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2011/01/31
2011/01/27
O orgulho ferido de ser do Sporting
Texto escrito para o Delito de Opinião, por simpático convite do Pedro Correia
O Sporting atravessa uma crise pior, mais profunda, que a das décadas de 80/90. Nessa altura nunca perdi a esperança no clube e nunca temi uma “belenensização”. Acredito que o Sporting é grande o suficiente para ultrapassar esta crise; porém, nunca temi tanto pelo futuro do clube como hoje.
Por que temo? Qual é a razão que leva alguém a ser sportinguista? Não há uma resposta simples, mas basta um pouco de sociologia de almanaque (corroborada por inquéritos e estatísticas) para caracterizar os sportinguistas. No meu caso, basta dizer que, tendo estudado em Lisboa, no ensino primário e básico os benfiquistas estavam em larga maioria na turma, no secundário eram ela por ela com os sportinguistas e no ensino superior os sportinguistas eram uma larga maioria: no meu curso os benfiquistas contavam-se pelos dedos de um pé. Os sportinguistas vencem na vida; por que razão não vence o clube?
Justamente por os sportinguistas estarem muito mais preocupados com as suas vidas do que com o seu clube, ao contrário dos benfiquistas, para quem o clube é tudo. É a chamada “falta de militância”, tão bem diagnosticada pelo anterior presidente.
É este desapego pelo clube que distingue e diria mesmo que dá graça aos sportinguistas. Agora, pode um clube não ser popular e mesmo assim ser grande? A história do Sporting diz que sim. Mas para tal tem que ter bons dirigentes e ser bem dirigido. São duas coisas diferentes.
Por “bem dirigido” entende-se um clube financeiramente viável, que saiba criar talentos e fazer bons negócios, sem vender ou comprar de qualquer maneira. Que tenha objetivos desportivos ambiciosos e realistas. Não é o que se tem visto no Sporting, pelo menos no mandato da direção cessante, com dinheiro gasto ao desbarato na contratação de jogadores, treinadores e sobretudo dirigentes sem qualidade, que contratam os seus amigos à beira da reforma.
Por “bons dirigentes” entende-se dirigentes que entendam a cultura e as peculiaridades do Sporting. Por muito que o Sporting não ganhe tantos títulos como os outros, a postura de vencedores na vida que até ganham de vez em quando é o que mais irrita os nossos adversários (particularmente os benfiquistas). Desde que ganhem – os benfiquistas detestam que o Sporting ganhe; os sportinguistas adoram que o Benfica perca. O que mais irrita os benfiquistas é que no fundo eles admiram os sportinguistas e adorariam ser como eles.
Os dirigentes do Sporting têm que perceber esta realidade e estar à altura dela. Não é o que se tem visto, com declarações inenarráveis – muito piores do que meras gafes – do presidente agora demissionário. Deste que esta direção ainda em funções tomou posse, deu exemplos de péssima gestão – afinal as credenciais do presidente eram as de ter gerido um grande banco, e a presente crise nacional e internacional demonstra que gerir um banco não é sinónimo de ser bom gestor. Mas criou situações inacreditáveis – a lista é infelizmente muito longa: um presidente que manda calar e tenta agredir adeptos que o contestam; um vice-presidente que julga que os adeptos que contestam não deveriam ter lugar no clube; um relações-públicas antigo chefe de claque que instiga a desacatos; um chefe do departamento de futebol autoritário que entra em conflito com os melhores jogadores; a proibição do uso de calças de ganga; mas sobretudo o presidente que acha que ser casado com alguém benfiquista é “uma infelicidade” e que os pais é que escolhem o clube dos filhos.
Todos estes episódios – particularmente aqueles que envolveram o presidente – causaram-me um sentimento que nunca antes sentira: vergonha do meu clube. Voltando ao princípio: nunca – nem durante o longo jejum de títulos de 18 anos – eu temera o fim do Sporting enquanto clube grande, a “belenensização”: se havia algo que caracterizava os sportinguistas, apesar da falta de militância (e da falta de vitórias) era esse orgulho de ser de um clube único. Nos tempos mais recentes, e devido a esta desastrosa direção, ser do Sporting não tem sido motivo de orgulho. O meu desejo para 2011 é que ser do Sporting volte a ser motivo de orgulho o mais depressa possível.
O Sporting atravessa uma crise pior, mais profunda, que a das décadas de 80/90. Nessa altura nunca perdi a esperança no clube e nunca temi uma “belenensização”. Acredito que o Sporting é grande o suficiente para ultrapassar esta crise; porém, nunca temi tanto pelo futuro do clube como hoje.
Por que temo? Qual é a razão que leva alguém a ser sportinguista? Não há uma resposta simples, mas basta um pouco de sociologia de almanaque (corroborada por inquéritos e estatísticas) para caracterizar os sportinguistas. No meu caso, basta dizer que, tendo estudado em Lisboa, no ensino primário e básico os benfiquistas estavam em larga maioria na turma, no secundário eram ela por ela com os sportinguistas e no ensino superior os sportinguistas eram uma larga maioria: no meu curso os benfiquistas contavam-se pelos dedos de um pé. Os sportinguistas vencem na vida; por que razão não vence o clube?
