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2008/01/04
Vantagens da tripeiragem vistas por um lisboeta (1)
O Metro do Porto funcionou, ininterruptamente, na noite de fim de ano. Isto, sim, é noção de serviço público (e convidar as pessoas a não trazerem o carro nestas noites de grande confusão). Em Lisboa fechou à uma da manhã de 1 de Janeiro, após grandes enchentes.
2007/12/15
Niemeyer
Niemeyer e Lucio Costa aproveitaram para pôr em prática os conceitos modernistas de cidade: ruas sem trânsito (Niemeyer diria que é um desrespeito ao ser humano que ele tome mais de 20 minutos no transporte de uma região a outra), prédios erguidos por pilotis (apoiados em colunas e permitindo o espaço em baixo livre), integração com a natureza. Uma ideologia socialista também se ensaiou: em Brasília todos os apartamentos deveriam ser do governo que os cedia para seus funcionários, não havia regiões mais nobres, ministros e operários dividiriam o mesmo prédio. Brasília deveria ser uma cidade contida em si, não se expandir além dos projetos originais, previa-se que assim que ficasse cheia, outras em moldes parecidos seriam construídas em diversas regiões.
2007/10/16
Aquecimento global e Nobel da Paz
Alguns esclarecimentos sobre os comentários que os meus textos sobre o Nobel da Paz de 2007 suscitaram.
O Prémio Nobel da Paz é um prémio político. Não é um prémio científico. De nenhum modo a atribuição deste prémio significa um reconhecimento da realidade do aquecimento global. É antes um reconhecimento do seu trabalho em prol de uma causa meritória para a humanidade. É um prémio que pressupõe um julgamento moral.
Nesse aspecto dou razão ao Luís Aguiar Conraria no seu comentário: um prémio como o Nobel da Paz não deve ser atribuído para um trabalho que deve ser científico. A ciência não tem moral e nem responsabilidade social; o seu objectivo é, pura e simplesmente, a procura da verdade, por mais inconveniente que esta seja. Por isso o prémio teria sido melhor atribuído a Al Gore (cuja dedicação à causa do ambiente é muito antiga) e a grupos ecologistas.
A hipótese do aquecimento global causada pelo homem é o melhor que nós conhecemos. É presentemente a nossa realidade. É suportada por 90 por cento dos especialistas em climatologia, baseada no trabalho de perto de uma década de mais de 1000 investigadores provenientes de 130 países diferentes. O que não quer dizer que seja a última palavra a dizer sobre o assunto. Agora quem (legitimamente) não está satisfeito com a melhor explicação conhecida para o aquecimento global, que trate de propor outra e mostrar, com base em experiências credíveis, que a actual explicação está errada ou, pelo menos, que existe uma melhor explicação. É assim que funciona a ciência. Eu nunca vi isso em lado nenhum. Pelo contrário, só vi pessoas (por vezes cientistas) a contestarem a actual explicação por esta lhes ser... inconveniente. Por esta requerer uma alteração dos seus hábitos de vida, que há muito se sabe serem poluentes. Por estarem mais preocupados em continuarem a trnasportar-se de carro todos os dias, para não terem de se misturar com o “povo” em transportes públicos. Por não se quererem dar ao trabalho de reciclar. E de usar mais vidro e menos plástico. O que eu não posso aceitar é que esses cientistas disfarcem o seu comodismo e o seu egoísmo como "ciência".
Tudo isto implica um certo esforço, mas não é assim tanto. Na Holanda, toda a gente se transporta de bicicleta ou transportes públicos. Tal como se comia e bebia em louça, pode voltar-se à louça e abandonar os pratos, copos e talheres de plástico. Tudo é uma questão de mentalidade.
Finalmente, quero recordar algo ao Ricardo S. Carvalho (francamente, não sei mesmo se ele sabe). O Prémio Nobel da Paz pressupõe um julgamento moral, como referi. Ser-se “de esquerda” também. São duas coisas diferentes: o Prémio Nobel da Paz não é necessariamente de esquerda (das últimas vezes tem sido, mas nos anos 70 até ganhou o Kissinger). Pode acontecer estarem ambas erradas: prémios Nobel mal atribuídos, que não façam sentido, e opções políticas de esquerda (acontece às vezes). A verdade científica deve prevalecer, mas enquanto ela não existe (e isto admitindo que ela ainda não existe para o aquecimento global, o que está longe de ser pacífico), a esquerda tem o direito de ter as suas opções. Neste contexto, só uma opção de preservar o meio ambiente e melhorar a vida para todos no nosso planeta (contrária aos grandes interesses económicos) se pode considerar de esquerda. Isto é: só uma opção ecológica. Anteriormente falava do Prémio Nobel da Paz; agora falo de esquerda. Não estou a falar de ciência. Para isso (no que diz respeito ao aquecimento global), não sou o mais qualificado.
Sobre este assunto ler ainda o Klepsýdra, o De Rerum Natura, o Vida Breve, o Verdade ou Consequência e o Cosmic Variance.
