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2007/05/20

19:00



Todo o estádio cantava. A publicidade condizia.

18:45


Na altura da inauguração deste estádio, o antigo futebolista (e responsável pelas instalações) José Eduardo anunciava, entusiasmadíssimo, muitos "sumos e hambúrgueres" que poderiam ser consumidos no interior. Ora, estádio de futebol que é estádio de futebol requer que sejam vendidos, para além das bandeiras e cachecóis, bifanas, coiratos, imperiais e vinho a copo. Tal e qual como na minha infância. Tudo continua na mesma. Fiquei mais tranquilo.

Benfica decide

Jesualdo Ferreira e "professor" Neca: dois benfiquistas decidem se o campeão é o Sporting ou o FC Porto.

2007/05/13

Se houver justiça desportiva...

...o FC Porto perde hoje em Paços de Ferreira, nem que seja com um golo marcado com a mão.

2007/05/04

Mourinho

Parte de um texto muito oportuno, que eu gostaria de ter escrito. Por Bruno Prata no Público de hoje:

Mourinho é o melhor treinador português de todos os tempos. Não precisaria de fazer mais nada na sua carreira para merecer, desde já, essa distinção.
É verdade, no entanto, que ele é responsável por muitos dos anticorpos que ganhou. Uma coisa são os mind games em que tenta desestabilizar o adversário. Outra, bem diferente, é descer ao nível mostrado aquando do incidente da camisola de Rui Jorge. Ou, mais recentemente, quando questionou a cultura de Cristiano Ronaldo. Foi uma coisa rasteira e deselegante. E injusta para com um jogador a quem a vida não ofereceu as mesmas oportunidades que Mourinho teve. Ao não responder, Ronaldo mostrou-lhe que as boas escolas não são solução para tudo.
Mourinho é o expoente máximo do pragmatismo. E alguém que sempre percebeu que, no futebol, não se ganha com boas acções. Ele não está interessado em prémios de popularidade, sempre demasiado datados no tempo. Aprendeu-o em casa, se não pelo discurso, de certeza pelos exemplos que retirou da carreira do pai, tantas vezes vítima de injustiças, até no Setúbal.
Mas se é natural que tenha assimilado uma visão prática das coisas do futebol, já parece menos razoável que insista em vender a faceta de fanfarrão inveterado. Tudo o que é demasiado é moléstia e a verdade é que o reconhecimento do mérito do seu trabalho começa a ser minado por aquela imagem arrogante que ainda rende na publicidade, mas que lhe cria cada vez mais inimigos. "Mourinho só se dá bem com os que não lhe ganham", disse há dias Rafael Benítez. Alex Ferguson queixa-se mais ou menos do mesmo.
Por isso, é chegada a altura de Mourinho fazer um exame de consciência. E de mudar. Não a parte em se prepara e trabalha mais do que todos os outros treinadores. Nem aquela em que estimula os seus jogadores e transforma o seu balneário numa colmeia de operários solícitos e rendidos ao mestre. Nem sequer aquela em que deixa escapar, de supetão, duas ou três frases-chave que sabe antecipadamente irem sair nos títulos dos jornais. O que Mourinho precisa de resolver é a parte em que não respeita os adversários (...). Quando o fizer, até as vontades e as mudanças de humor de Abramovich deixarão de ter a mesma importância...

2007/04/23

Eusébio em muito boas mãos

Lembro-me da história de Ronald Reagan, que quando foi vítima de um atentado e teve de ser operado de urgência, quis saber se os seus médicos eram republicanos ou democratas. Será que Eusébio quis saber se os seus médicos eram benfiquistas? O médico que o atendeu na urgência (e o acompanhou ontem) chamava-se, nem mais nem menos, José Roquette, pelo que a probabilidade de decepção era alta!

Desejo as melhoras e uma rápida recuperação ao Pantera Negra.

É da cor das cadeiras, seus cagaréus desconfiados!

Quis o destino que os meus dois clubes favoritos tivessem os estádios, construídos para o Euro 2004, desenhados pelo mesmo arquitecto, Tomás Taveira. Que é como quem diz: quis o destino que os meus dois clubes favoritos tivessem os estádios mais feios. O do Sporting, como é bem sabido, de fora parece uma casa de banho. O do Beira Mar consegue não ser tão mau, mas (como era de se esperar) tem uma combinação de cores berrantíssimas.
O Sporting, entretanto, lá chegou à final da Taça, como era a sua obrigação. No rescaldo desse jogo, o Beira Mar quer conferir o número de espectadores pagantes da partida de Alvalade, uma vez que no estádio lhes parecia estarem muito mais pessoas. Mas será que eles não sabem que um dos taveirismos mais característicos destes estádios é terem uma cadeira de cada cor (aleatoriamente distribuídas, de muitas cores diferentes)? Será que não sabem que um dos efeitos que tal taveirismo causa é, para quem está no campo, a ilusão de a assistência ser maior? Deveriam saber, pois têm o mesmo no estádio deles (que por sinal costuma estar bem vazio).
Vejam é se ganham à Académica!