Justamente por os sportinguistas estarem muito mais preocupados com as suas vidas do que com o seu clube, ao contrário dos benfiquistas, para quem o clube é tudo. É a chamada “falta de militância”, tão bem diagnosticada pelo anterior presidente.
É este desapego pelo clube que distingue e diria mesmo que dá graça aos sportinguistas. Agora, pode um clube não ser popular e mesmo assim ser grande? A história do Sporting diz que sim. Mas para tal tem que ter bons dirigentes e ser bem dirigido. São duas coisas diferentes.
Por “bem dirigido” entende-se um clube financeiramente viável, que saiba criar talentos e fazer bons negócios, sem vender ou comprar de qualquer maneira. Que tenha objetivos desportivos ambiciosos e realistas. Não é o que se tem visto no Sporting, pelo menos no mandato da direção cessante, com dinheiro gasto ao desbarato na contratação de jogadores, treinadores e sobretudo dirigentes sem qualidade, que contratam os seus amigos à beira da reforma.
Por “bons dirigentes” entende-se dirigentes que entendam a cultura e as peculiaridades do Sporting. Por muito que o Sporting não ganhe tantos títulos como os outros, a postura de vencedores na vida que até ganham de vez em quando é o que mais irrita os nossos adversários (particularmente os benfiquistas). Desde que ganhem – os benfiquistas detestam que o Sporting ganhe; os sportinguistas adoram que o Benfica perca. O que mais irrita os benfiquistas é que no fundo eles admiram os sportinguistas e adorariam ser como eles.
Os dirigentes do Sporting têm que perceber esta realidade e estar à altura dela. Não é o que se tem visto, com declarações inenarráveis – muito piores do que meras gafes – do presidente agora demissionário. Deste que esta direção ainda em funções tomou posse, deu exemplos de péssima gestão – afinal as credenciais do presidente eram as de ter gerido um grande banco, e a presente crise nacional e internacional demonstra que gerir um banco não é sinónimo de ser bom gestor. Mas criou situações inacreditáveis – a lista é infelizmente muito longa: um presidente que manda calar e tenta agredir adeptos que o contestam; um vice-presidente que julga que os adeptos que contestam não deveriam ter lugar no clube; um relações-públicas antigo chefe de claque que instiga a desacatos; um chefe do departamento de futebol autoritário que entra em conflito com os melhores jogadores; a proibição do uso de calças de ganga; mas sobretudo o presidente que acha que ser casado com alguém benfiquista é “uma infelicidade” e que os pais é que escolhem o clube dos filhos.
Todos estes episódios – particularmente aqueles que envolveram o presidente – causaram-me um sentimento que nunca antes sentira: vergonha do meu clube. Voltando ao princípio: nunca – nem durante o longo jejum de títulos de 18 anos – eu temera o fim do Sporting enquanto clube grande, a “belenensização”: se havia algo que caracterizava os sportinguistas, apesar da falta de militância (e da falta de vitórias) era esse orgulho de ser de um clube único. Nos tempos mais recentes, e devido a esta desastrosa direção, ser do Sporting não tem sido motivo de orgulho. O meu desejo para 2011 é que ser do Sporting volte a ser motivo de orgulho o mais depressa possível.
2011/01/16
A eleição presidencial mais importante está ganha
Livrámo-nos do anormal do cotonete.
José Eduardo Bettencourt não demonstrou competência nenhuma. Eu não tenho pena dele, porque andou a ganhar dinheiro e não foi pouco, mas duvido que instituição alguma o queira agora. Deixa uma impressão tão má, mas tão má, da sua pessoa, que quem o for buscar agora, seja quem for, sai desprestigiado. Se ele voltar para o banco onde tenho as minhas poupanças, pode ser que retire de lá o dinheiro.
2010/12/13
Volta ao bilhar grande
Sem poder ganhar títulos relevantes esta época (fora da Taça, e ninguém acredita no campeonato ou na Liga Europa), está na altura de José Eduardo Bettencourt ir pensando em cumprir a sua promessa. O treinador e o diretor para o futebol seguem-no, obviamente, mas tem que começar por cima.
2010/10/18
Um homem à frente do seu tempo
Artigo de Marco Vaza, Público, 16-10-2010.