O Prémio Nobel da Paz é um prémio político. Não é um prémio científico. De nenhum modo a atribuição deste prémio significa um reconhecimento da realidade do aquecimento global. É antes um reconhecimento do seu trabalho em prol de uma causa meritória para a humanidade. É um prémio que pressupõe um julgamento moral.
Nesse aspecto dou razão ao Luís Aguiar Conraria no seu comentário: um prémio como o Nobel da Paz não deve ser atribuído para um trabalho que deve ser científico. A ciência não tem moral e nem responsabilidade social; o seu objectivo é, pura e simplesmente, a procura da verdade, por mais inconveniente que esta seja. Por isso o prémio teria sido melhor atribuído a Al Gore (cuja dedicação à causa do ambiente é muito antiga) e a grupos ecologistas.
A hipótese do aquecimento global causada pelo homem é o melhor que nós conhecemos. É presentemente a nossa realidade. É suportada por 90 por cento dos especialistas em climatologia, baseada no trabalho de perto de uma década de mais de 1000 investigadores provenientes de 130 países diferentes. O que não quer dizer que seja a última palavra a dizer sobre o assunto. Agora quem (legitimamente) não está satisfeito com a melhor explicação conhecida para o aquecimento global, que trate de propor outra e mostrar, com base em experiências credíveis, que a actual explicação está errada ou, pelo menos, que existe uma melhor explicação. É assim que funciona a ciência. Eu nunca vi isso em lado nenhum. Pelo contrário, só vi pessoas (por vezes cientistas) a contestarem a actual explicação por esta lhes ser... inconveniente. Por esta requerer uma alteração dos seus hábitos de vida, que há muito se sabe serem poluentes. Por estarem mais preocupados em continuarem a trnasportar-se de carro todos os dias, para não terem de se misturar com o “povo” em transportes públicos. Por não se quererem dar ao trabalho de reciclar. E de usar mais vidro e menos plástico. O que eu não posso aceitar é que esses cientistas disfarcem o seu comodismo e o seu egoísmo como "ciência".
Tudo isto implica um certo esforço, mas não é assim tanto. Na Holanda, toda a gente se transporta de bicicleta ou transportes públicos. Tal como se comia e bebia em louça, pode voltar-se à louça e abandonar os pratos, copos e talheres de plástico. Tudo é uma questão de mentalidade.
Finalmente, quero recordar algo ao Ricardo S. Carvalho (francamente, não sei mesmo se ele sabe). O Prémio Nobel da Paz pressupõe um julgamento moral, como referi. Ser-se “de esquerda” também. São duas coisas diferentes: o Prémio Nobel da Paz não é necessariamente de esquerda (das últimas vezes tem sido, mas nos anos 70 até ganhou o Kissinger). Pode acontecer estarem ambas erradas: prémios Nobel mal atribuídos, que não façam sentido, e opções políticas de esquerda (acontece às vezes). A verdade científica deve prevalecer, mas enquanto ela não existe (e isto admitindo que ela ainda não existe para o aquecimento global, o que está longe de ser pacífico), a esquerda tem o direito de ter as suas opções. Neste contexto, só uma opção de preservar o meio ambiente e melhorar a vida para todos no nosso planeta (contrária aos grandes interesses económicos) se pode considerar de esquerda. Isto é: só uma opção ecológica. Anteriormente falava do Prémio Nobel da Paz; agora falo de esquerda. Não estou a falar de ciência. Para isso (no que diz respeito ao aquecimento global), não sou o mais qualificado.
Sobre este assunto ler ainda o Klepsýdra, o De Rerum Natura, o Vida Breve, o Verdade ou Consequência e o Cosmic Variance.
2007/10/13
Pseudo-cientistas ao serviço do lóbi das petrolíferas
Não é nada surpreendente como no Insurgente reagem ao Nobel de Al Gore. Mas sobre esta questão, dois pontos. Desde quando é que um prémio Nobel da paz é um prémio científico? Quanto à ciência propriamente dita, não é demais recordar que 90% (noventa por cento) da comunidade científica está de acordo em que o aquecimento global existe e deve-se principalmente à acção do Homem. O AAA poderia apresentar-nos argumentos dos 10% de cientistas que não concordam. Mas da próxima vez por favor não remeta para argumentos de quem de cientista não tem nada.
Sobre esta questão: realmente Al Gore não é cientista. Mas o prémio foi partilhado com o IPCC, que merece todo o crédito. Leiam ainda o Klepsýdra.
Sobre esta questão: realmente Al Gore não é cientista. Mas o prémio foi partilhado com o IPCC, que merece todo o crédito. Leiam ainda o Klepsýdra.
2007/10/12
Parabéns, Mr. Gore! (2)

Imagem Mónica Almeida/NYT
Basta vir aqui para perceber que este prémio incomoda muita gente. A batalha da opinião pública está ganha; resta o mais difícil, que é a batalha do dia a dia - convencer o cidadão comum a emitir menos CO2 reciclando, utilizando transportes públicos...