2007/03/17

Inconvenientes da vitória

Devo começar por dizer que a vitória não me surpreende (sem falsa modéstia e sem querer desrespeitar o Porto). Tal como não me surpreendeu a eliminação da taça UEFA contra os russos. Isto para quem acompanhe o Sporting.
Os inconvenientes desta saborosa vitória são dois e são óbvios: fica mais provável a renovação do Tello (é capaz de nem ser assim tão mau) e fica mais próximo do primeiro lugar o Benfica. Não consigo estar completamente contente.

Roommates íntimos


Vamos ver quem deu melhores conselhos a quem.

2007/03/04

Manuel Bento (1948-2007)


Era um dos “cromos” da minha infância. Quando era miúdo, o que eu mais gostava era de o ver sofrer golos. Mas no fundo gostava dele. Dele e de toda a equipa do Benfica da primeira metade da década de oitenta. Os jogadores eram quase todos provenientes da margem sul do Tejo, de localidades operárias. Chalana, Pietra, Veloso, Nené, Diamantino... Sven Goran Eriksson era o treinador. E Bento era o capitão. E o mais emblemático.
Eu estava pelo “outro lado”, que eram o Jordão, o Oliveira, o Venâncio, o Carlos Xavier, mais tarde o regressado Vítor Damas. Manuel Fernandes, também da margem sul do Tejo, era o capitão. E o principal adversário. As grandes rivalidades naquela altura eram estas; depois é que apareceu o Pinto da Costa e mudou tudo.
Quem faz a grandeza do Benfica não são os tais famosos “seis milhões”: é o ter na sua história homens como o Bento.

2007/02/12

Os grandes derrotados do fim de semana (I)


Para este, começou logo no sábado. Tudo lhe correu mal.

2007/01/08

É futebol

Já me estava a convencer de que este FC Porto de Jesualdo Ferreira merecia mais a dobradinha que o de Co Adriaanse (que não merecia ter ganho a Taça). Mas já não a obterá... Espero que pelo menos a Taça de Portugal acabe em Alvalade. É que nos dois últimos anos o Sporting foi literalmente empurrado para fora da prova, no campo dos adversários.

2006/12/14

20 anos



Foi perante cerca de 60 mil espectadores, no velho Estádio Alvalade, que os leões fizeram história com aqueles 7-1 ao rival Benfica. (...) O Benfica, de John Mortimore, era líder do campeonato, sem derrotas, estava em grande forma, enquanto o Sporting, de Manuel José, irregular, em crise, estava em quarto lugar, atrás do Vitória de Guimarães. Quem ia adivinhar um resultado destes? Aquela segunda parte foi um delírio para os apaniguados leoninos e o desespero para os indefectíveis da Luz. (...) O Sporting passou bem o Natal mas não venceu nas seis jornadas seguintes e no final só conseguiu o quarto lugar, enquanto o Benfica (...) no fim sagrou-se campeão nacional. Já passaram 20 anos.
(Vítor Cândido, A Bola de hoje)

2006/12/06

Já esperava outra desgraça russa

Só foi surpresa para quem não viu o dérbi. E não conhece a história.
Caro Paulo Bento:
  • sei que deves admirar o Moutinho (um jogador parecido com o que tu foste), mas está na altura de o deixares descansar um pouco;
  • está também na hora de pores cobro ao vedetismo de alguns meninos como o Nani e o Djaló, que nesta altura não devem ser titulares;
  • está na altura de apostares mais vezes no Carlos Martins e no Miguel Veloso;
  • está na altura de parares de ter azar com as lesões (três laterais direitos!).
Finalmente: pede um avançado novo no sapatinho.

2006/12/01

Foda-se


Não há nada que mais me indisponha do que isto. Ainda por cima (e principalmente) quando não nos podemos queixar da arbitragem. Prefiro perder com o Estrela da Amadora ou a Naval 1º de Maio.

2006/11/29

O grande circo da Física - a velocidade do chuto do Ronny

Parece que é essa a questão com que se debatem os dois principais diários desportivos. A Bola consultou especialistas, e fala em 120 km/h. Já o Record faz ele próprio o cálculo simples e apresenta o resultado na primeira página: 222 km/h! Poucas vezes a Física do ensino scundário tem honras de primeira página de um jornal.
Dado o curto intervalo de tempo entre o chuto e a bola entrar na baliza, a aproximação que consiste em considerar a sua trajectória rectilínea (e não parabólica, desprezando a influência da gravidade) parece-me razoável. A aproximação para a distância percorrida também não me parece mal de todo, embora pudesse ser melhorada sem dificuldade (aqui o texto está mal: embora a trajectória seja "diagonal", também é "rectilínea").
O que me parece afectar o resultado é mesmo o valor do intervalo de tempo, que o Record apresenta como 28 centésimos de segundo. Não sei o rigor desta medição, mas não deve ser muito alto. Deve ser esta a origem da discrepância entre os valores dos dois jornais. Discrepância que levou A Bola, na edição de hoje, a reiterar a sua estimativa, consultando um especialista. Eu inclino-me mais o valor deste jornal. Se fosse o do Record (cerca do dobro), implicaria uma energia quatro vezes superior, algo nunca registado antes. E eu não acredito que o Ronny tenha uma energia de remate quatro vezes superior à do Roberto Carlos! A matéria de A Bola é mais completa, apresentando uma discussão comparativa. Mas a do Record apresenta números, embora se limite a fazer um cálculo elementar. Qual é que vocês preferem?
Fica entretanto a lição - os jornalistas devem consultar os especialistas, principalmente antes de fazerem manchetes de primeira página! Mas não me parece que, no Record, haja gente muito preocupada com isso.