Malcolm Allison (1927-2010), o treinador que gostava de viver para lá do futebol Malcolm Allison não escondia de ninguém os charutos nem as garrafas de champanhe. “O champanhe é uma bebida boa, uma bebida limpa”, dizia. Não se importava que os jogadores bebessem, responsabilizava-os pelas suas atitudes, mas premiava-os se fossem vencedores. “Fomos a Paris fazer um jogo particular com o PSV, já depois de termos sido campeões e ter vencido a Taça”, recorda ao PÚBLICO Manuel Fernandes, avançado do Sporting que coincidiu com o técnico britânico em Alvalade em 1981/82, ano de muitas conquistas para o clube. “Depois do jantar, regressámos ao hotel às duas da manhã e eu perguntei-lhe: “A que horas temos de acordar amanhã?” Ele respondeu: “Hoje ninguém vai dormir, vamos para os copos em Paris. Já fomos campeões. Agora temos de nos divertir e conviver uns com os outros.” Regressámos às seis da manhã.” Morreu aos 83 anos o homem do chapéu, dos charutos e do champanhe. Da liberdade responsabilizada e dos métodos inovadores. “Era uma pessoa à inglesa. Para ele, liberdade era igual a responsabilidade. Criou-se essa imagem de uma pessoa anarca e irresponsável, mas era exactamente o contrário. E era igual para todos”, conta ao PÚBLICO António Oliveira, avançado do Sporting daquele tempo, a quem Allison chamava “Oli”. “Se tínhamos um treino à terça-feira, ele dizia: “Oli, vai ver a família, e vem só na quarta-feira.” Ele queria tirar partido da parte psicológica.” Nascido em Dartford a 5 de Setembro, Malcolm Alexander Allison, Big Mal, chumbou de propósito na escola para poder ir jogar futebol, chegando ao Charlton com 18 anos em 1945, depois de ter passado os últimos anos da guerra como moço de entregas para uma mercearia. No Charlton teve poucas oportunidades e passou para outro clube de Londres, o West Ham, onde jogou até aos 31 anos, terminando a carreira de forma precoce devido a uma tuberculose que fez com que lhe retirassem um pulmão. Estreou-se como treinador aos 36 anos no modesto Bath City, andou pelo Canadá e passou pelo Plymouth, antes de chegar ao Manchester City, onde foi adjunto entre 1965 e 1972, cumprindo a época seguinte como técnico principal - como adjunto, foi campeão inglês, venceu as taças de Inglaterra e da Liga e uma Taça das Taças. Ainda em Inglaterra, foi marcante a sua passagem pelo Crystal Palace, clube do qual foi despedido por se ter deixado fotografar nu com uma actriz porno numa banheira nas instalações do clube. Chegou a Portugal em 1981 e conduziu o Sporting ao título e à Taça de Portugal, falhando por pouco o sucesso na Europa - foi eliminado pelo Neuchâtel Xamax nos oitavos-de-final, depois de uma eliminatória anterior marcante com o Southampton de Kevin Keegan, com um triunfo por 4-2 em Inglaterra e um empate sem golos em Lisboa. “Nesse jogo, ele começou por me colocar a defesa-direito e a ordem era: “Meszaros [o guarda-redes], quando tiveres a bola joga para o Oli”. Marcámos quatro”, recorda António Oliveira. Apesar da época de sucessos, a permanência de Big Mal em Alvalade terminou logo no início da época seguinte. O britânico seria despedido, por alegadamente beber demasiado, mas voltaria a Portugal para treinar Vitória de Setúbal e Farense. “Foi um processo muito injusto. Um empresário estava a preparar a vinda do Josef Venglos e inventaram uma história que o Allison tinha bebido uma quantidade impossível de álcool”, lamenta Oliveira, que seria o substituto imediato do britânico, como treinador-jogador antes de Venglos chegar a Alvalade. O Sporting foi o último clube onde teve sucesso como treinador, tendo ainda passagens falhadas pelo Middlesbrough, pela selecção do Kuwait e pelo Bristol, onde terminou a carreira em 1993. Sofreu nos últimos anos da sua vida com os excessos que antes cometera. Quase todos os seus relacionamentos amorosos - um deles com uma coelhinha da Playboy - falharam e a sua saúde degradou-se de forma irreparável pelo álcool que consumiu - admitiu o seu alcoolismo -, terminando os seus dias num lar, já praticamente desligado do mundo. Mas seguramente, garante quem o conheceu, sem arrependimentos. Palavra a António Oliveira: “Era um homem que gostava de viver e transmitia-nos o gozo pela vida para lá do futebol.”