2007/09/06
Ainda sobre os transgénicos
Um pequeno comentário que deixei no Cinco Dias:
Esta questão dos transgénicos parece-me semelhante à da energia nuclear. É possível que com um melhor aproveitamento dos recursos existentes – que estão muito mal aproveitados – o recurso a elas seja desnecessário, mas tal não invalida que se investiguem e proponham formas novas de produção. O que me causa espécie é que esta investigação é logo catalogada como “sede de lucro”. Alguém duvida que, se a URSS ainda existisse, estaria a investigar em transgénicos? Seria esta putativa investigação da URSS movida pelo lucro? Não; esta história do “lucro” é só uma desculpa para disfarçar a desconfiança pela ciência e pela tecnologia. Os mesmos que são contra os transgénicos por causa da ganância propõem que os charlatães das homeopatias e outras medicinas “alternativas” sejam subsidiados pelos nossos impostos. Isto tudo é a influência do Prof. Boaventura. E só demonstra a desorientação de alguma esquerda desde a queda do muro de Berlim.
Sobre este assunto, sugiro a leitura deste texto do Rui Curado Silva.
Esta questão dos transgénicos parece-me semelhante à da energia nuclear. É possível que com um melhor aproveitamento dos recursos existentes – que estão muito mal aproveitados – o recurso a elas seja desnecessário, mas tal não invalida que se investiguem e proponham formas novas de produção. O que me causa espécie é que esta investigação é logo catalogada como “sede de lucro”. Alguém duvida que, se a URSS ainda existisse, estaria a investigar em transgénicos? Seria esta putativa investigação da URSS movida pelo lucro? Não; esta história do “lucro” é só uma desculpa para disfarçar a desconfiança pela ciência e pela tecnologia. Os mesmos que são contra os transgénicos por causa da ganância propõem que os charlatães das homeopatias e outras medicinas “alternativas” sejam subsidiados pelos nossos impostos. Isto tudo é a influência do Prof. Boaventura. E só demonstra a desorientação de alguma esquerda desde a queda do muro de Berlim.
Sobre este assunto, sugiro a leitura deste texto do Rui Curado Silva.
2007/08/26
Eu preferia quando a Eufémia era vermelha
E eis que em plena silly season surge algum facto político para animar: a invasão de uma herdade de cultivo de milho transgénico no Algarve por membros (de diversas nacionalidades) de um grupo com um nome bem português: “Verde Eufémia”.
A reacção da comunicação social portuguesa foi de escândalo pela “invasão da propriedade privada” para destruição de uma “plantação legal”. O facto de a plantação ser legal é importantíssimo e meu ver é o que mais merece ser discutido. Ninguém tentou saber, porém, quem trabalhava na referida herdade e em que condições. O que interessa é que é “propriedade privada”. Quem torna a referida propriedade produtiva está, ainda assim, a trabalhar em “propriedade privada”, e isso é o mais importante de tudo.Este é um triste sinal dos tempos em que vivemos, em que “Torre Bela” é só nome de documentário.
De entre os jornais que só se importaram com a defesa da propriedade, o mais assanhado foi o “Diário de Notícias”. João Pedro Henriques, um jornalista que eu habitualmente respeito e considero muito, nas questões que coloca numa entrevista a Miguel Portas chega ao cúmulo do dislate, ao comparar a invasão da plantação de milho transgénico com uma suposta invasão da casa do eurodeputado por este fumar. Miguel Portas estaria a fumar em sua casa, algo que só diz respsito a si e à sua família. O milho transgénico, que eu saiba, não era para consumo pessoal e pode vir a ser consumido por toda a gente.
Dito isto, tenho realmente pena que os activistas, com tantos crimes ecológicos que se cometem pelo Algarve e por Portugal fora, se concentrem exclusivamente no milho transgénico. Esta é a questão que vale a pena debater, e para isso precisamos de especialistas, que eu não sou. Mas até prova em contrário eu sou favorável ao cultivo de transgénicos. Creio que as suas vantagens superam em muito os seus inconvenientes. As alternativas são o recurso a produtos químicos poluentes, que têm um impacto ambiental muito superior aos transgénicos. Ou então – e esse é com certeza o sonho da “Verde Eufémia” – um regresso à agricultura biológica. Eu conheço vários adeptos da agricultura biológica, de várias nacionalidades, todos burgueses de esquerda. A produção da agricultura biológica talvez chegue para os alimentar a eles. Talvez dê para alimentar pequenos produtores do campo com pequenas hortas. Mas nunca uma produção exclusivamente biológica permitirá fornecer todos os supermercados de uma região como a Área Metropolitana de Lisboa. Chegará para fornecer, quanto muito, o “El Corte Inglés”. Um dos principais objectivos da esquerda deve ser dar comida a toda a gente e isso, com a actual demografia, só é possível com uma agricultura de massa. Era bom que a esquerda percebesse isso.