2006/11/02

Pós Halloween, pós Todos-os-Santos

Terça à noite Lisboa estava cheia de adeptos de futebol às riscas horizontais verdes e brancas. Eram os chamados "leões de Lisboa", mas não são leões nem de Lisboa. Faziam uma grande festa.
Ontem à noite estavam mais caladinhos.
A festa dos verdadeiros leões de Lisboa, de verde e branco equipados, ainda está para vir.

2006/07/17

Para encerrar o Mundial

A prestação da equipa portuguesa e do seu treinador calam muitas bocas, como a de Miguel Sousa Tavares. Mas nem era esse aspecto, já muito discutido, que eu venho aqui abordar. É mesmo a grande festa que constituiu (e constitui sempre) o Mundial, principalmente para os países que nele participam. Eu fico feliz por ter amigos de muitas nacionalidades, australianos, mexicanos, italianos, alemães, brasileiros, espanhóis, argentinos, holandeses e franceses, claro, e verificar como todos eles comungam do mesmo entusiasmo por este torneio (menos os americanos...). Este campeonato é uma ocasião única para pôr a jogar entre si países de localizações muito diferentes, é o maior evento de massas à escala mundial e, por isso, eu não lamento nada o grande número de jogos ao princípio. Pelo contrário. E acho que preferir a sardinha assada aos jogos do Mundial é uma opinião respeitável (embora para quem diz que gosta de futebol revele um grande provincianismo), mas quem tem essa preferência poderia abster-se de emitir opiniões... sobre o Mundial. Até porque Miguel Sousa Tavares teve de engolir grande parte das opiniões que emitiu sobre o assunto.
É tudo. Daqui a quatro anos há mais.

2006/07/13

Ainda sobre o Zidane

Só queria acrescentar que em geral me irritam sempre estes julgamentos em praça pública típicos da imprensa sensacionalista britânica. Já fui vítima dos mesmos na blogosfera e creio que associado a eles existe sempre alguma hipocrisia à mistura.
Sobre o Zidane propriamente dito, não tenho nada a acrescentar ao que foi escrito na Agreste Avena. A não ser talvez que algo que joga em desfavor do Materazzi é ser filho do pior treinador que eu alguma vez me lembro de ter visto no Sporting. Mas passem por e leiam.

2006/07/12

Zidane o maior

Tenho lido muitas críticas, inclusive um editorial por parte de um superior hierárquico meu no jornal onde neste momento estagio, à atribuição do título de melhor jogador do Mundial a Zinedine Zidane.
Vamos ver as coisas como elas são. Antes da lamentável agressão (qualquer que seja o seu fundamento) com que se despediu do torneio e do futebol, era mais ou menos pacífico que o melhor jogador até então tinha sido Zidane (que regressara aos seus melhores tempos). Se não tivesse visto aquele cartão vermelho a dez minutos do fim, nenhuma opinião teria mudado. Então por que haveria de mudar só por causa de um cartão vermelho, algo que também sucede aos melhores? Dito de outra forma: será o fair play assim tão determinante para um bom jogador de futebol, de forma a ser preponderante na atribuição de um prémio que deve premiar o talento?
E por favor não venham comparar com as simulações dos jogadores portugueses. As simulações dos jogadores portugueses são um comportamento desleal e que não é, em geral, punido durante o jogo. O comportamento do Zidane, embora reprovável, não é dissimulado – foi à vista de toda a gente, toda a gente viu, foi em frente à televisão, assim como a agressão do Sá Pinto ao Artur Jorge há nove anos, só para comparar com outro jogador que jogava à bola e que de fiteiro não tinha nada. O Zidane e o Sá Pinto erraram e foram punidos por isso. Agora no caso do Zidane por que raio é que um acto irreflectido (e pouco frequente nele, e que deixou toda a gente de boca aberta) haveria de se repercutir num prémio ao seu talento futebolístico?
Tal tipo de opinião parece-me muito português. Em Portugal dá-se um valor excessivo à simpatia. Não importa se o professor é muito competente, se o médico é muito competente: se não forem simpáticos, não prestam. Não importa se a comida no restaurante não tem grande qualidade, se é cara ou se o serviço é mau: se o empregado for simpático e sorridente, perdoamos tudo. Quarenta e tal anos de ditadura e séculos de subserviência deram nisto: somos o país das carinhas larocas. Nada disto me espanta. O que me espanta é que agora até parece que a FIFA está a ir na conversa. Por pressão mediática. Por correcção política. Por querer parecer bem.
Para mim, o Zidane foi o melhor jogador do torneio.

Imagem roubada ao Kontratempos.