2010/10/15
Malcolm Allison (1927-2010)
Com o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal 1980-81 entregues ao Benfica e sem estaleca para a Taça dos Campeões, o Sporting começou cedo a preparar a época seguinte. Bem ao seu estilo, o presidente João Rocha queria um avançado e um treinador. Para o primeiro objectivo foi ao FC Porto buscar o virtuoso Oliveira para juntar à dupla Manuel Fernandes-Jordão. Já o treinador não foi tão fácil. José Maria Pedroto foi sondado, mas preferiu o Vitória Guimarães. Viria Malcolm Allison. É nessa memorável época de 1981-82 que o Sporting enche o país de verde e branco. À conta de vitórias e bom futebol. O excêntrico Malcolm Allison entra em cena e tem uma equipa de luxo à sua disposição. Além de Oliveira, ex-FC Porto, e Meszaros, guarda-redes húngaro para o lugar de Vaz, chegam Melo, Venâncio, Nogueira, Virgílio e Alberto. O Sporting começa por empatar 2-2 em casa com o Belenenses de Artur Jorge, num jogo com cinco expulsões (4-1 para os azuis). Seguem-se cinco vitórias consecutivas, ciclo travado por Boavista (3-3) e Benfica (1-1). No final da primeira volta, o Sporting continuava invicto, com quatro pontos de avanço sobre o Benfica e cinco sobre o FC Porto. Em Março, o Sporting bate o Benfica em Alvalade por 3-1, num encontro em que o brasileiro Jorge Gomes, o primeiro estrangeiro de sempre nos encarnados, acusa o árbitro Marques Pires. "Ele é que devia ir ao controlo antidoping. Um homem no seu estado normal não faz aquelas coisas!" O título não era uma miragem e tornou-se realidade a três jornadas do fim, no Estoril. Só faltava Jordão ser o melhor marcador. Mas o portista Jacques tirou-lhe o título na derradeira jornada, em que os dois se defrontaram nas Antas (2-0 para os dragões, com um golo de Jacques). A festa continua na Taça, uma semana mais tarde, com um inequívoco 4-0 sobre o Braga, na tarde em que Quinito, treinador do bracarenses, se apresentou no Jamor de fraque creme e laço castanho. Na hora de receber o troféu, Manuel Fernandes despiu a camisola 9, deu-a ao presidente João Rocha e foi de tronco nu para a tribuna de honra, onde estava Ramalho Eanes com a Taça. É a quinta dobradinha na história do Sporting! O mérito é de todos e de Allison, o treinador inglês que nunca mais ganhou nada a partir daí. Big Mal, como lhe chamam, fez ontem 83 anos. Está internado num lar de idosos, com doença de Alzheimer, mas é um homem que continua no coração dos sportinguistas. Por isso, o "i" falou com quatro jogadores para ouvir histórias de outros tempos. Tempos de glória, lá para os lados de Alvalade.
MESZAROS, O REFORÇO PARA A BALIZA "Devo-lhe muito. Ele é que me contratou para o Sporting. E para o V. Setúbal [1987-88]. Há um pormenor de que nunca me esquecerei: num jogo da Taça, em casa, com o Boavista, estávamos a perder 2-1 ao intervalo. Nós, jogadores, estávamos no balneário, ele abre a porta e só nos diz isto: ''Se quiserem ganhar, passem a bola ao Mário Jorge.'' Depois saiu e bateu com a porta. Ficámos todos a olhar uns para os outros. Na segunda parte, o Mário Jorge fez a jogada do 2-2 para o Manuel Fernandes e foi derrubado na área, no lance de que resultou o penálti do 3-2, marcado pelo Oliveira."
EURICO, O PATRÃO DA DEFESA "Há 29 anos acabaram-se os estágios. Allison chegou a Lisboa e deu-nos responsabilidade. Mas não se ficou por aí. Todos nós, jogadores, tínhamos direito a um copo de vinho, sempre servido por empregados à mesa, durante as refeições. Num dos primeiros almoços que tivemos nessa época, um empregado de mesa serviu-nos o vinho e ia levar a garrafa quando se ouviu o Allison a dizer: ''Deixe aí a garrafa!'' "
CARLOS XAVIER, O MIÚDO "De cada vez que jogávamos em Alvalade chegávamos ao estádio às 10h30 e almoçávamos a essa hora. O Malcolm Allison dizia-nos para comer à vontade: batatas, ovos, carne, peixe, massa. Era só escolher. Até ao jogo, ficávamos lá no estádio à espera de entrar em campo. Quando íamos a caminho do relvado já estávamos em pele de galinha, porque o Allison entrava em campo antes de nós e era um espectáculo dentro do próprio espectáculo. Dava a volta ao campo com o braço no ar a segurar o inconfundível chapéu. Os adeptos deliravam e nós também. Houve uma altura em que até havia música ao vivo e se tocava o "Comanchero". O estádio ia abaixo. Nunca o ouvi berrar. Nem nos treinos. Quando eu cometia um erro, aproximava-se e segredava-me qualquer coisa como ''não me lixes'', como quem diz: ''não sejas assim, tão apático, és capaz de muito melhor.'' "
MANUEL FERNANDES, O CAPITÃO "Dois dias depois de ganharmos a Taça, jogámos com o PSV Eindhoven em Paris. Na véspera, à noite, Allison concentrou os jogadores no hall do hotel e começou a falar das aventuras em Inglaterra. A conversa, animada como sempre, durou das 23 às duas da manhã. A essa hora, eu, como capitão, sugeri que fôssemos para a cama. Ele virou-se para mim: ''Fomos campeões, vencemos a Taça e vamos dormir? Nada disso. Vamos todos sair para Paris.'' E lá fomos, todos nós, aos bares e aos cabarés de Paris, àqueles mais conhecidos e tudo, como o Lido. Foi uma noite-manhã inesquecível. Aliás, essa sintonia de grupo já vinha de Agosto do ano anterior [1981], quando o Allison chegou a Lisboa. Dizia-nos para almoçarmos, jantarmos, cearmos ou sairmos à noite, mas sempre na véspera da folga. Como esse dia calhava à terça-feira, o plantel do Sporting, formado por 20/25 jogadores, começou a sair à segunda. Às vezes encontrávamo-nos ao almoço, ficávamos no restaurante até ao jantar e depois ainda íamos dançar até não aguentar mais. A essas noitadas o Malcolm nunca foi. Só mesmo a de Paris e por isso é que foi tão inesquecível. Porque fechou uma época de ouro no Sporting."