(Encontro-me numa aldeia do distrito de Aveiro, numa casa de família com uma pequeno pomar de frutas que são biológicas desde que os meus avós morreram. Frequentemente, para me entreter, apanho um cesto de deliciosas peras. Dois ou três dias depois, metade das deliciosas peras biológicas estão boas para voltarem para a horta e servirem de adubo.)
A reacção da comunicação social portuguesa foi de escândalo pela “invasão da propriedade privada” para destruição de uma “plantação legal”. O facto de a plantação ser legal é importantíssimo e meu ver é o que mais merece ser discutido. Ninguém tentou saber, porém, quem trabalhava na referida herdade e em que condições. O que interessa é que é “propriedade privada”. Quem torna a referida propriedade produtiva está, ainda assim, a trabalhar em “propriedade privada”, e isso é o mais importante de tudo.Este é um triste sinal dos tempos em que vivemos, em que “Torre Bela” é só nome de documentário.
De entre os jornais que só se importaram com a defesa da propriedade, o mais assanhado foi o “Diário de Notícias”. João Pedro Henriques, um jornalista que eu habitualmente respeito e considero muito, nas questões que coloca numa entrevista a Miguel Portas chega ao cúmulo do dislate, ao comparar a invasão da plantação de milho transgénico com uma suposta invasão da casa do eurodeputado por este fumar. Miguel Portas estaria a fumar em sua casa, algo que só diz respsito a si e à sua família. O milho transgénico, que eu saiba, não era para consumo pessoal e pode vir a ser consumido por toda a gente.
Dito isto, tenho realmente pena que os activistas, com tantos crimes ecológicos que se cometem pelo Algarve e por Portugal fora, se concentrem exclusivamente no milho transgénico. Esta é a questão que vale a pena debater, e para isso precisamos de especialistas, que eu não sou. Mas até prova em contrário eu sou favorável ao cultivo de transgénicos. Creio que as suas vantagens superam em muito os seus inconvenientes. As alternativas são o recurso a produtos químicos poluentes, que têm um impacto ambiental muito superior aos transgénicos. Ou então – e esse é com certeza o sonho da “Verde Eufémia” – um regresso à agricultura biológica. Eu conheço vários adeptos da agricultura biológica, de várias nacionalidades, todos burgueses de esquerda. A produção da agricultura biológica talvez chegue para os alimentar a eles. Talvez dê para alimentar pequenos produtores do campo com pequenas hortas. Mas nunca uma produção exclusivamente biológica permitirá fornecer todos os supermercados de uma região como a Área Metropolitana de Lisboa. Chegará para fornecer, quanto muito, o “El Corte Inglés”. Um dos principais objectivos da esquerda deve ser dar comida a toda a gente e isso, com a actual demografia, só é possível com uma agricultura de massa. Era bom que a esquerda percebesse isso.
(Encontro-me numa aldeia do distrito de Aveiro, numa casa de família com uma pequeno pomar de frutas que são biológicas desde que os meus avós morreram. Frequentemente, para me entreter, apanho um cesto de deliciosas peras. Dois ou três dias depois, metade das deliciosas peras biológicas estão boas para voltarem para a horta e servirem de adubo.)
2007/07/07
2007/05/23
Blogue "Blasfémias" defende as conquistas da revolução
Entre as consequências da Revolução Industrial está o surgimento do proletariado e do socialismo. Mas também um progresso incomparável para as nossas vidas.
Para o "Blasfémias", a grande conquista da Revolução Industrial é o carro próprio. Tudo em nome do "conforto" e - já cá faltava - da sacrossanta "liberdade individual". Quem disse que os trabalhadores é que estavam agarrados aos "direitos adquiridos"? O transporte em viatura própria dentro da cidade é um desses "direitos adquiridos" (neste caso pela burguesia) que terá que desaparecer.
"Desenvolvimento sustentável" é ideia que não passa por aquelas cabeças (e nem pela dos cidadãos em geral), o que demonstra o longo caminho que ainda se tem de percorrer. Que passa, como Paulo Varela Gomes anunciou no "Prós e Contras", por falar a verdade.
Para o "Blasfémias", a grande conquista da Revolução Industrial é o carro próprio. Tudo em nome do "conforto" e - já cá faltava - da sacrossanta "liberdade individual". Quem disse que os trabalhadores é que estavam agarrados aos "direitos adquiridos"? O transporte em viatura própria dentro da cidade é um desses "direitos adquiridos" (neste caso pela burguesia) que terá que desaparecer.
"Desenvolvimento sustentável" é ideia que não passa por aquelas cabeças (e nem pela dos cidadãos em geral), o que demonstra o longo caminho que ainda se tem de percorrer. Que passa, como Paulo Varela Gomes anunciou no "Prós e Contras", por falar a verdade.
