupos. A conversarem, a namorarem, a navegarem na internet sem rede nos seus portáteis. Foram ao Starbucks para tomarem café, nas muitas variedades em que este lá se encontra, e para passarem algum tempo e conviverem. Não para “mostrarem” aos outros clientes que também são chiques. Na verdade um cliente do Starbucks só está preocupado consigo e com a sua companhia. Desde que não o incomodem, não quer saber se os outros clientes andam com uma mochila às costas e se têm as mãos todas cagadas de ameixa. A diferença principal em relação à chocolateria é mesmo esta. Como poderia eu lá ter entrado?
Foi um prazer saborear um bom café, mas o melhor mesmo foi reencontrar um pouco de Nova Iorque em plena Madrid.
Enquanto o café em Portugal for de qualidade e barato (apesar do muito que tem aumentado), não creio que corramos o risco de sermos invadidos pelo Starbucks. Mas se a moda de servir o café com dois pires e uma bolacha em pacote se generalizar, não dou muito tempo para termos o Starbucks cá.
Este texto foi publicado originalmente no Cinco Dias. Vale a pena acompanhar a discussão nos comentários lá.
Mesmo em frente a mim encontrava-se uma “chocolateria”, fundada em 1935. E que parecia na mesma como em 1935, ou pelo menos como no franquismo. As mesas, as ementas, os talheres, a louça fina. A esplanada no passeio, separada por canteiros. Os aquecimentos para quem se quiser sentar ao ar livre no Inverno, uma ideia provavelmente importada de Paris. Os empregados de gravata.
A alternativa residia um quarteirão acima. Um Starbucks, algo que, como viria a descobrir depois, é bastante frequente na cidade. Hesitei; não mais entrara na cadeia de cafés norte-americana desde que saí dos EUA, há quase quatro anos. Mas a alternativa era mesmo a chocolateria, o café em Espanha às vezes é mau, e no Starbucks pode ser sempre a mesma coisa mas ao menos é seguro. Entrei.
Foi bom beber o mesmo café que bebia há quatro anos, nas minhas deambulações pela América profunda, quando queria um espresso minimamente de confiança. Foi bom reencontrar o mesmo leite à disposição do cliente, que foi parte de vários pequenos-almoços meus. Foi bom poder servir-me da casa de banho à vontade. Não li o The New York Times, mas li o El Pais e a Marca à minha vontade enquanto tomava o meu café e na sala tocava o Rufus Wainwright. Sobretudo, foi bom reencontrar-me com o mesmo tipo de pessoas de antes. Empregados simpáticos e eficientes. Clientes de proveniências diversas, jovens na sua maioria, sozinhos ou em grupos. A conversarem, a namorarem, a navegarem na internet sem rede nos seus portáteis. Foram ao Starbucks para tomarem café, nas muitas variedades em que este lá se encontra, e para passarem algum tempo e conviverem. Não para “mostrarem” aos outros clientes que também são chiques. Na verdade um cliente do Starbucks só está preocupado consigo e com a sua companhia. Desde que não o incomodem, não quer saber se os outros clientes andam com uma mochila às costas e se têm as mãos todas cagadas de ameixa. A diferença principal em relação à chocolateria é mesmo esta. Como poderia eu lá ter entrado?
Foi um prazer saborear um bom café, mas o melhor mesmo foi reencontrar um pouco de Nova Iorque em plena Madrid.
Enquanto o café em Portugal for de qualidade e barato (apesar do muito que tem aumentado), não creio que corramos o risco de sermos invadidos pelo Starbucks. Mas se a moda de servir o café com dois pires e uma bolacha em pacote se generalizar, não dou muito tempo para termos o Starbucks cá.
Este texto foi publicado originalmente no Cinco Dias. Vale a pena acompanhar a discussão nos comentários lá.
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2007/07/30
Vale dos Caídos
Os amigos espanhóis que fiz no decorrer da escola torceram o nariz quando lhes manifestei a minha intenção desta visita. Mas, enfim, estava em El Escorial, e este é um dos grandes atractivos turísticos da região, por ser um local muito bonito e com uma bela vista. Foi só isso que me levou a visitá-lo. Infelizmente, não é só a bela vista que se pode desfrutar. Também há uma basílica, onde se encontram os túmulos de Francisco Franco e Primo de Rivera. Tudo foi preparado pelo ditador, ainda em vida, para evocar a sua vitoria na Guerra Civil e garantir a sua memória na posteridade. É dedicada a todos os que nessa gueraa morreram “em nome da Espanha e em nome de Deus”. Para cúmulo da humilhação, tudo o que refiro foi contruído pelos presos políticos do fascismo espanhol.Isto passa-se num estado democrático membro da União Europeia em pleno século XXI. Como é possível? Há fracturas na sociedade espanhola bem mais profundas do que as associadas a certas medidas do governo Zapatero.
2007/07/21
Coisas que me têm escapado em El Escorial
Refiro-me a eventos do Colégio Maria Cristina, em San Lorenzo de El Escorial, situado no antigo edifício de la Campaña, construído em 1590, onde me encontro instalado. O rei era Filipe II de Espanha, I de Portugal. Poucos anos antes (1584) tinha sido finalizada a construçao do Mosteiro de El Escorial. Durante esta semana tenho vindo a perder missa, celebrada todos os dias às 20:30 no Colégio. (Vim para uma Escola de Verao de Física Teórica da Universidade Complutense; aqui foi onde me alojaram.) Mas também tenho vindo a perder a piscina do colégio, gratuita pararesidentes, e o vinho Rioja,servido diariamente às refeiçoes. Tudo por causa da amigdalite com que vim para cá.
Terminei o antibiótico ontem. Está na altura de recuperar o tempo perdido.
Terminei o antibiótico ontem. Está na altura de recuperar o tempo perdido.
2007/07/03
Democratic Party