2010/07/07
Perplexo e boquiaberto com a situação do Sporting
Claramente o Moutinho é um jogador à Porto. O Paulo Bento também é um treinador à Porto (esperava que Pinto da Costa o tivesse contratado). Quem nunca foi um jogador à Porto, apesar de lá ter jogado alguns anos, foi este diretor desportivo que o atual presidente se lembrou de ir buscar para o Sporting.
O negócio é o que menos interessa. O que me importa é um dos principais ativos recusar-se a jogar e ser vendido de qualquer maneira. Que presidente é este?
Não sei onde o clube vai parar assim.
O negócio é o que menos interessa. O que me importa é um dos principais ativos recusar-se a jogar e ser vendido de qualquer maneira. Que presidente é este?
Não sei onde o clube vai parar assim.
2010/05/17
Há dez anos
Fez na sexta feira dez anos. Comprei um bilhete de avião de Nova Iorque para a Califórnia, para daí a duas semanas. Comprei a máquina fotográfica que não poderia deixar de levar (e que ainda hoje é a minha máquina fotográfica - uma máquina digital das primeiras). Comprei os bilhetes para o concerto do João Gilberto no Carnegie Hall, depois de voltarmos da Califórnia. Comprei o álbum "Passarim", do Tom Jobim, na Trumps Tower, na 5ª Avenida. O meu amigo que comigo ia, e que ficou no carro, estacionado ao pé do Hudson, foi abordado por prostitutas e ia sendo preso (fui dar com ele com as mãos em cima do capot, a ser revistado pela polícia). Foi um dia verdadeiramente inesquecível, por tudo isto. Mas o mais inesquecível foi chegarmos a Newark, para jantarmos na Marisqueira Seabra, sem sabermos de resultado nenhum (bem bastara a deceção de uma semana antes, em Alvalade, com o Benfica), e darmos com uma festa verde e branca.
2010/05/10
Benfica campeão (4)
Sentia-me rodeado de adeptos benfiquistas que se dirigiam ao Marquês de Pombal como se estivesse no meio de uma festa que não era minha. Não me sentia propriamente mal. Sentir-me-ia mal se o Benfica tivesse ganho o campeonato na última jornada ao meu clube, mas o Benfica não tem culpa que o meu clube tenha realizado a pior época de sempre, tendo ficado pela primeira vez mais perto do último que do primeiro, em termos de pontos.
Senti-me melhor ali, provavelmente, que em Braga. A equipa do Braga está de parabéns. Os adeptos, não, como se comprova pela invasão da Casa do Benfica em Braga. Confirma o que há muito sentia: no Minho os adeptos de futebol são fanáticos.
Senti-me melhor ali, provavelmente, que em Braga. A equipa do Braga está de parabéns. Os adeptos, não, como se comprova pela invasão da Casa do Benfica em Braga. Confirma o que há muito sentia: no Minho os adeptos de futebol são fanáticos.
2010/05/06
Após o jogo
Foi a única vez que fui a Alvalade esta época. O resumo da festa é o que se segue.
O jogador mais assobiado foi o Veloso (pai do Miguel). Cada vez que o Veloso tocava a bola, para além dos tradicionais insultos à avó do Miguel, ouvia-se um “larga a bola, lampião do c******!!”
Já é mais difícil dizer quem foi o jogador mais aplaudido. Do lado dos amigos do Iordanov, foi seguramente o Domingos Paciência, autor de dois golos e que revelou uma bela forma (os outros quatro foram do Pauleta). Nunca o Domingos foi tão aplaudido em Alvalade como ontem (ele que na década de 90 deu algumas vitórias e títulos ao Porto em Alvalade). Ontem, sempre que tocava na bola, só ouvia “Nós só queremos Domingos campeão!” Espero que o apoio do público lhe seja bom.
Do lado do Sporting, para além do Sá Pinto (que marcou dois golos, um deles de penalti e sem o Liedson), o mais aplaudido foi o inesquecível Acosta (que também marcou o seu golinho – um matador não esquece). E o mestre André Cruz. Para além de ter marcado outro golo – de livre direto, como ele sabe – conseguiu ser o único jogador a enfiar a bola num orifício pequeno de uma baliza coberta, num passatempo ao intervalo. Continua a saber pôr a bola onde quer. Um grande, grande jogador.