2007/05/08
Smoke/don't smoke: a minha sentença
Sucedem-se as opiniões - 1, 2, 3 - sobre a proibição do tabaco em espaços fechados por parte de pessoas que eu respeito. Sobre este assunto, cheguei a uma conclusão: tenho muitas dúvidas em alinhar definitivamente por um dos lados. Vejo fundamentalistas dos dois lados. Mas quer fumar quer ir ao restaurante são hábitos burgueses. Nada com que alguém de esquerda se deva preocupar muito. Não vou perder muito mais tempo com o assunto.
2007/04/02
O primeiro de Abril do "Ciência Hoje"
O caso foi contado no De Rerum Natura (aqui vai em latim) e no Esquerda Republicana. Gostaria de saudar Jorge Buescu pela atitude que tomou e pelos princípios que defende para uma página como o Ciência Hoje. É que já não é a primeira vez que a pseudociência tem voz (infelizmente) naquela página (que, como refere o Ricardo Alves, é meritória e bem intencionada). Refiro-me concretamente a textos como este, cujo autor se apresenta como responsável por um blogue, sem mostrar nenhumas outras credenciais... que não podia. De facto o autor é engenheiro, o seu grau académico mais elevado é um mestrado (não sei por que universidade) e é professor numa universidade privada portuguesa (não sei em qual, nem de quê). Não sabemos que contribuições deu para a investigação neste assunto, que artigos publicou, em que revistas... Para enriquecer o currículo, poderia acrescentar ser referido frequentemente em tons elogiosos pelo insurgente André Azevedo Alves, que como se sabe é reconhecido pela sua isenção, independência e amor pela ciência... E é com estas credenciais que escreve no Ciência Hoje, onde põe em causa uma explicação de um facto aceite por 90% dos melhores especialistas mundiais. Felizmente o seu texto é bem refutado (logo) nos comentários, mas nem sempre se pode esperar que isso aconteça. Para o futuro, e para evitar mais casos como o que deu origem à saída de Jorge Buescu, sugiro assim ao Ciência Hoje mais cuidado com os textos de “opinião” que aceita, pois embora seja desejável e necessária a discussão em ciência, tal não se reduz à “opinião” e nem a torna democrática... Caso contrário, vemo-nos reduzidos às famosas teses de Boaventura de Sousa Santos.
2007/03/21
Desde o tempo dos dinossauros que os carros andam a gasolina
Eu nunca fui particularmente entusiasta dos "Dias de...", artificialmente inventados e dedicados a causas com que nos deveríamos preocupar o ano inteiro. Mas um dos "dias" de que eu me lembro, quando era miúdo, era o Dia Mundial da Árvore, que na escola era sempre dedicado a questões ecológicas. O Dia da Árvore é hoje. (Também parece que é "Dia da Poesia". Mas não havia outro dia para ser "Dia da Poesia"?)
Faz hoje vinte anos que eu plantei uma árvore, um cedro, na Escola Delfim Santos, em Lisboa. Ainda hoje está de pé. Olho sempre para ele quando por acaso lá passo. Há vinte anos, as únicas árvores que aquela escola tinha eram duas oliveiras.
Para observar a data, escolhi uma canção adequada, mais ou menos da mesma idade: Nothing But Flowers dos Talking Heads. Aqueles que só a conhecem de uma versão ensossa do Caetano Veloso (num álbum já de si desnecessário), vejam o excelente clipe de vídeo original. Não se limitem a escutar a letra irónica: leiam bem todos os factos que lá aparecem escritos. Muitos deles não perderam actualidade. Years ago, I was an angry young man...
Faz hoje vinte anos que eu plantei uma árvore, um cedro, na Escola Delfim Santos, em Lisboa. Ainda hoje está de pé. Olho sempre para ele quando por acaso lá passo. Há vinte anos, as únicas árvores que aquela escola tinha eram duas oliveiras.
Para observar a data, escolhi uma canção adequada, mais ou menos da mesma idade: Nothing But Flowers dos Talking Heads. Aqueles que só a conhecem de uma versão ensossa do Caetano Veloso (num álbum já de si desnecessário), vejam o excelente clipe de vídeo original. Não se limitem a escutar a letra irónica: leiam bem todos os factos que lá aparecem escritos. Muitos deles não perderam actualidade. Years ago, I was an angry young man...
2007/03/09
Barak, a Fox e o fumo
Eu acho bem que se protejam os direitos dos não-fumadores. Sobretudo, que se acabe com a cultura vigente em Portugal que faz com que o acto de fumar fique completamente impune. Até há uns anos um não-fumador em Portugal estava completamente indefeso. Mas o objectivo deve ser só o de proteger a saúde, e nunca o de estigmatizar e ostracizar o fumador e o acto de fumar. Via Zona Fantasma, deixo-vos com um vídeo que demonstra bem onde não se pode e não se deve chegar. E que vos dá uma ideia, ao mesmo tempo, da independência da cadeia de televisão americana Fox. Imaginem agora como são apresentados os conflitos internacionais, e quem critica a política externa americana!