Na edição deste ano da festa de L’Unitá de Roma, nas termas de Caracalla, pensava-se o nome do futuro grande partido italiano de centro-esquerda. A festa, organizada pelo jornal L’Unitá, afecto aos Democratas de Esquerda, descendentes do antigo Partido Comunista Italiano e integrantes do futuro “Partido Democrático”, tinha por slogan “Democratic Party”, e visava quer a festa quer o partido.
Quantos italianos, mesmo dentre os participantes na festa, percebiam o duplo sentido? A avaliar pelos que sabiam inglês quando se lhes perguntava alguma coisa, muito poucos, garanto-vos. Praticamente ninguém.
A festa em si? Muito comércio; pouca comida local – o que é uma pena, pois a comida local é das melhores do mundo; alguma comida sul-americana; alguma comida africana; cuscus... vegetariano (só descobri depois de ser servido; reclamei, pois com certeza, e desenrascaram-me umas lascas de kebab por cima; mas só eu é que me lembrava de ir para ali em turismo); cervejas e vinho muito caros. Música ao vivo (parece que noutros dias também há debates). Muitos livros, de Bertinotti a Achille Ochetto e Massimo d’Alema. Traduções italianas de Marx e Engels. Rosa do Luxemburgo. E Gramsci, muito Gramsci. E ícones típicos da esquerda. Imagens de Che Guevara (o PDS italiano deve ser o único partido da Internacional Socialista que organiza uma festa com imagens de Che Guevara) alternavam com stands de empresas privadas, patrocinadoras da festa, de entrada gratuita e aberta a toda a gente.
Uma festa que mistura empresas privadas com Che Guevara se calhar não é para se levar muito a sério. Mas se toda a Itália não é para levar muito a sério, por que razão uma festa da esquerda seria? Eu em certas circunstâncias nem me importo que a esquerda não se leve demasiadamente a sério. Desde que a esquerda seja de esquerda.
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2007/06/29
"Um passo a pé gasta as caligae..."

Na figura vê-se a Via Appia antiga (no piso original - e que engraçado é ver os carros a lá passarem!), local das catacumbas onde se refugiavam os cristãos, quando eram perseguidos. Vale a pena visitá-la. É mesmo muito longa. Recomendo que tomem um autocarro se lá forem. Não façam como eu, que fui a pé a partir das termas de Caracalla (de acordo com as descrições do meu péssimo guia, tudo parece muito perto).
Ao regressar estive quase uma hora à espera do tal autocarro, porém. Conformei-me em ter de regressar a pé, e meti de novo os pés a caminho. Entre duas paragens, o autocarro apareceu. Felizmente vi-o a tempo de correr para a paragem seguinte (e fazer com que ele me visse) e apanhá-lo. Neste aspecto, a minha verdadeira experiência italiana não foi (e ainda bem) completa.
(Pergunta: quem conhece a citação do título?)
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2007/06/25
De volta

Praça do Povo, Roma. Fotografia tirada da Villa Borghese. Ao fundo vê-se o Vaticano.
Tive de sair da conferência duas horas antes do fim, para contornar o sciopero ferroviario e apanhar um autocarro para Roma, de onde pude seguir para Fiumicino (para que conste - a 31 km do centro de Roma).
Não tenho muito tempo para escrever hoje, tendo de resolver assuntos pendentes, entre elas um relatório de arbitragem e uma mudança de gabinete (a título pessoal - é bom ter finalmente um gabinete com vista para a rua!). Deixo-vos com duas fotos de dois belos locais.

Cascatas do Tivoli
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2007/06/22
"Sciopero nazionale del personale ferroviario"
Para acabar em beleza... greve da Trenitalia, a Ferrovia dello Stato, os caminhos de ferro italianos. Mesmo no dia do meu regresso. E eu, que ando de comboio todos os dias, nao vi nada anunciado em lado nenhum. Foi a Laura, uma colega minha italiana participante na mesma conferencia, que me falou na greve por acaso.
Quando eu chegar a Lisboa, se chegar (i.e. se nao perder o aviao gracas ao sciopero), conto pormenores da minha aventura romana.
Quando eu chegar a Lisboa, se chegar (i.e. se nao perder o aviao gracas ao sciopero), conto pormenores da minha aventura romana.
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2007/06/20
Por que nao tenho escrito muito
"Bacheca", "nuovo post", "pubblica post", "salva adesso", "mostra tutto"... E com isto que tenho de me debater no blogger (em italiano, claro). E ainda com um teclado esquisitissimo. Mas pronto, a conferencia esta a valer a pena, e estou em Roma, que vale sempre a pena...
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