O jogo estava empatado 6-6, e o Iordanov ainda não tinha marcado (jogou os primeiros minutos pelos “amigos”, e os minutos finais pelo Sporting, tendo ficado no banco a maior parte do tempo). Pedro Henriques marcou um pemalti, o guarda redes dos “amigos” atirou-se ao chão e creio mesmo que se encolheu, mas o Iordanov atirou ao lado. Logo depois, revelando um bom pormenor, rematou de fora da área – um pouco ao lado também, mas se tem entrado era bonito. Finalmente, lá conseguiu. E o jogo acabou. Iordanov agradeceu e pediu aos adeptos para apoiarem sempre o Sporting. Enquanto lá andar este presidente é difícil, mas o facto de ser um pedido de quem foi talvez ajude. Obrigado por tudo, Iordanov!
O jogador mais assobiado foi o Veloso (pai do Miguel). Cada vez que o Veloso tocava a bola, para além dos tradicionais insultos à avó do Miguel, ouvia-se um “larga a bola, lampião do c******!!”
Já é mais difícil dizer quem foi o jogador mais aplaudido. Do lado dos amigos do Iordanov, foi seguramente o Domingos Paciência, autor de dois golos e que revelou uma bela forma (os outros quatro foram do Pauleta). Nunca o Domingos foi tão aplaudido em Alvalade como ontem (ele que na década de 90 deu algumas vitórias e títulos ao Porto em Alvalade). Ontem, sempre que tocava na bola, só ouvia “Nós só queremos Domingos campeão!” Espero que o apoio do público lhe seja bom.
Do lado do Sporting, para além do Sá Pinto (que marcou dois golos, um deles de penalti e sem o Liedson), o mais aplaudido foi o inesquecível Acosta (que também marcou o seu golinho – um matador não esquece). E o mestre André Cruz. Para além de ter marcado outro golo – de livre direto, como ele sabe – conseguiu ser o único jogador a enfiar a bola num orifício pequeno de uma baliza coberta, num passatempo ao intervalo. Continua a saber pôr a bola onde quer. Um grande, grande jogador.
O jogo estava empatado 6-6, e o Iordanov ainda não tinha marcado (jogou os primeiros minutos pelos “amigos”, e os minutos finais pelo Sporting, tendo ficado no banco a maior parte do tempo). Pedro Henriques marcou um pemalti, o guarda redes dos “amigos” atirou-se ao chão e creio mesmo que se encolheu, mas o Iordanov atirou ao lado. Logo depois, revelando um bom pormenor, rematou de fora da área – um pouco ao lado também, mas se tem entrado era bonito. Finalmente, lá conseguiu. E o jogo acabou. Iordanov agradeceu e pediu aos adeptos para apoiarem sempre o Sporting. Enquanto lá andar este presidente é difícil, mas o facto de ser um pedido de quem foi talvez ajude. Obrigado por tudo, Iordanov!
2010/05/05
Eu vou a Alvalade para homenagear Iordanov...
...mas sobretudo para ver ao vivo (algo que nunca fiz por na altura viver nos EUA) o André Cruz e o Acosta. (Qualquer um destes três daria um melhor diretor desportivo que o Costinha.) E rever alguns portugueses, como o Carlos Xavier (outro bom diretor desportivo).
Mas o que eu receio é que o Sporting se torne nisto: um clube cheio de saudades de si mesmo.
Mas o que eu receio é que o Sporting se torne nisto: um clube cheio de saudades de si mesmo.
2010/04/28
João Morais (1935-2010)
O "cantinho do Morais" não se esquece mais. Obrigado por ter dado ao Sporting o seu único troféu europeu, em 1964.
2010/04/22
A nova bettencorada: casar com uma benfiquista é uma "infelicidade"
Filipe Soares Franco não compareceu à cerimónia da entrega dos emblemas aos sócios do Sporting com 25 anos de filiação. Provavelmente já nem quer dar confiança aos atuais órgãos sociais do clube. Se tivesse comparecido, poderia ter respondido com o seu próprio exemplo (foi casado com uma benfiquista histórica, e só a sua filha é sportinguista - os filhos são benfiquistas) a mais estas declarações imbecis deste presidente que há muito perdeu o cérebro, se é que alguma vez o teve. Poderia ter dito que o sportinguismo é importante, mas mais importantes são outros valores (a própria cultura sportinguista reconhece isto - e é isto que faz este clube diferente). E poderia ter concluído que não admite (não se admite) que sportinguista nenhum venha julgar a "felicidade" de uma relação com alguém de outro clube.