Voltando ao assunto do vídeo: lamentavelmente, receio que se Barak Obama quer ter hipóteses de lutar pela nomeação democrata, terá que deixar de fumar. E isso já se confirmou: já o anunciou a semana passada.
Publicado originalmente no Cinco Dias.
2007/02/26
Parabéns, Mr. Gore!

Imagem Mónica Almeida/NYT
Conseguiu o que nenhum outro Presidente ou Vice Presidente americano (nem mesmo Ronald Reagan) alguma vez tinham conseguido.
Do discurso de aceitação:
"Esta não é uma questão política, é uma questão moral. Temos tudo para começar, exceptuando talvez a vontade de actuar. E isso é uma energia renovável."
2007/02/01
Apagão mundial
Entre as 18:55 e as 19:00 de hoje, hora portuguesa. Contra o desperdício de energia. As razões estão aqui.
2006/06/12
Durão Barroso ganhou o prémio Tuvalu
«Para este ano a escolha do júri recaiu sobre Durão Barroso, presidente da Comissão europeia pelo facto do dito cujo, sobejamente conhecido pelos portugueses, se deslocar diariamente dentro da cidade de Bruxelas com a sua viatura pessoal que é, nada mais nada menos, uma viatura 4x4 de todo-o-terreno (!!!), que gasta mais de 13.2 litros aos 100Km em circulação urbana e que produz, pelo menos, 265g de CO2/km percorrido (sem contar a climatização), ou seja, mais de 60 toneladas de CO2 ao longo da sua vida útil.» (Via o leftista João Vasco.)
2006/06/04
A verdade inconveniente e a verdade insurgente
Para encerrar esta questão. Sou um defensor das boas traduções, e ao contrário de certos amigos meus eu prefiro ler um livro numa tradução portuguesa, sempre que esta exista. (Neste momento por acaso até sou responsável pela revisão científica da tradução portuguesa de um livro de divulgação de um físico holandês.) Como utilizador do Babelfish reconheço perfeitamente a importância de um bom tradutor, e sei que este precisa saber muito mais do que línguas. Não deveria ter usado a expressão "tradutor" no texto A Verdade Inconveniente; tal não era necessário para reforçar o meu ponto de vista: o facto de o Rui Oliveira estar a emitir opinião sobre um assunto que não domina. Claro que eu também faço isso (e a maior parte dos blogues) e ainda bem; a opinião é livre, e não se tem de todo de se escrever só sobre aquilo em que se tem formação académica! Só acho que, especialmente se for esse o caso (de não se ser especialista na área) um autor deve fazer um esforço de se informar e não estar simplesmente a repetir chavões (noutra altura chamava-se a cassete). Claro que mesmo assim o Rui Oliveira tem o direito de se limitar a repetir aquilo que (do meu ponto de vista) são só chavões; a opinião é livre. Mas por isso mesmo também eu tenho o direito de afirmar que ele se limita a escrever chavões, quando for esse o caso.
Quanto ao julgamento do André Azevedo Alves sobre as minhas "capacidades cognitivas", não me poderia afectar menos. Não me afecta a opinião sobre as minhas capacidades cognitivas de um indivíduo que acha que a fonte suprema de todo o conhecimento é a Bíblia. Os meus conhecimentos não vêm na Bíblia, é um facto. Não sei ao certo quais serão as minhas capacidades cognitivas, mas acho que elas ainda serão suficientes para saber identificar métodos de um fanático obscurantista.
Quanto ao julgamento do André Azevedo Alves sobre as minhas "capacidades cognitivas", não me poderia afectar menos. Não me afecta a opinião sobre as minhas capacidades cognitivas de um indivíduo que acha que a fonte suprema de todo o conhecimento é a Bíblia. Os meus conhecimentos não vêm na Bíblia, é um facto. Não sei ao certo quais serão as minhas capacidades cognitivas, mas acho que elas ainda serão suficientes para saber identificar métodos de um fanático obscurantista.
2006/06/03
Ça roule
E para evitar mais alterações climatéricas do que as que têm que acontecer: tous à velo ce weekend (iniciativas semelhantes em Lisboa aqui).
Tradução (para ver se o André Azevedo Alves percebe)
Vamos por partes.
Eu nunca chamei "monge albino" a ninguém. A única coisa que objectivamente insinuei com base nos seus textos (não afirmei) é que o André Azevedo Alves parece ser um simpatizante do Opus Dei (não posso dizer que é, mas qualquer pessoa vê que parece). Pelo menos o seu proselitismo é bastante evidente. Também nunca afirmei que O Insurgente é "dominado" seja por quem for. Parece-me óbvio logo do título que o meu texto O bem e o mal segundo André Azevedo Alves é destinado única e exclusivamente... ao André Azevedo Alves, e a mais nenhum colaborador do Insurgente. O André Azevedo Alves é que pelos vistos gosta de se confundir com O Insurgente. Se for este o caso, é com ele e com os outros colaboradores; não tenho nada a ver com isso. Mas talvez seja por isso que ele se deu ao trabalho de responder a um outro texto meu, A Verdade Inconveniente, onde é referido (e apenas marginalmente) um texto de um outro colaborador de O Insurgente, o Rui Oliveira.
E que diz o André Azevedo Alves? Basicamente conclui do facto de que sempre houve e continuará a haver alterações climáticas que não há nada que possamos fazer para as evitar ou não provocar. Ou seja, repete a máxima climatérica (já defendida pelo Rui Oliveira e pela generalidade dos blogues liberais) que o homem não pode alterar ou evitar um destino pré-estabelecido e inexorável. (Para o André Azevedo Alves, por exemplo, tal é tão claro como Deus ter criado Adão e Eva.) E parece querer afirmar que quem não defende isto está a defender o outro extremo: que só o homem pode influenciar o clima e que todas as catástrofes climáticas são causadas pelo homem. É assim: não há meio termo. Nada que não estejamos habituados na direita republicana (e ainda mais nos fãs de Ann Coulter): quem não está com eles, está contra eles.
Em nenhuma altura eu defendi que as alterações climáticas são da exclusiva responsabilidade do homem. O autor do texto original, o Rui Oliveira, sendo tradutor deve ser especialista na interpretação de textos, pelo que leu bem o que eu escrevi.
Sobre o Rui Oliveira queria prestar aqui o seguinte esclarecimento. Não o conheço e se sei que é tradutor é através de um texto por ele publicado no Insurgente (e com que eu concordei), no qual defende o fim de privilégios corporativos de certas classes profissionais, dando o exemplo da sua própria classe.
O que eu quis afirmar ao chamar "tradutor" ao Rui Oliveira era que não lhe reconhecia nenhuma especialização para falar sobre o assunto das alterações climáticas. E baseei essa minha "falta de reconhecimento" no seu texto original, Alterações Climáticas, que me pareceu - e continua a parecer - bastante fraco, pelas razões que expus. Mas não queria ofender nem o Rui Oliveira, a quem costumo reconhecer honestidade intelectual, e nem... a classe dos tradutores! Se foi esse o caso, peço desculpa.
Finalmente quero reiterar que esta minha opinião não é (infelizmente...) para ser generalizada a todos os textos sobre alterações climáticas que se lêem nos blogues liberais. Embora discorde totalmente desses textos, reconheço que alguns têm uma argumentação boa, mesmo se desonesta ou parcial. O caso mais paradigmático são os textos do João Miranda no Blasfémias. Por não esperar que toda a gente se lembre de tudo o que eu escrevi, recordo (no segundo parágrafo deste texto) a minha (muito boa, mesmo discordando de todo) opinião sobre os textos do João Miranda em geral (que belo marxista que ele daria). Refutã-los requer (ao contrário, lamento dizê-lo mais uma vez, do texto do Rui Oliveira, que se limita a repetir chavões) uma grande preparação e uma grande dose de paciência, algo que como aqui referi foram reveladas por exemplo no Klepsydra.
Eu nunca chamei "monge albino" a ninguém. A única coisa que objectivamente insinuei com base nos seus textos (não afirmei) é que o André Azevedo Alves parece ser um simpatizante do Opus Dei (não posso dizer que é, mas qualquer pessoa vê que parece). Pelo menos o seu proselitismo é bastante evidente. Também nunca afirmei que O Insurgente é "dominado" seja por quem for. Parece-me óbvio logo do título que o meu texto O bem e o mal segundo André Azevedo Alves é destinado única e exclusivamente... ao André Azevedo Alves, e a mais nenhum colaborador do Insurgente. O André Azevedo Alves é que pelos vistos gosta de se confundir com O Insurgente. Se for este o caso, é com ele e com os outros colaboradores; não tenho nada a ver com isso. Mas talvez seja por isso que ele se deu ao trabalho de responder a um outro texto meu, A Verdade Inconveniente, onde é referido (e apenas marginalmente) um texto de um outro colaborador de O Insurgente, o Rui Oliveira.
E que diz o André Azevedo Alves? Basicamente conclui do facto de que sempre houve e continuará a haver alterações climáticas que não há nada que possamos fazer para as evitar ou não provocar. Ou seja, repete a máxima climatérica (já defendida pelo Rui Oliveira e pela generalidade dos blogues liberais) que o homem não pode alterar ou evitar um destino pré-estabelecido e inexorável. (Para o André Azevedo Alves, por exemplo, tal é tão claro como Deus ter criado Adão e Eva.) E parece querer afirmar que quem não defende isto está a defender o outro extremo: que só o homem pode influenciar o clima e que todas as catástrofes climáticas são causadas pelo homem. É assim: não há meio termo. Nada que não estejamos habituados na direita republicana (e ainda mais nos fãs de Ann Coulter): quem não está com eles, está contra eles.