Se o (tristemente) presidente do Sporting tivesse um mínimo de inteligência, perceberia que não é com "trabalho de sapa" que se angariam sportinguistas. Embora a família possa ter influência na escolha do clube (não o nego), cada vez é menos esse o caso. Para um jovem escolher um clube, é também importante que ele ganhe, mas mais ainda (e tradicionalmente é esse o caso dos sportinguistas) é importante a história, os valores e sobretudo a imagem do clube. E é isso que eu nunca vi ser tão degradado como por este presidente. Na confissão de inferioridade que volta a fazer perante o Benfica e, sobretudo (o mais grave), na mentalidade inerente a uma mãe escolher o clube do filho. É provavelmente assim na família de José Eduardo Bettencourt, mas não é assim nos dias de hoje. José Eduardo Bettencourt parou em meados do século passado, e quer arrastar o Sporting junto com ele.
Se o (tristemente) presidente do Sporting tivesse um mínimo de inteligência, perceberia que não é com "trabalho de sapa" que se angariam sportinguistas. Embora a família possa ter influência na escolha do clube (não o nego), cada vez é menos esse o caso. Para um jovem escolher um clube, é também importante que ele ganhe, mas mais ainda (e tradicionalmente é esse o caso dos sportinguistas) é importante a história, os valores e sobretudo a imagem do clube. E é isso que eu nunca vi ser tão degradado como por este presidente. Na confissão de inferioridade que volta a fazer perante o Benfica e, sobretudo (o mais grave), na mentalidade inerente a uma mãe escolher o clube do filho. É provavelmente assim na família de José Eduardo Bettencourt, mas não é assim nos dias de hoje. José Eduardo Bettencourt parou em meados do século passado, e quer arrastar o Sporting junto com ele.
2010/03/22
Disciplina segundo Costinha
Um artigo de Luís Avelãs no Record que resume o essencial do que há a dizer sobre (mais) este caso do meu triste Sporting.
Estava fácil de perceber, desde o súbito desaparecimento do russo da convocatória para o embate com o Atlético Madrid, que a novela em torno de Izmailov iria ser longa e complexa. E o curioso é que quanto mais surgem afirmações das personagens envolvidas, mais complicado fica perceber o que aconteceu, o que se passa de momento ou até o que irá suceder nas próximas horas.
Que há muita mentira pelo meio, creio que já todos entenderam. Basta atentar nas palavras de Costinha, do médico Gomes Pereira e do empresário Paulo Barbosa para ter a certeza que tudo isto segue repleto de episódios que, pura e simplesmente, não encaixam uns nos outros.
Deixemos de lado as suposições, tudo o que suscita (pela falta de confirmação) interpretações dúbias e concentremo-nos no óbvio: Costinha pode ter toda a razão para estar zangado com Izmailov mas, objectivamente, entrou "a pé juntos" numa situação em que, os interesses do clube, pediam uma intervenção mais sensata.
Na ânsia de mostrar serviço e de impor uma gestão diferente, mais profissional, Costinha apenas conseguiu amplificar um problema que, independentemente de ser grave, exigia tratamento com pinças. Ver alguém que prometeu um balneário blindando ir a correr para a sala de imprensa, após o adeus à Liga Europa, oferecer "a cabeça" do russo é, por si só, um erro tremendo.
Izmailov pode não ter estado bem neste "filme", mas é justo dizer que tem um passado no clube que, no mínimo, merecia outro tratamento. Não me recordo de ver outro futebolista dizer que abdicava do ordenado enquanto estivesse a recuperar de lesão. Por outra lado, ainda recentemente abdicou de um salário mais alto na sua terra para continuar de leão ao peito. A juntar a isto, convém ter presente que é dos melhores jogadores do plantel, bem como um dos activos mais significativos da SAD. Equacionar medidas radicais contra ele é, em traços gerais, desfalcar a equipa e rasgar dinheiro. Num grupo sem muitas soluções de qualidade e num emblema que não respira grande saúde financeira... tal devia ser proibido.
Costinha, depois de um súbito ataque de sportinguismo, teve outro, agora apelando à sua costela de disciplinador. Visto de fora foi uma reacção completamente exagerada, embora - reafirmo esta ideia - possa assistir-lhe muita razão. Por outras palavras, creio ter ficado claro que, a exemplo do que sucedeu com Sá Pinto, também Costinha deixou claro que, de momento, ainda não é a pessoa certa no posto adequado.
Saliento ainda como curiosidade o facto de Costinha ter colocado em causa o profissionalismo de um russo quando, ele próprio, saiu da Rússia (Dínamo de Moscovo) com o rótulo de pouco profissional. Aliás, na parte final da sua carreira de futebolista, o ex-internacional viveu vários momentos cinzentos. O súbito afastamento da Selecção (onde chegou a ser um dos "meninos bonitos" de Scolari) foi outro.
Três convicções muito pessoais a fechar:
- não acredito que este caso tivesse chegado tão longe caso o nome do empresário de Izmailov não fosse Paulo Barbosa;
- não acredito que este caso tivesse chegado tão longe caso o Sporting não necessitasse de vender jogadores e se não existissem propostas da Rússia para levar o futebolista;
- não acredito que este caso tivesse chegado tão longe se o presidente do Sporting agisse, de vez a vez, como tal.