Em nenhuma altura eu defendi que as alterações climáticas são da exclusiva responsabilidade do homem. O autor do texto original, o Rui Oliveira, sendo tradutor deve ser especialista na interpretação de textos, pelo que leu bem o que eu escrevi.
Sobre o Rui Oliveira queria prestar aqui o seguinte esclarecimento. Não o conheço e se sei que é tradutor é através de um texto por ele publicado no Insurgente (e com que eu concordei), no qual defende o fim de privilégios corporativos de certas classes profissionais, dando o exemplo da sua própria classe.
O que eu quis afirmar ao chamar "tradutor" ao Rui Oliveira era que não lhe reconhecia nenhuma especialização para falar sobre o assunto das alterações climáticas. E baseei essa minha "falta de reconhecimento" no seu texto original, Alterações Climáticas, que me pareceu - e continua a parecer - bastante fraco, pelas razões que expus. Mas não queria ofender nem o Rui Oliveira, a quem costumo reconhecer honestidade intelectual, e nem... a classe dos tradutores! Se foi esse o caso, peço desculpa.
Finalmente quero reiterar que esta minha opinião não é (infelizmente...) para ser generalizada a todos os textos sobre alterações climáticas que se lêem nos blogues liberais. Embora discorde totalmente desses textos, reconheço que alguns têm uma argumentação boa, mesmo se desonesta ou parcial. O caso mais paradigmático são os textos do João Miranda no Blasfémias. Por não esperar que toda a gente se lembre de tudo o que eu escrevi, recordo (no segundo parágrafo deste texto) a minha (muito boa, mesmo discordando de todo) opinião sobre os textos do João Miranda em geral (que belo marxista que ele daria). Refutã-los requer (ao contrário, lamento dizê-lo mais uma vez, do texto do Rui Oliveira, que se limita a repetir chavões) uma grande preparação e uma grande dose de paciência, algo que como aqui referi foram reveladas por exemplo no Klepsydra.
2006/06/02
A Verdade Inconveniente
Estreia hoje em várias cidades americanas o documentário "An Inconvenient Truth", onde o realizador David Guggenheim segue Al Gore na sua campanha de esclarecimento do grande público sobre o aquecimento global, as suas causas e os seus efeitos. De acordo com a organização MoveOn,
De acordo com a New Yorker,
De acordo com o USA Today,
Pode ver-se um trailer do filme aqui. É claro que o filme (e Al Gore) já estão a ser atacados pelas companhias petrolíferas. Por cá, o assunto sempre foi motivo de chacota dos blogues da direita liberal, embora nem sempre da melhor maneira. Por exemplo, gostava de saber com que base científica tradutores escrevem textos destes. Se o Rui Oliveira parasse para pensar, talvez concluísse que o facto que refere só é possível justamente por o homem então não existir. O homem não podia existir nessas condições. Pelos vistos tais condições climatéricas são "naturais" para o Rui Oliveira; se evoluirmos (ou regredirmos) nesse sentido a Terra voltará a ser inabitável, mas isso é só um pequeno pormenor para quem talvez até acredite que a habitabilidade do planeta só depende da vontade divina. Se o Rui Oliveira não fosse demagógico, talvez fizesse bem em ver o filme antes de escrever graçolas tão básicas.
The movie is technically a documentary, but it's also been described as a thriller and some folks have even called it scary. It's scary because it's a serious look at the grave path we're heading down if we don't take real steps to stop global warming today.
De acordo com a New Yorker,
There is no substitute for Presidential power, but Gore is now playing a unique role in public life. He is a symbol of what might have been, who insists that we focus on what likely will be an uninhabitable planet if we fail to pay attention to the folly we are committing, and take the steps necessary to end it.
De acordo com o USA Today,
An Inconvenient Truth, based on a slide show Gore developed and has given for years, is part documentary, part dark comedy and part horror thriller. As narrator, Gore makes jokes at his own expense, presents a cartoon clip from Fox's cartoon Futurama about cooling the ocean with ice cubes and shows footage of storms, floodwaters and scorching drought that would be thrilling if they were fiction instead of fact.
Pode ver-se um trailer do filme aqui. É claro que o filme (e Al Gore) já estão a ser atacados pelas companhias petrolíferas. Por cá, o assunto sempre foi motivo de chacota dos blogues da direita liberal, embora nem sempre da melhor maneira. Por exemplo, gostava de saber com que base científica tradutores escrevem textos destes. Se o Rui Oliveira parasse para pensar, talvez concluísse que o facto que refere só é possível justamente por o homem então não existir. O homem não podia existir nessas condições. Pelos vistos tais condições climatéricas são "naturais" para o Rui Oliveira; se evoluirmos (ou regredirmos) nesse sentido a Terra voltará a ser inabitável, mas isso é só um pequeno pormenor para quem talvez até acredite que a habitabilidade do planeta só depende da vontade divina. Se o Rui Oliveira não fosse demagógico, talvez fizesse bem em ver o filme antes de escrever graçolas tão básicas.
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