2010/03/18
Tudo o que o Sporting não precisa
O balneário do Sporting não precisa de nenhum "team manager" (seja isso o que for, mas muito menos se for da Juventude Leonina). Não importa agora se o senhor em questão esteve ligado a uma administração dos CTT (com Carlos Horta e Costa, nomeada pelo governo PSD-CDS) investigada por suspeita de ilícitos na alienação de imóveis. Importa, sim, que o senhor foi um dos fundadores da Juve Leo. E, uma vez Juve Leo, sempre Juve Leo, como comprovam estas significativas declarações, cujas consequências não se fazem esperar. Independentemente de quem desencadeou os conflitos entre os adeptos do Sporting e do Atlético, declarações incendiárias como estas são de esperar num dirigente da Juventude Leonina, mas inadmissíveis num dirigente do Sporting. Também independentemente do resultado de hoje - e espero que o Sporting ganhe, e este ambiente não afete a equipa -, Miguel Salema Garção não pode continuar a desempenhar funções no Sporting. No final da época, deveria seguir com ele quem o contratou e protegeu. Não adiantam os grupos de apoio no Facebook criados pelo sobrinho desta desgraça de presidente (os poucos apoiantes chamam-se todos "Granger" ou "Bettencourt"): o Sporting não pode ficar reduzido a isto.
2010/02/28
O treinador-tiuí
O Tiuí era aquele jogador que não se sabia muito bem como tinha ido parar ao Sporting. Ninguém dava nada por ele, até que resolveu uma final da Taça de Portugal contra o FC Porto. Como consequência ficou mais uma temporada, mesmo se continuava sem se saber como tinha ido lá parar.
Com Carvalhal, aparentemente, passa-se algo semelhante. Ainda não se sabe muito bem como foi parar ao comando técnico do Sporting. Mas, graças a uma (bela) vitória contra o FC Porto, arrisca-se a ficar mesmo assim mais uma época. Vamos ver como corre o final desta.
Com Carvalhal, aparentemente, passa-se algo semelhante. Ainda não se sabe muito bem como foi parar ao comando técnico do Sporting. Mas, graças a uma (bela) vitória contra o FC Porto, arrisca-se a ficar mesmo assim mais uma época. Vamos ver como corre o final desta.
2010/02/26
Boas notícias assim não as tínhamos há muito
Começa por ser o "ministro" como líder do futebol. É uma incógnita, mas dá alguma esperança. Segue-se o resultado de ontem (normal contra equipas inlgesas que não os quatro "grandes"), e sobretudo a exibição - a melhor da época. Mas o melhor de tudo é a confirmação da permanência do melhor jogador do Sporting. Bem vindo, Izmailov!
2010/01/24
How do we solve a problem like Sá Pinto?

É claro que ele não tinha perfil para director do futebol. É claro que ele não tem perfil para nenhum cargo de liderança.
Mesmo num caso em que a culpa fosse repartida, o Sá Pinto seria o elo mais fraco. O Liedson é indispensável à equipa; o Sá Pinto é dispensável na estrutura do futebol. Mas ainda por cima o Sá Pinto é o culpado: como era de se esperar, foi ele que partiu para a agressão! Digo "como era de se esperar", porque os antecedentes são bem conhecidos. E é isso que custa mais: o Sá Pinto já se humilhara publicamente, já tinha esta justa reputação, e demonstra que não aprendeu nada.
Dito isto, temos aqui um caso complicado. Vejamos as coisas nesta perspectiva: um jogador que tem adeptos do Sporting que se deslocam de propósito para o apoiarem a jogar noutro clube, em Espanha; um dirigente que obriga os jogadores, no final da partida, a irem agradecer aos adeptos (eu ouvi isto), e que não permite que um jogador proteste com os protestos do público. Entre o Sá Pinto e os adeptos do Sporting há uma relação de amor. Pode um clube dispensar um ícone assim, numa altura em que cada vez há menos amor à camisola e os clubes cada vez têm menos referências? No caso do Sá Pinto, claramente não lhe podem dar um cargo directivo profissional. O que fazer com ele?
2009/11/23
Ontem, nas imediações do Estádio José Alvalade
Após o final do Pescadores-Sporting, jovens leoas gritavam "Carvalhal Allez" e comentavam "no final do jogo, o Sá Pinto obrigou-os [aos jogadores, presumo] a virem agradecer-nos!"
De súbito carros com bandeiras do Sporting começam a apitar. Eu pasmo: esta gente está a comemorar assim a eliminação de um clube (por acaso um clube muito simpático e que muito me diz) de um escalão tão secundário que nem eu sei bem qual é? Estará o Sporting assim tão em baixo?
Até que de dentro de um dos carros alguém anuncia às leoas: "Golo do Guimarães!" E a festa alarga-se. Disto é que o meu povo gosta.
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